Category: Destruidor de Dogmas (page 1 of 17)

A Tecnologia vai ditar a “política” no futuro

Hoje em dia vemos a tecnologia mudar o mundo pouco a pouco, só no século passado tivemos milhares de invenções e todas mudando o no dia-a-dia quando lançados no mercado.

A eletricidade, o.microondas, o carro, computador, celulares, smartphone, todos foram implementados em nossas vidas, e vieram para ficar, até se tornarem outra coisa ainda mais.moderna.

Estamos chegando num momento crucial dá huamnidade, hoje políticos não estudados estão no poder com seus interesses próprios, e a cada dia nasce algo novo, como uber e outros apps que mudam como as cidades e pessoas se organizam, mas isso já está saindo do controle, ou melhor, do.meio observável dos políticos.

Em poucos anos com a ajuda de empresas como Tesla, Microsoft e Google iremos criar tecnologias novas numa velocidade tão grande que estaremos constantemente nos modelando as novas facilidades quanto mais complexo a vida se torna, mas dependeremos de ferramentas para dominar todo esse conhecimento.

A empresa Tesla, pra quem não sabe, é a empresa de Elon Musk, uma das pessoas que terá uma sessão só dele nos livros de história. Ele além de ter encabeçado a maior empresa de carros elétricos do mundo, vai colonizar Marte em 2022 e agora está começando a criar computadores que se comuniquem com o cérebro, fazendo a internet literalmente fazer parte de nós.

Tesla será a primeira empresa a custar 1 trilhão de dólares se tudo correr como está, justamente por investir nas coisas certas pra humanidade, coisas que mudarão e muito como pensaremos o nosso futuro.

E é exatamente esse o tópico desse texto, vai chegar uma hora que vão ser algumas poucas empresas que vão tomar a decisão de dar forma para a humanidade, e não instituições governamentais, será tanta invenção ao mesmo tempo que o governo já não poderá acompanhar, como já vemos hoje em dia.

 

Quantas coisas você faz sério na vida?

Nos consideramos bons em muitas coisas, os Millenniuns mais ainda, mas será que realmente somos?

Para sermos bons em algo não basta apenas predisposição ou talento, é preciso ter certas qualidades como disciplina, empenho, determinação , perseverança e assim conseguir extrair bons resultados das atividades que nos interessamos, ou que nos dispomos a fazer.

Agora, sabendo disso eu te pergunto, quantas atividades você pratica ou praticou na sua vida a sério, visando ser melhor?

Tenho certeza que o número despencou aí na sua mente.

Por que?

Nos satisfazemos com o menor resultado positivo.

Busque na sua mente quantas vezes isso não aconteceu na sua vida acadêmica ou profissional.

Não há algo que nos impulsione a ser melhor, não há prazer.

O paradigma da estrutura social nos fala para apenas ter uma profissão, uma habilidade, e ir ficando cada vez mais nela, afinal, é com ela que você ganhará seu sustento ou terá seu sucesso.

Mas, como sempre tento mostrar aqui, é preciso enxergar o mundo de várias perspectivas, só assim para ver que a tampa da garrafa de refrigerante vai virar lixo, que vai pro rio, que vai pro mar, aí um passará vê, come, come depois de ter comido vários, solta de novo o plástico no ambiente, que vai pro mar de novo, aí encontra outros plásticos e eles juntos formam um continente de sujeira. Isso é real existem 5 ilhas gigantescas de plástico no mar.

É preciso ter consciência e habilidades extras, assim você seguirá passos de gênios do renascimento como da Vinci, e outros.

Procurar ter mais habilidades possíveis te faz entender melhor o mundo e as pessoas, mas claro, não é garantido, mas com certeza te dará mais possibilidades.

Mas é preciso fazer com empenho, para melhorar, não adianta fazer aula de inglês e tirar 6 toda prova.

Comece a aumentar o seu número de habilidades.

E se nós fôssemos os alienígenas?

Nos perguntamos como seria encontrar seres de outros lugares, outros planetas, dimensões há milênios e isso mostra o início de um ponto de vista, o da raça humana e o que vemos como centro do universo e “real”.

Entendemos o que é observável e mensurável, por enquanto achamos que somos a única raça inteligente viva no universo, mas e se enxergamos tudo isso errado?

