Category: Destruidor de Dogmas (page 2 of 18)

Somos todos Pavões apaixonados pelas nossas próprias caudas

Somos quem nós somos, mas o que mais somos?

Todos temos características, personalidades, estilo, preferências, movimentos, muitas coisas diferentes.

Ao nos enxergarmos como indivíduos percebemos que somos nós mesmo, não nos confundimos com outros, apesar de muitas vezes encontrarmos pessoas parecidas.

Mas o mundo não é apenas nosso reflexo na superfície de um lago como Narciso viu, somos também o que os outros vêem, somos muitas vezes o que não somos para os outros.

Proposital?

Sim e não.

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Não há só uma pessoa pra você no mundo

Todo mundo quer seguir o sonho infantil de achar a alma gêmea, mas será que existe realmente só uma cara metade por aí sua?

Acho que não.

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Ajude alguém, mas não espere gratidão

Ajudar as pessoas é algo raro, não é atoa que honestidade vira notícia de jornal, realmente é algo difícil de se ver.

Todos nós sentimos tão injustiçados que sempre queremos nos beneficiar de alguma maneira. Precisamos recuperar o que a sociedade não nos dá, pensa o homem médio. A corrupção nasce do mesmo pensamento.

Quando se ajuda alguém se sai de uma série de movimento comportamentais automaticos. Você deixa de olhar pro umbigo e olha pro outro, para de desviar o olhar do morador de rua, se preocupa com quem não tem nada a te dar em troca.

Ajudar o próximo é um ato lindo de auto percepção e empatia. Saber entender o próximo, ou melhor, tentar entender o próximo é outra coisa raríssima no mundo.

Algumas pessoas conseguem se libertar da automaticidade e sentir a necessidade do outro, e não digo apenas de pessoas que passam fome ou não tem onde morar, esses casos devemos sempre dar atenção, pois essas pessoas batalham para ter o mínimo da sobrevivência.

Falo das ocasiões mais simples como dar uma dica de uma oportunidade ,  falar com um amigo que precisa, as vezes bastante apenas tomar uma cerveja com alguém.

Sair da zona de conforto exige mudança, e toda mudança na humanidade encontra atrito, e mesmo assim alguns de vocês ainda assim ajudaram  pensando: “vamos ver no que vai dar”.

E isso é uma grande vitória já, olha quantos níveis já passamos só para chegar aqui!

Agora é só deixar a inércia fazer seu trabalho.

Mas calma, e a pessoal que eu ajudei, não vai me agradecer?

Tenho que te dar as más notícias, mais uma: ela não vai te agradecer.

Sabe por quê?

Porque exigir ou esperar gratidão dos outros é a única e última coisa que vai destruir toda essa experiência.

Você pode ter acordado, pode ter ajudado, pode ter adquirido empatia, pode ter saído da bolha, mas a maioria das pessoas ainda não.

Lembre-se, você precisa entender os outros, como eles recebem as suas ações.

A pessoal que você ajudou não sabe do processo de ajudar os outros que falamos aqui provavelmente, não sabe da jornada e o quanto significa para você sair da zona de conforto e fazer algo que você acha que deveria ser feito por alguém.

Ela nem se questionou.

Então digo, deixa pra lá. Simples assim

Falo isso por experiência própria, não adianta se remoer não dá pra mudar as pessoas da noite pro dia.

Você deve fazer as coisas porque sentiu vontade e achava necessário, e pronto.

Falta de agradecimento vai tirar a sua tranquilidade se for isso que você espera.

Você chegou tão longe, não deixe a inatividade de alguém te fazer retroceder.

 

O Capitalismo é uma religião e o Shopping é sua igreja

Tatiana Carlotti

reprodução

Os aspectos religiosos do neoliberalismo e o proselitismo na comunicação foram temas debatidos pelos professores da Universidade Metodista, Jung Mo Sung (Ciências da Religião) e Magali Cunha (Comunicação). Eles participaram do seminário “A Metafísica do Neoliberalismo e a Crise de Valores no Mundo”, promovido pelo Fórum 21, no último dia 2 de julho (sábado), no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP).

