Author: Mako Abe (page 1 of 68)

A Física da Felicidade

Você com certeza já conheceu aquela pessoa que está sempre animada e sorridente, e outra que é difícil você ver dançando de felicidade pois, na maior parte do tempo, a pessoa não demonstra emoções de felicidade genuínas.

Esses são casos padrões no seu humano. Temos dentro de nós níveis de liberação de serotonina e outros neurotransmissores como a dopamina, oxitocina e endorfina, e eles têm certo grau de variação, por exemplo: alguém que ganhou uma promoção que fará ele ganhar 20 mil por mês pode ficar feliz com isso. Se ela tiver uma variação de 4 a 8 (em uma escala ilustrativa que vai até 10), com certeza ele irá liberar 7 ou 8. Agora, se uma pessoa com o mesmo perfil no séc. XIV conseguir vender seus porcos por um ótimo preço, garantindo seu sustento por meses, ela também terá sua liberação de serotonina no nível 7 e 8, não importando o que exatamente o fará feliz, mas sim o quanto de felicidade essa pessoal é capaz de gerar dentro de si mesma.

Alguns estudos mostram também que ser casado leva você a ser mais feliz, mas será mesmo?

Muitas vezes o que essas pesquisas deixam de mencionar é que pessoas mais felizes tem mais facilidade de encontrar outras pessoas, e que, juntas, conseguem se manter em um nível alto de serotonina, evitando com mais frequência os baixos momentos de infelicidade, aliás, muitas vezes a pessoa tem uma escala tão alta, você já deve ter visto, que alguém querido pode morrer que essa pessoa não encontra o nível baixo que todos esperavam.


Felicidade gera felicidade?

Você já percebeu que quando está com certo tipo de pessoa você está mais feliz, ou tem menos momentos tristes com ela, enquanto outras sempre te deixam pra baixo? Alguns relacionamentos podem elevar ou abaixar essa média da serotonina, mas sempre mantendo o nível máximo e mínimo fixos.

E na depressão?

Muita gente toma alguns remédios, como o Prozac. Ele eleva nossos níveis de forma artificial, fazendo com que a pessoa mais depressiva não experiencie tanto seus baixos de serotonina.

Outra dica que psicólogos dão para depressão é tentar fazer alguma atividade física, que consequentemente vai alterar a quantidade de serotonina também. Existem várias maneiras para aumenta-la .

Respondendo a pergunta do título, não é possível ser mais feliz, mas com certeza é possível ter mais momentos felizes do que tristes.

Não achei pesquisas que demonstram mudanças na escala do indivíduo na liberação dessas substâncias, mas acredito que seja possível.

Muitas vezes a pessoa tem uma média 3 a 7 e não sai do 3 e 4 – ela esqueceu que existe um 7, ela está tão distante, faz tanto tempo, que não o experiencia. Alcançá-lo pode ser uma experiência catártica, mas para isso é preciso sair da bolha do 3 e 4, e para isso é preciso fazer coisas novas, mudar sua rotina, sua vida e repensar amizades.

Não é fácil, mas ninguém disse que seria.


Melanie Klein, uma das discípulas mais famosas de Freud, escreve sobre um dos fatores que podem criar infelicidade, a inveja.

Para Klein, seria impossível alguém com inveja gozar da vida, pois o desejo dela não seria apenas ter o que o outro tem, mas também tirar do outro e o ver na miséria. Ela faz essa observação analisando muitos bebês e, claro, sua teoria aprofunda bastante o tema, mas não vou conseguir entrar muito nesse assunto.

Não se tem o desejo de conquistar apenas, mas de derrotar o outro. Ela explica que o objetivo maior para sair desse ciclo seria introjetar um objeto bom (no caso do bebê, a atenção e carinho da mãe) e assim encontrar gratidão na vida.

No budismo, a prática da gratidão é muito comum, e há muitos anos atrás, milhares, buda e seus seguidores descobriram a importância de tal sentimento em nossas vidas.

“Se você nunca encontra razões para agradecer. A falha está em você.” – Buda

Como diz a Dhammapada: “Ódios nunca cessam pelo ódio nesse mundo; através somente do não-ódio eles cessam. Essa é uma lei eterna.”