Como diria Aldous Huxley, e se aqui for o inferno de outro planeta?

Enxergamos o mundo de forma objetiva, cima, baixo, esquerda, direita, mas e dentro? Quantos dentros existem?

Na série da Netflix Stranger Things nos é contado que existe uma realidade espelho, Chico Xavier nos fala, através de André Luiz, que existe uma realidade das almas sobre a Terra, cima de nós, como se fossem de outra densidade e não conseguíssemos enxergá-los.

O mundo dos mortos vem sendo examinado desde que a humanidade se organizou em cidade, e como se acredita, os mortos podem ver a gente, mas a gente não pode ver eles.

Isso tudo é especulação claro, mas cientistas estão descobrindo que talvez a resposta que queremos está dentro das coisas e não fora, como boson-higgs e como a matéria escura.

Talvez realmente seres menos densos possam enxergar mais dimensões que nós, talvez até nós poderemos um dia, talvez caminhemos pra isso na evolução, seja ela programada ou não.

Em outra série da Netflix, The OA fala sobre pessoas que voltam da morte e experienciam o outro lado, muitas pessoas que tiveram Experiência de Quase Morte, a EQM, voltaram diferentes, com habilidades, pessoas que bateram a cabeça começaram a falar outras línguas, de onde vem essas informações transferidas para nosso cérebro?

Asimov, escreve em seu livro “Os próprios Deuses”, que um outro universo pode ser menos denso que o nosso e como seria as criaturas dessa universo, podendo atravessar coisas, e outros seres também, aliás, é assim que fazem “sexo” na história.

As questões são muitas e talvez estejamos vendo que talvez sejamos o inferno dos outros, talvez não consigamos ver o que se passa em outras densidades, a não ser, como afirma o espiritismo, através de projeção astral.

Como diria a ciência, o mundo é fractal, e como diria Hermes trimagestro, tudo que está em cima está embaixo, e como diria a bíblia, assim na terra como no céu, talvez a resposta que estejamos procurando não está assim, mas embaixo, na terra, e nós, dentro de nós.

No meio de tantos “talvezes” imagine o quão estranho deve ser para um ser olhar para o seu lado e ver pessoas humanas se movendo, civilizações, e elas não conseguem se comunicar conosco, fazemos o que bem entendemos e não o que eles querem, erros ou acertos, te lembra algo?

Tudo isso se baseia no hipótese da transcendência que você pode aprender sobre no vídeo abaixo.

Esse é um vídeo que pode explicar científicamente o que estou falando.

A Identidade do agora

Você é quem é somente no agora, apesar de nós acharmos que é difícil mudar, mas é você que escolhe trazer quem você era ontem, ou no passado, pro agora.

Digo isso pois um dia alguém me falou que queria andar com a postura correta como eu ando, e na hora pensei: “eu apenas escolhi andar correto, e andei.”

Temos em nosso entendimento da realidade que somos algo construído com o tempo, algo linear, e realmente faz todo sentido pensar assim, mas também somos o agora, e apenas o agora, o passado já foi, o futuro é incerto e somos apenas o presente, o que vivemos agora, e é você que decide o que trazer de bagagem pro agora.

Você tem a opção de deixar muita coisa pra trás, muito coisa inútil ou danosa, temos muitas delas e digo que algumas é fácil largar, assim como uma postura errada.

O Silêncio pode ser a melhor conversa que você terá hoje

Na hora do chuveiro temos idéias incríveis, antes de dormir também, outro momento em que as idéias surgem são nas férias ou numa viagem, mas por quê?

Todos são momentos de reflexão, introspecção, de silêncio .

O que é a ausência de som, palavras, mensagens para você, vindos de fora é na verdade uma ponte construída para a sua criatividade, seu inconsciente.

Recebemos as mensagens de dentro que tanto repondiamos como ocupado, o mundo físico sempre tinha mais importância, mas teria mesmo no final das contas?

Meditar muitas vezes nos é dito que seria a ausência de pensamento, mas na verdade ela pode ser vista como silenciar o exterior, pois trazemos para a cama ou para o nosso momento sozinho toda a rotina e hábitos do mundo físico e emocional.