O evento é o primeiro de uma série de debates voltada à discussão do neoliberalismo hoje. A escolha do tema, explica Anivaldo Padilha, presidente do Fórum 21, deve-se ao caráter sagrado atribuído ao mercado que congrega os atributos da “onipotência, onipresença e onisciência”. Uma espécie de “deus Mercado” que vem fracassando, sistematicamente, “em termos de justiça social e de igualdade entre os homens”.

Daí a pergunta: por que o capitalismo atrai tanto?

Segundo o professor Jung Mo Sung, a compreensão dos aspectos religiosos do capitalismo é fundamental para o entendimento não apenas de sua atração, mas também do que se passa hoje no Brasil. Mostrando, a partir de imagens, os ícones (Ferrari, bolsas Louis Vuitton), templos (shopping centers), igrejas (institutos von Mises) e mitos do neoliberalismo, Sung destrinchou a narrativa religiosa – e sedutora – por trás do discurso neoliberal.

 

“Antes, quando as pessoas se sentiam pecadoras ou impuras, elas iam à Igreja para recuperar a humanidade e a pureza. Hoje, quando se sentem tristes, elas vão ao shopping. Verdadeiras catedrais modernas”, apontou. Não é de se estranhar, portanto, a forte semelhança arquitetônica entre as catedrais e os shopping centers (confiram a imagem acima).

Os mitos do desenvolvimento

Ao longo das décadas de 1960 e 1970, a teoria econômica (da esquerda e da direita) foi embalada por dois mitos principais. Primeiro, a crença de que o “bom da vida era aumentar o poder de consumo”. Sung destacou que, frente a essa ideia, a modernidade promoveu uma inversão: o “bom da vida” passou a ser possível dentro da história (via consumo) e não mais restrito ao pós-morte”.

O segundo mito era que “o padrão de consumo dos países ricos poderia ser universalizado”, fortalecendo “a ideia de que todos os seres humanos têm direitos”. Sung também mencionou que a discordância entre os economistas marxistas e liberais capitalistas se deu aos caminhos para se atingir essa universalização: o mercado ou a planificação estatal.

O exemplo é simples: “Quando se privilegia o ajuste econômico no Brasil e se corta o dinheiro da Educação e da Saúde, por exemplo, é preciso justificar essa decisão. Quando se corta o pagamento de juros aos bancos, para privilegiar programas sociais, também é preciso justificar. Essas duas justificativas, porém, são completamente diferentes porque trabalham com duas estruturas míticas diferentes”.

Em 1970, porém, esses mitos caíram por terra, quando da publicação de “Os Limites do Crescimento” (1972), pelo Clube de Roma. A obra reconhecia os limites do crescimento do sistema capitalista e a impossibilidade da universalização do padrão de consumo. “A primeira reação dos capitalistas foi dizer ´isso é bobagem´. Depois não deu mais para negar”, lembra.

A Fé no Mercado

A partir de então, novos mitos foram construídos. Em 1974, em plena crise do petróleo, F. von Hayek, um dos teóricos do capitalismo, ganhava o Prêmio Nobel de Economia com a obra “A Pretensão do Conhecimento”. Hayek sustentava que a crise do sistema tinha como principal causa a “pretensão dos economistas de saberem como o mercado funciona, porque toda intervenção pressupõe conhecimento”.

“A raiz de todas as crises”, explicou Sung, passou a ser a tentativa de compreensão do funcionamento do Mercado. Em termos míticos, “esse discurso neoliberal é uma reeleitura do mito da Gêneses”, que interditava a Adão e Eva os frutos da Árvore do Conhecimento. “Se não podemos conhecer as leis do Mercado, o que podemos fazer? Temos de ter fé no Mercado”.

Uma fé, destacou, de que “o mercado sempre vai produzir outros melhores resultados possíveis”. “Essa é a base epistemológica do neoliberalismo” que apresenta uma contradição lógica: “se você não pode intervir, porque não pode conhecer o mercado, como pode afirmar que ele sempre vai produzir melhores resultados possíveis? O salto lógico se tornou uma questão de fé”.