Não é pela raiva que cessa a raiva – é somente pela não-raiva que a raiva cessa. E a Gratidão é um grande remédio para a “raiva” e “ódio” – uma grande parte da prática da “não-raiva”, do “não-ódio”.

Existe até uma área da psicologia que estuda a gratidão e a felicidade, chamada Psicologia positiva.

Na bíblia também é possível identificar trechos que falam sobre gratidão:
Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.
Colossenses 3:15

Nos livros sagrados indianos também é de grande importância essa conduta do agradecer.

Uma Lista das Qualidades Demoníacas que se deve
Abrir Mão Antes de Podermos Iniciar a Jornada Espiritual

Ó Arjuna, o sinal daqueles que nascem com qualidade demoníacas são: hipocrisia, arrogância, orgulho, ira, perversidade e ignorância (16.04).

Uma pessoa mal agradecida é uma pessoa perversa.

 

Devemos abandonar semelhante pessoa (MB 12.168.26).
Não há reparo para aqueles que não sentem gratidão neste mundo (MB 12.172.25).
Diz-se que mesmo os carnívoros não comem a carne de uma pessoa mal agradecida (MB 5.36.42).
Deve-se sentir e expressar autêntica gratidão se alguém aceita alguma coisa de outra pessoa.

Para finalizar, devemos primeiro saber o que nos deixa feliz exatamente, e isso pode ser uma tarefa difícil nos dias de hoje com o incrível número de demandas e desejos que supostamente deveríamos ter para ser felizes.

“Não se pode escapar do consumo: faz parte do seu metabolismo! O problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo… Desde o paleolítico os humanos perseguem a felicidade… Mas os desejos são infinitos. As relações humanas são sequestradas por essa mania de apropriar-se do máximo possível de coisas.” (Bauman em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia)

A felicidade Ocidental é pontuada: acontece quando eventos ocorrem em nossas vidas, e depois passam, e esperamos pelo próximo evento. No oriente, felicidade é algo constante, muito mais semelhante ao equilíbrio e harmonia do que o conceito de felicidade ocidental.

Faz você pensar, né?

Ser feliz parece complicado, mas na verdade é mais simples do que pensamos. Já traçamos muitos caminhos para encontrá-la, mas a sociedade tem um grande papel em confundir esse caminho, e todos temos uma parte dessa culpa.

Pergunte a você mesmo, você é agradecido pela vida que tem? Faz algo para mudar? Esse algo que você faz realmente gerará felicidade, seja ele pontual ou harmonia em sua vida?

Sempre questione! Eu mesmo fui pego uma época por um momento de não agradecer, e as coisas não estavam se encaixando, mas recuperei o meu estado mental, encontrei minha harmonia, apesar de tudo. A vida acontece – e como lidamos com ela é que determina nossa felicidade.

Seja feliz!

O que chegar em Marte fará com o planeta Terra?

Marte é o nosso planeta vizinho, o mais próximo deles, tem um tamanho parecido e tudo indica que havia água no estado líquido por lá não se sabe quando, e a humanidade está trabalhando para colonizar esse planeta, antes da Lua que se encontra muito mais perto.

E para fazer isso vai ser uma verdadeira guerra, como o seu próprio nome sugere, o Deus da guerra, pois há muitos desafios a serem superados para se estabelecer uma colônia no planeta vermelho e percebi uma estratégia da empresa Tesla, ou melhor, das empresas do Elon Musk.

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O que é um “homem de verdade”? – Dica de documentário e websérie

O que é um homem de verdade?

São tantas as coisas que definiriam o que é um homem de verdade, e devo dizer que com certeza não seria uma só coisa que definiria o que é ser um homem, ou o que é a masculinidade.

Felizmente esse é um assunto muito abordado hoje em dia, mas ainda não o suficiente ainda, e podemos ver esse documentário sensacional que está na Netflix, The Mask you live inque aborda como o padrão de masculinidade sufoca e limita o homem, mostrando que muitos de nós, somos sensíveis e que não encaixamos nesse molde que a sociedade criou desde a antiguidade.

Devo também falar do porquê temos seguido esse padrão, e não só ele, temos seguidos milhões de padrões desde que o ser humano era macaco, ou até antes, e tudo isso serve para se organizar a sociedade, seguimos esse grupo de regras para podemos nos comunicar e nos entender, até hoje buscamos nos entender e buscar o que nos conecta como um todo, seguindo esse mapa invisível de comportamento, mas agora estamos recriando esse mapa, repensando suas formas e caminhos, e como sabemos, todo local novo ou situação nova assusta.