São poucas as chances que damos para termos uma conversa com nós mesmos, recebemos informações e insights grandes nesses momentos e devem ser valorizados.

Um caso interessante é o do Leonardo da Vinci, ele costumava dormir/relaxar 15 minutos a cada uma hora, pois entendia os benefícios do silêncio no seu trabalho e nos estudos.

A rotina de sobreviver na cidade pode te privar desse momento precioso que todos deveríamos ter no dia a dia, mas é bem possível alcança-lo em poucos minutos, como disse, momentos naturais em que ele acontece é no banho e antes de dormir.

Procure aquele momento do seu dia em que é possível tirar 5 minutos isolado, para apenas deixar fluir, sem preocupações, apenas respirando, esse é o momento de você se recuperar, e claro, não tenha pressa, ansiedade não é bem vinda aqui.

A viagem de ônibus para casa, o esperar do almoço chegar, no seu dia existem milhares de pequenas janelas utilizáveis para se recarregar/reconectar.

Comece a tentar, mas faça um plano, um desafio para se empenhar, tente durante um mês achar quais são essas janelas, e comece a utiliza-las.

Quando você menos perceber você vai ver o quanto se comunica quando se está em silêncio.

Quer ser um cidadã0 do primeiro país fora da Terra? Conheça Asgardia

Nação Espacial Asgardia
Divulgação | James Vaughan

 

Se você sempre se sentiu deslocado na Terra, sua hora chegou. O primeiro país espacial foi oficialmente fundado – pelo menos no papel – e você já pode até dar entrada no pedido de dupla cidadania.

A astronação ganhou o nome de Asgardia, em homenagem a Asgard, terra de Thor, Odin e os outros deuses nórdicos. O slogan do país é “Paz no Espaço” e a ambição do projeto é evitar que os conflitos geopolíticos da Terra sejam transferidos junto com a colonização humana do espaço.

Mais de 370 mil pessoas já se inscreveram para ganhar a cidadania de Asgardia. A maioria delas mora hoje na China, nos EUA e na Turquia. Com a população atual, Asgardia seria o 178º país mais populoso do mundo, à frente de Belize e da Islândia, e os números só crescem.

As condições básicas para ser um asgardiano é ter mais de 18 anos e morar em um país que permite a dupla cidadania. Os candidatos  podem se inscrever no Asgardia.space.

A ideia é que os primeiros 100 mil inscritos tenham preferência no processo de seleção, mas os experts por trás do novo conceito de nação também estão buscando as pessoas baseadas em suas competências. Profissionais de tecnologia, ciência e direito espacial estão entre os mais cobiçados. Investidores nessas áreas também podem furar a fila para ganhar a carteirinha de asgardianos.

A nova nação pretende decidir sua bandeira, sua insígnia e seu hino com participação popular. O concurso para o design da bandeira, inclusive, já está disponível. Qualquer um pode mandar sua ideia, que vai ser votada online pelos asgardianos.

Falando sério

O fundador de Asgardia é o cientista e empresário Igor Ashrbeyli, russo nascido no Azerbaijão. Ele se cercou de cientistas renomados para seu projeto visionário. Um dos que mais chamam a atenção é Ram Jakhu, diretor do Instituto de Direito Aéreo e Espacial da Universidade McGill, uma das mais importantes do mundo (a Harvard canadense, de acordo com Os Simpsons).

Em termos práticos, o time de empresários e cientistas por trás da iniciativa está colocando grana própria e buscando parcerias para lançar um satélite na órbita terrestre e dar o primeiro passo na democratização da exploração espacial, que hoje só faz parte da realidade de um pequeno grupo de nações desenvolvidas. A ideia é que esse satélite seja lançado entre 2017 e 2018, em homenagem ao aniversário de 60 anos desde que o primeiro satélite humano entrou em órbita.

Como o lançamento tem que ser feito da Terra e Asgardia não pretende ter território no nosso planetinha, o objetivo dos fundadores é fazer uma parceria com um país em desenvolvimento, que não tem tradição de exploração espacial – tipo o Brasil.