Anos depois, ou prêmio Nobel, Milton Friedman, afirmaria: “os que são contra, no fundo, têm um problema de falta de confiança na liberdade do mercado”. Uma narrativa, frisou Sung, disseminada em todos os cantos do mundo, a partir da mídia e, também, da proliferação de institutos, como os institutos von Mises.

Sobre a obra de L. von Mises, “A Mentalidade Capitalista”, o professor avaliou: “é uma maravilha de livro de teologia”. Nela se defende a ideia de que “todo adulto é livre para montar a sua vida de acordo com os seus próprios planos, a partir de um conceito de liberdade pelo qual não existe o outro: sou eu e o meu desejo. É puro indivíduo”.

Captura do desejo

Para L. von Mises, no sistema de mercado livre, “os consumidores são soberanos” e “desejam ser satisfeitos”. Mas, apontou Sung, “consumidor não é qualquer indivíduo” nesta lógica. “O nível é: todos somos humanos, mas nem todos os humanos são cidadãos, e nem todos os cidadãos são consumidores. O desejo soberano [se restringe] aos consumidores”.

Com base na impossibilidade de satisfação dos desejos – conforme alguns vão sendo satisfeitos, surgem novos desejos – von Mises chega a defender a avidez como “impulso que conduz o homem em direção ao aperfeiçoamento econômico”. Afirma, ainda, que “ manter alguém contente com o que já conseguiu ou pode facilmente conseguir, sem interesse por melhorar suas próprias condições materiais não é uma virtude”.  

“Essa é a tese teórica”, salientou Sung, lembrando que a sociedade vem criando mecanismos para, justamente, controlar a avidez do desejo individual.  “Nós somos seres infinitos na condição de finitude e o nosso desejo é infinito, mas, em uma economia escassa, não há satisfação para todos”.

E se não há satisfação para todos, então, como lidar com a frustração?  “A saída neoliberal é a criação de uma verdadeira teologia da culpa”. No capitalismo, todos somos alimentados pela frustração”, apontou.

Teologia da Culpa

“Se você não consegue ser o rei do chocolate, o campeão de boxe ou a estrela de cinema, você é o culpado. Essa é a teologia da culpa: o indivíduo passa a ser culpado pela sua própria frustração”, explicou. E trata-se de uma culpa que atinge a todos, começando pelos mais pobres.

“Por que pobre é pobre? Porque é culpado. Ele merece a sua pobreza”. Segundo essa lógica, “o pobre que não pode comprar brinquedo para o filho assume a culpa duas vezes: pela pobreza e por sentir culpa em ser pobre”. Enquanto isso, o Mercado se consolida enquanto juiz transcendental.

“Se a culpa é de todos, por conta da distribuição de riqueza, quem é o juiz que faz essa destruição? O Mercado. Mas, eu posso questionar o mercado? Não. Ele é inquestionável, está além do bem e do mal, do injusto e do justo”. Na medida em que não está sob o juízo humano, o Mercado se torna algo sagrado. “E o sagrado é aquilo que é separado do sistema profano, acima do juízo e do questionamento da justiça”, explicou.

Sung também alertou: para o capitalista e para o neoliberalismo, o verdadeiro o problema “está nas pessoas que acreditam que os seres humanos têm direitos”.

Direitos Humanos

Ele explicou que o pensamento liberal moderno foi fundado na tradição neotestamentária. Segundo essa tradição, primeiramente, “todos os homens são iguais perante a Deus. Depois, todos os homens passaram a ser iguais perante as leis; e, de acordo com a razão moderna, a essência humana traz consigo direitos implícitos”.

São justamente esses direitos implícitos, denunciou, que estão sendo rejeitados pela teoria pós-moderna ao defender que “tudo é cultural”, inclusive, “afirmar que a natureza humana dá direitos é cultural”. Sob essa ótica, “o grande erro das esquerdas e dos humanistas é acreditar que ser humano tem direito por natureza. Não tem. Quem não conseguiu direitos no contrato do mercado, não tem direito nenhum”.