É aí que entra o dilema muito sério que o projeto de Asgardia, por mais bizarro que seja, se propõe a discutir. Só 20 dos mais de 200 países da Terra tem algum acesso ao espaço e alguns deles já estão pensando em como explorar recursos extraterrestres. Enquanto isso, o direito espacial está anos-luz de ter criado medidas regulatórias para lidar com esse tipo de situação. O risco é que se criem monopólios nacionais, que a desigualdade aumente absurdamente (aqui e lá) e que as tensões econômicas e geopolíticas que temos por aqui se reflitam no Universo afora.

No momento, o que Asgardia vai fazer é reunir pessoas dispostas a pensar sobre essas questões indo além das limitações nacionais, porque estariam todos unidos sob a nação asgardiana, para proteger os direitos da humanidade.

Para que o país seja reconhecido pela ONU, ele precisa ter território próprio. Então, a ideia é que Asgardia tenha uma nave tripulada passeando pelo espaço – sim, a nave seria um território perambulante. Mas pode segurar a empolgação. O objetivo não é que Asgardia seja uma nação geográfica, em que todo mundo vive junto. Então, dificilmente todo cidadão vai sair da Terra para conhecer o país.

 Fonte: Super

Somos todos Pavões apaixonados pelas nossas próprias caudas

Somos quem nós somos, mas o que mais somos?

Todos temos características, personalidades, estilo, preferências, movimentos, muitas coisas diferentes.

Ao nos enxergarmos como indivíduos percebemos que somos nós mesmo, não nos confundimos com outros, apesar de muitas vezes encontrarmos pessoas parecidas.

Mas o mundo não é apenas nosso reflexo na superfície de um lago como Narciso viu, somos também o que os outros vêem, somos muitas vezes o que não somos para os outros.

Proposital?

Sim e não.

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Não há só uma pessoa pra você no mundo

Todo mundo quer seguir o sonho infantil de achar a alma gêmea, mas será que existe realmente só uma cara metade por aí sua?

Acho que não.

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Ajude alguém, mas não espere gratidão

Ajudar as pessoas é algo raro, não é atoa que honestidade vira notícia de jornal, realmente é algo difícil de se ver.

Todos nós sentimos tão injustiçados que sempre queremos nos beneficiar de alguma maneira. Precisamos recuperar o que a sociedade não nos dá, pensa o homem médio. A corrupção nasce do mesmo pensamento.

Quando se ajuda alguém se sai de uma série de movimento comportamentais automaticos. Você deixa de olhar pro umbigo e olha pro outro, para de desviar o olhar do morador de rua, se preocupa com quem não tem nada a te dar em troca.

Ajudar o próximo é um ato lindo de auto percepção e empatia. Saber entender o próximo, ou melhor, tentar entender o próximo é outra coisa raríssima no mundo.

Algumas pessoas conseguem se libertar da automaticidade e sentir a necessidade do outro, e não digo apenas de pessoas que passam fome ou não tem onde morar, esses casos devemos sempre dar atenção, pois essas pessoas batalham para ter o mínimo da sobrevivência.

Falo das ocasiões mais simples como dar uma dica de uma oportunidade ,  falar com um amigo que precisa, as vezes bastante apenas tomar uma cerveja com alguém.

Sair da zona de conforto exige mudança, e toda mudança na humanidade encontra atrito, e mesmo assim alguns de vocês ainda assim ajudaram  pensando: “vamos ver no que vai dar”.

E isso é uma grande vitória já, olha quantos níveis já passamos só para chegar aqui!

Agora é só deixar a inércia fazer seu trabalho.

Mas calma, e a pessoal que eu ajudei, não vai me agradecer?

Tenho que te dar as más notícias, mais uma: ela não vai te agradecer.

Sabe por quê?

Porque exigir ou esperar gratidão dos outros é a única e última coisa que vai destruir toda essa experiência.

Você pode ter acordado, pode ter ajudado, pode ter adquirido empatia, pode ter saído da bolha, mas a maioria das pessoas ainda não.

Lembre-se, você precisa entender os outros, como eles recebem as suas ações.

A pessoal que você ajudou não sabe do processo de ajudar os outros que falamos aqui provavelmente, não sabe da jornada e o quanto significa para você sair da zona de conforto e fazer algo que você acha que deveria ser feito por alguém.

Ela nem se questionou.

Então digo, deixa pra lá. Simples assim

Falo isso por experiência própria, não adianta se remoer não dá pra mudar as pessoas da noite pro dia.