Essa é a narrativa dos que criticam programas sociais como o Bolsa Família ou o Mais Médicos. “Se pobre não tem direito a comer, porque não tem direito, o que é um programa social como o Bolsa Família? Um roubo. Você tira de quem tem direito – e o ganhou justamente via Mercado – e passa para quem não tem direito”.

Daí a inversão, situou Sung, já que “os defensores dos direitos dos pobres e dos programas sociais tornam-se os grandes malfeitores da humanidade”. A violência explode: “eu estou frustrado porque esse desgraçado de esquerda continua querendo o meu imposto para dar para esses pobres desgraçados. De quem é a culpa da minha frustração? Da esquerda e dos pobres. Aí eles colocam fogo no mendigo”, destacou.

Deveres

Quando o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) comemorava o sucesso do Mais Médicos, ele estava reafirmando não apenas o direito das pessoas à Saúde, mas o dever do Estado para com elas. No entanto, muitas pessoas foram contra o programa e retrucaram: “eles não têm direitos e nós não temos deveres. Isso é um roubo”. “Tratam-se de duas estruturas de pensamento diferentes. Saber isso nos ajuda a compreender a agressividade”, explicou.

Em sua avaliação, sempre existiram egoístas exagerados, a diferença é que antes, “as pessoas tinham vergonha de ser publicamente egoístas, porque havia uma pressão cultural. Hoje, elas têm orgulho. Depois que passar a vergonha do Temer, vai continuar esse orgulho e ele vai continuar enquanto esse modelo civilizatório prevalecer”.

A lógica da Responsabilidade

Segundo Sung, “nós retornamos a um debate surgido no século XVIII: o ser humano tem direitos? Para os defensores do neoliberalismo, esses direitos são vistos como ´coisa de bandido´. O processo tecnológico chegou ao ponto de destruir as bases humanistas do mundo moderno”.

A saída, apontou, “está na luta social”. Uma luta que, em última instância, pressupõe “a descoberta dos direitos fundamentais de todos os seres humanos”. Sung também alertou: “culpa e humilhação não acabam quando você come. Quando você come, você mata a fome. Isso vai aparecer em violência familiar, em neuroses, loucuras. E quem se sente culpado não luta”.

Em sua avaliação, “para sair desse entrave é preciso lembrar que apenas um mito combate outro mito”. Citando a experiência do apóstolo Paulo de Tarso que, em pleno Império romano, conseguiu criar comunidades de resistência, Sung avaliou que “Paulo tem algo a nos ensinar”, sobretudo, quando afirma:

“Enquanto ainda éramos inimigos de Deus, Deus se reconciliou conosco” (Rom 5,10).

Essa citação, analisou, é uma “crítica radical à ideia de Deus norteadora das culturas de opressão, que pressupõem um Deus que culpa e pune. E não um Deus – não importa aqui se existe Deus ou não – que humaniza o ser humano e se reconcilia. Antes de qualquer articulação cultural, todos os seres humanos têm direito à vida”.

A proposta de Paulo, avaliou, abre uma fenda na “lógica da culpa” e nos permite entrar em outra lógica: a da responsabilidade. “É preciso responder aos problemas sociais. A lógica da responsabilidade nos chama à ação. A lógica da culpabilidade apenas aponta o culpado. E apontar culpados não resolve nada”, concluiu.

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Confiram abaixo o power point da apresentação do professor Jung Mo Sung, autor de diversos livros, entre os quais: “Mercado, religião e desejo: o mundo de hoje na perspectiva da Teologia da Libertação” (Suhae Munjip, 2014); “Para além do espírito do Império” (Paulinas, 2012) e “Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres” (Paulus, 2010).

Leia na próxima reportagem a análise da professora Magali Cunha sobre o discurso religioso do neoliberalismo.