Você deve fazer as coisas porque sentiu vontade e achava necessário, e pronto.

Falta de agradecimento vai tirar a sua tranquilidade se for isso que você espera.

Você chegou tão longe, não deixe a inatividade de alguém te fazer retroceder.

 

O Capitalismo é uma religião e o Shopping é sua igreja

Tatiana Carlotti

reprodução

Os aspectos religiosos do neoliberalismo e o proselitismo na comunicação foram temas debatidos pelos professores da Universidade Metodista, Jung Mo Sung (Ciências da Religião) e Magali Cunha (Comunicação). Eles participaram do seminário “A Metafísica do Neoliberalismo e a Crise de Valores no Mundo”, promovido pelo Fórum 21, no último dia 2 de julho (sábado), no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP).

O evento é o primeiro de uma série de debates voltada à discussão do neoliberalismo hoje. A escolha do tema, explica Anivaldo Padilha, presidente do Fórum 21, deve-se ao caráter sagrado atribuído ao mercado que congrega os atributos da “onipotência, onipresença e onisciência”. Uma espécie de “deus Mercado” que vem fracassando, sistematicamente, “em termos de justiça social e de igualdade entre os homens”.

Daí a pergunta: por que o capitalismo atrai tanto?

Segundo o professor Jung Mo Sung, a compreensão dos aspectos religiosos do capitalismo é fundamental para o entendimento não apenas de sua atração, mas também do que se passa hoje no Brasil. Mostrando, a partir de imagens, os ícones (Ferrari, bolsas Louis Vuitton), templos (shopping centers), igrejas (institutos von Mises) e mitos do neoliberalismo, Sung destrinchou a narrativa religiosa – e sedutora – por trás do discurso neoliberal.

 

“Antes, quando as pessoas se sentiam pecadoras ou impuras, elas iam à Igreja para recuperar a humanidade e a pureza. Hoje, quando se sentem tristes, elas vão ao shopping. Verdadeiras catedrais modernas”, apontou. Não é de se estranhar, portanto, a forte semelhança arquitetônica entre as catedrais e os shopping centers (confiram a imagem acima).

Os mitos do desenvolvimento

Ao longo das décadas de 1960 e 1970, a teoria econômica (da esquerda e da direita) foi embalada por dois mitos principais. Primeiro, a crença de que o “bom da vida era aumentar o poder de consumo”. Sung destacou que, frente a essa ideia, a modernidade promoveu uma inversão: o “bom da vida” passou a ser possível dentro da história (via consumo) e não mais restrito ao pós-morte”.

O segundo mito era que “o padrão de consumo dos países ricos poderia ser universalizado”, fortalecendo “a ideia de que todos os seres humanos têm direitos”. Sung também mencionou que a discordância entre os economistas marxistas e liberais capitalistas se deu aos caminhos para se atingir essa universalização: o mercado ou a planificação estatal.

O exemplo é simples: “Quando se privilegia o ajuste econômico no Brasil e se corta o dinheiro da Educação e da Saúde, por exemplo, é preciso justificar essa decisão. Quando se corta o pagamento de juros aos bancos, para privilegiar programas sociais, também é preciso justificar. Essas duas justificativas, porém, são completamente diferentes porque trabalham com duas estruturas míticas diferentes”.

Em 1970, porém, esses mitos caíram por terra, quando da publicação de “Os Limites do Crescimento” (1972), pelo Clube de Roma. A obra reconhecia os limites do crescimento do sistema capitalista e a impossibilidade da universalização do padrão de consumo. “A primeira reação dos capitalistas foi dizer ´isso é bobagem´. Depois não deu mais para negar”, lembra.

A Fé no Mercado

A partir de então, novos mitos foram construídos. Em 1974, em plena crise do petróleo, F. von Hayek, um dos teóricos do capitalismo, ganhava o Prêmio Nobel de Economia com a obra “A Pretensão do Conhecimento”. Hayek sustentava que a crise do sistema tinha como principal causa a “pretensão dos economistas de saberem como o mercado funciona, porque toda intervenção pressupõe conhecimento”.

“A raiz de todas as crises”, explicou Sung, passou a ser a tentativa de compreensão do funcionamento do Mercado. Em termos míticos, “esse discurso neoliberal é uma reeleitura do mito da Gêneses”, que interditava a Adão e Eva os frutos da Árvore do Conhecimento. “Se não podemos conhecer as leis do Mercado, o que podemos fazer? Temos de ter fé no Mercado”.

Uma fé, destacou, de que “o mercado sempre vai produzir outros melhores resultados possíveis”. “Essa é a base epistemológica do neoliberalismo” que apresenta uma contradição lógica: “se você não pode intervir, porque não pode conhecer o mercado, como pode afirmar que ele sempre vai produzir melhores resultados possíveis? O salto lógico se tornou uma questão de fé”.

Anos depois, ou prêmio Nobel, Milton Friedman, afirmaria: “os que são contra, no fundo, têm um problema de falta de confiança na liberdade do mercado”. Uma narrativa, frisou Sung, disseminada em todos os cantos do mundo, a partir da mídia e, também, da proliferação de institutos, como os institutos von Mises.

Sobre a obra de L. von Mises, “A Mentalidade Capitalista”, o professor avaliou: “é uma maravilha de livro de teologia”. Nela se defende a ideia de que “todo adulto é livre para montar a sua vida de acordo com os seus próprios planos, a partir de um conceito de liberdade pelo qual não existe o outro: sou eu e o meu desejo. É puro indivíduo”.

Captura do desejo

Para L. von Mises, no sistema de mercado livre, “os consumidores são soberanos” e “desejam ser satisfeitos”. Mas, apontou Sung, “consumidor não é qualquer indivíduo” nesta lógica. “O nível é: todos somos humanos, mas nem todos os humanos são cidadãos, e nem todos os cidadãos são consumidores. O desejo soberano [se restringe] aos consumidores”.

Com base na impossibilidade de satisfação dos desejos – conforme alguns vão sendo satisfeitos, surgem novos desejos – von Mises chega a defender a avidez como “impulso que conduz o homem em direção ao aperfeiçoamento econômico”. Afirma, ainda, que “ manter alguém contente com o que já conseguiu ou pode facilmente conseguir, sem interesse por melhorar suas próprias condições materiais não é uma virtude”.  

“Essa é a tese teórica”, salientou Sung, lembrando que a sociedade vem criando mecanismos para, justamente, controlar a avidez do desejo individual.  “Nós somos seres infinitos na condição de finitude e o nosso desejo é infinito, mas, em uma economia escassa, não há satisfação para todos”.

E se não há satisfação para todos, então, como lidar com a frustração?  “A saída neoliberal é a criação de uma verdadeira teologia da culpa”. No capitalismo, todos somos alimentados pela frustração”, apontou.

Teologia da Culpa

“Se você não consegue ser o rei do chocolate, o campeão de boxe ou a estrela de cinema, você é o culpado. Essa é a teologia da culpa: o indivíduo passa a ser culpado pela sua própria frustração”, explicou. E trata-se de uma culpa que atinge a todos, começando pelos mais pobres.

“Por que pobre é pobre? Porque é culpado. Ele merece a sua pobreza”. Segundo essa lógica, “o pobre que não pode comprar brinquedo para o filho assume a culpa duas vezes: pela pobreza e por sentir culpa em ser pobre”. Enquanto isso, o Mercado se consolida enquanto juiz transcendental.

“Se a culpa é de todos, por conta da distribuição de riqueza, quem é o juiz que faz essa destruição? O Mercado. Mas, eu posso questionar o mercado? Não. Ele é inquestionável, está além do bem e do mal, do injusto e do justo”. Na medida em que não está sob o juízo humano, o Mercado se torna algo sagrado. “E o sagrado é aquilo que é separado do sistema profano, acima do juízo e do questionamento da justiça”, explicou.

Sung também alertou: para o capitalista e para o neoliberalismo, o verdadeiro o problema “está nas pessoas que acreditam que os seres humanos têm direitos”.

Direitos Humanos

Ele explicou que o pensamento liberal moderno foi fundado na tradição neotestamentária. Segundo essa tradição, primeiramente, “todos os homens são iguais perante a Deus. Depois, todos os homens passaram a ser iguais perante as leis; e, de acordo com a razão moderna, a essência humana traz consigo direitos implícitos”.