Fonte: Carta Maior

 

Psicanálise e o “para além” do individualismo

Desde a faculdade, uma questão que nos incomodava a respeito da natureza era se a bondade ou a maldade humana é somente uma questão social ou se está impregnada em sua estrutura biológica e/ou psicológica. Sobre isso, muitas vezes nos questionávamos se o ser humano poderia ser genuinamente altruísta. Veja por esse ângulo: eu faço o bem a outrem somente pelo amor que tenho pelo outro, ou pelo ganho pessoal que isso pode me trazer, nem que seja status, ou aquele sentimento de estar fazendo o certo. Se for devido a essas últimas opções, então o altruísmo não passa de um egoísmo adaptado à nossa realidade social.

Com o tempo, pudemos perceber que essas questões são capciosas e não levam a lugar algum. Como definir que a ajuda que ofereço é puro sacrifício pessoal ou apenas uma forma de auto-afirmação? Será que as ações não valem mais do que o que elas significam para nós? Importa se eu faço uma doação porque sinto a necessidade de ajudar ou se é para ganhar um like no Facebook?

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“Eu sou o que eu sou…mas o que eu era antes?” – Carl Gustav Jung

Gostaria de pegar esse gancho do caro Jung para fazer você se questionar.

Quando foi a primeira vez que você se tornou consciente de você mesmo?

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Quão importante é a fé? O que ela muda em nossas vidas?

O que é Fé? Todos temos no fundo ou quem não acredita em Deus não tem fé?

Muitas pessoas confundem a palavra com muitas coisas, mas vamos esclarecendo o que ela é a priori, e vamos tirar um explicação do wikipedia;

“Fé (do Latim fide)[1] é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade[2] sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absolutaconfiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.”

Agora ficou um pouco mais fácil de entender. Então ter fé é acreditar em algo que não há provas para acreditar, apenas acreditamos.

Até o mais dos céticos pode ter um pouco de fé em si, ela pode ser algo fora do nosso controle. Muitas vezes as pessoas acreditam que algo vai acontecer com elas, sem base em nada, apenas um pressentimento, que pode ou não ter validade futura, e isso também é fé, otimismo as vezes pode se encaixar na fé.

O tempo não é linear, apenas experienciamos dessa maneira, o passado, presente e futuro são uma coisa só, e muitas vezes algumas pessoas pensam prever algumas coisas, e elas podem estar certas, mas não temos como provar isso hoje em dia.

Mas imagine o seguinte, se o tempo não é linear e nossas ações podem mudar o futuro porque não pensar que tudo vai dar certo?

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Google vai gastar 1 bilhão de dólares em satélites para espalhar wi-fi pelo planeta inteiro, e com isso poderá realizar o sonho de Nikola Tesla

 

O Wall Street Journal divulgou que o Google planeja gastar mais de 1 bilhão de dólares numa frota de satélites que serão usados para fornecer serviço de internet em partes do mundo que ainda não estão totalmente conectadas.

De acordo com “pessoas próximas ao projeto”, o Google usará 180 “pequenos satélites de alta capacidade” que orbitarão em torno da Terra em baixa altitude. A equipe responsável será liderada por Greg Wyler, que criou a startup O3b Networks Ltda., e o Google está contratando engenheiros de empresas que trabalham com satélites, como a Space Systems/Loral LCC, afirma o jornal.

Se a reportagem estiver correta, Wyler está liderando um time que tem “entre 10 e 20 pessoas” e tem se reportado diretamente a Larry Page. O objetivo do projeto é oferecer internet para áreas do planeta que tem pouca ou nenhuma conexão e custará entre 1 e 3 bilhões de dólares, a depender de como ele caminhar e do tamanho final das redes. O jornal também afirma que numa fase posterior, “o número de satélites poderá dobrar”.

Fora esses detalhes técnicos, ainda há poucas informações sobre o projeto, mas vamos nos lembrar de que esse não é o único projeto do Google que fará com que a internet venha do céu: a gigante da internet também está fazendo testes com balões com sinal de rede e, além disso,comprou uma empresa de drones com o objetivo de cobrir o planeta com sinal de Wi-Fi.