São justamente esses direitos implícitos, denunciou, que estão sendo rejeitados pela teoria pós-moderna ao defender que “tudo é cultural”, inclusive, “afirmar que a natureza humana dá direitos é cultural”. Sob essa ótica, “o grande erro das esquerdas e dos humanistas é acreditar que ser humano tem direito por natureza. Não tem. Quem não conseguiu direitos no contrato do mercado, não tem direito nenhum”.

Essa é a narrativa dos que criticam programas sociais como o Bolsa Família ou o Mais Médicos. “Se pobre não tem direito a comer, porque não tem direito, o que é um programa social como o Bolsa Família? Um roubo. Você tira de quem tem direito – e o ganhou justamente via Mercado – e passa para quem não tem direito”.

Daí a inversão, situou Sung, já que “os defensores dos direitos dos pobres e dos programas sociais tornam-se os grandes malfeitores da humanidade”. A violência explode: “eu estou frustrado porque esse desgraçado de esquerda continua querendo o meu imposto para dar para esses pobres desgraçados. De quem é a culpa da minha frustração? Da esquerda e dos pobres. Aí eles colocam fogo no mendigo”, destacou.

Deveres

Quando o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) comemorava o sucesso do Mais Médicos, ele estava reafirmando não apenas o direito das pessoas à Saúde, mas o dever do Estado para com elas. No entanto, muitas pessoas foram contra o programa e retrucaram: “eles não têm direitos e nós não temos deveres. Isso é um roubo”. “Tratam-se de duas estruturas de pensamento diferentes. Saber isso nos ajuda a compreender a agressividade”, explicou.

Em sua avaliação, sempre existiram egoístas exagerados, a diferença é que antes, “as pessoas tinham vergonha de ser publicamente egoístas, porque havia uma pressão cultural. Hoje, elas têm orgulho. Depois que passar a vergonha do Temer, vai continuar esse orgulho e ele vai continuar enquanto esse modelo civilizatório prevalecer”.

A lógica da Responsabilidade

Segundo Sung, “nós retornamos a um debate surgido no século XVIII: o ser humano tem direitos? Para os defensores do neoliberalismo, esses direitos são vistos como ´coisa de bandido´. O processo tecnológico chegou ao ponto de destruir as bases humanistas do mundo moderno”.

A saída, apontou, “está na luta social”. Uma luta que, em última instância, pressupõe “a descoberta dos direitos fundamentais de todos os seres humanos”. Sung também alertou: “culpa e humilhação não acabam quando você come. Quando você come, você mata a fome. Isso vai aparecer em violência familiar, em neuroses, loucuras. E quem se sente culpado não luta”.

Em sua avaliação, “para sair desse entrave é preciso lembrar que apenas um mito combate outro mito”. Citando a experiência do apóstolo Paulo de Tarso que, em pleno Império romano, conseguiu criar comunidades de resistência, Sung avaliou que “Paulo tem algo a nos ensinar”, sobretudo, quando afirma:

“Enquanto ainda éramos inimigos de Deus, Deus se reconciliou conosco” (Rom 5,10).

Essa citação, analisou, é uma “crítica radical à ideia de Deus norteadora das culturas de opressão, que pressupõem um Deus que culpa e pune. E não um Deus – não importa aqui se existe Deus ou não – que humaniza o ser humano e se reconcilia. Antes de qualquer articulação cultural, todos os seres humanos têm direito à vida”.

A proposta de Paulo, avaliou, abre uma fenda na “lógica da culpa” e nos permite entrar em outra lógica: a da responsabilidade. “É preciso responder aos problemas sociais. A lógica da responsabilidade nos chama à ação. A lógica da culpabilidade apenas aponta o culpado. E apontar culpados não resolve nada”, concluiu.

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Confiram abaixo o power point da apresentação do professor Jung Mo Sung, autor de diversos livros, entre os quais: “Mercado, religião e desejo: o mundo de hoje na perspectiva da Teologia da Libertação” (Suhae Munjip, 2014); “Para além do espírito do Império” (Paulinas, 2012) e “Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres” (Paulus, 2010).

Leia na próxima reportagem a análise da professora Magali Cunha sobre o discurso religioso do neoliberalismo.

Fonte: Carta Maior

 

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