Embora as primeiras tentativas de espalhar a internet via satélite pelo mundo não tenham tido sucesso, é bom pontuar que o maior problema era a escalada de custos. Mas agora o Google está trabalhando em três projetos de alto nível que usam aparelhos aéreos para conectar o mundo e o preço claramente não é um problema para a companhia de Larry Page.

Por quê? Bom, além do óbvio — o Google é podre de rico —, disponibilizar internet para locais que ainda não são conectados pode contribuir para abrir uma vastidão de novos mercados e o Google claramente quer que seus produtos e serviços sejam a primeira opção para todas as pessoas do mundo. Todas mesmo. [Wall Street Journal]

Uma outra questão é saber se até lá o Google irá transmitir Wi-Fi ou Li-Fi, que é uma espécie de Wi-Fi mas  é 100 vezes mais rápida.

E outra coisa que pouca coisa sabe também é que hoje em dia já é possível extrair energia via wi-fi, pois ela está sempre no ar indenpendente de você estar usando ou não, e tudo isso pode ser convertido em eletricidade através de um aparelho, isso implicaria no Sonho de Nikola Tesla sendo realizado finalmente.

Uma vida sem jornada é uma vida sem conquista

Porque quem tem muito geralmente só quer saber de posses e prazeres?

Pra responder essa pergunta temos que perceber que todos temos conquistas e sonhos na vida, muitos deles nunca conseguiremos alcançar ou demorarão muito tempo.

E isso não quer dizer que seja algo ruim.

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O conto japonês sobre conhecer a si mesmo

Um guerreiro samurai, conta uma velha história japonesa, certa vez desafiou um mestre Zen a explicar os conceitos de céu e inferno. Mas o monge respondeu-lhe com desprezo:

– Não passas de um bruto… não vou despediçar meu tempo com gente da tua laia!

Atacado na própria honra, o samurai teve um acesso de fúria e, sacando a espada da bainha, berrou:

– Eu poderia te matar por tua impertinência.

– Isso – respondeu calmamento o monge – é o inferno.

Espantado por reconhecer como verdadeiro oque o mestre dizia acerca da cólera que o dominara, o samurai acalmou-se, embainhou a espada e fez uma mesura, agradecendo a revelação.

– E isso – disse o monge – é o céu.

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A súbita consciência do samurai sobre o seu estado de agitação ilustra a crucial diferença entre alguém possuído por um sentimento e tomar consciência de que está sendo arrebatado por ele. A recomendação de Sócrates“conhece-te a ti mesmo” – é a pedra de toque de inteligência emocional: a consciência de nossos sentimentos no moment oexato em que eles ocorrem.

Os sentimentos podem parecer óbvios para todos nós, todos sabemos quais são eles, mas quando somos tomados por eles perdemos o nosso jeito de pensar automaticamente, por mais que pensemos que temos controle da situação, com a poluição de algum sentimento temos nossos atitudes sujeitas para o bem e para o mal. E quando simplesmente entramos em fúria completa e muito as vezes até esquecemos o que aconteceu, essa situação é chamada de “Sequestro emocional”.

Para ilustrar bem essa situação de influência da emoção sutil, posso citar uma experiência feita nos EUA em que antes de fazer uma prova os alunos tinham que anotar de que raça/cor eram, e isso influenciou negativamente todos os negros da sala.

Outro caso também é o que um professor falou para metade da sala que tinha certeza que eles iriam bem na prova, mas essa metade era aleatória, e foi possível observar que essa metade realmente foi boa e o resto que ouviu que seria pior realmente foi.

São pequenas coisas mas que influênciam nosso pensamento e nossas decisões.

Outro caso para finalizar, é o que antes de fazer um teste algumas pessoas viram um filme de terror e outras pessoas viram um filme de ação ou de aventura, que tenha um final feliz, e pode-se observar a influência que algo tão pequeno tem no resultado de um teste.

Para se conhecer é preciso observar, e não só a nós mesmos, mas os outros também, tentar achar soluções melhores e deixar de viver no automático, pois quem vive sem refletir vai repetir os mesmos erros e não vai saber o porquê de estar tudo errado, na maioria das vezes a culpa é nossa, até nos casos que não fazemos nada.

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