Devo citar aqui também outra feliz dica de um leitor, o Kaique Rezende, que é a websérie que está no Instagram chamada Homem de verdade, que também discute sobre as relações de gênero no mundo atual, em situações do dia a dia. Realmente muito rico.

Somos seres fluidos hoje em dia, como diria Bauman, estamos nos reinventando e isso causa certa perturbação dessa harmonia social.

E devemos saber que não há como frear isso, e mal sabemos o que está por vir, provavelmente essa será uma das muitas mudanças desse século, ainda teremos humanos com partes robóticas, manipulação de DNA, BODY HACK, e por aí vai.

Essa é só uma das primeiras, melhor ir se acostumando com mudança.

 

Planta Sofre Bullying Durante 30 Dias, veja o que mudou

Em um experimento, planta sofreu bullying durante 30 dias

Em uma campanha super inovadora e inteligente, a IKEA, empresa conhecida nos EUA e Canadá, resolveu disponibilizar duas de suas plantas para um teste contra bullying.

O experimento contou com duas plantas e centenas de crianças para ajudar a promover o esclarecimento sobre o Anti-Bullying Day – que ocorreu no dia 4 de Maio.

O Anti-Bullying Day surgiu no Canadá e é um dia onde as pessoas usam laranja, rosa, azul ou roxo para simbolizar a luta contra o bullying.

A ideia envolveu a empresa IKEA que levou duas de suas plantas para uma escola. Nessa escola, uma das plantas era alimentada com elogios e palavras de encorajamento; enquanto a outra era agredida verbalmente com palavras de ódio. Isso aconteceu por 30 dias consecutivos.

Os alunos poderiam ir pessoalmente ao local ou gravar suas vozes para serem usadas através de uma interação por mídias sociais. Dessa forma, os alunos podiam gravar as palavras de amor ou ódio e enviá-las para serem utilizadas com as plantas.

Após 30 dias, os resultados foram impressionantes e falavam por si mesmos. A planta que recebeu elogios continuava bem, enquanto que a planta que sofreu o bullying estava visivelmente mal. Confira a foto abaixo:

Ambas as plantas foram tratadas da mesma forma: receberam a mesma quantidade de água. Elas também foram expostas à luz do sol, água e fertilizantes. A única diferença entre o tratamento foram as palavras ditas às plantas.

Enquanto uma recebia palavras de encorajamento, a outra somente recebeu palavras de ódio durante os dias que se passaram.

bullying

Estudos na área

Esse experimento é muito importante para ajudar a esclarecer o quanto o bullying é prejudicial não só para humanos, mas também para o meio ambiente como um todo.

Além disso, esse teste mostra que as plantas são perfeitamente capazes de perceber agressões. Elas também parecem ter consciência do que acontece ao seu redor e até mesmo de intenções ocultas na mente humana.

O assunto já foi tema de importantes pesquisas e até de um livro: A Vida Secreta das Plantas, de Peter Tompkins e Christopher Bird.

Ao longo da história, a vida e sensibilidade das plantas foi sendo desvendada por diversas pessoas. Nas comunidades pré-históricas, os xamãs já sabiam que as plantas possuíam uma vida secreta. O místico alemão Jacob Boehme (1575-1624) também dizia ser capaz de penetrar na consciência das plantas.

Dessa forma, inúmeras pesquisas foram sendo conduzidas até que se tivesse uma percepção melhor sobre o assunto. O brasileiro Arlindo Tondin, mestre em eletrônica pela Universidade de Nova York, fez uma investigação para comprovar a tese da seiva. Ele fixou eletrodos próximo à raiz e num dos galhos de um limoeiro.

O engenheiro também averiguou se as agressões externas eram capazes de afetar a corrente elétrica que circulava na planta. Para saber mais sobre essa pesquisa, clique aqui.

Essa pesquisa faz parte de um conjunto de inúmeras descobertas que prometem revolucionar a visão que temos do mundo. É provável que haja um relacionamento mais harmonioso entre a natureza e o homem.

Fonte: http://somosverdes.com.br/planta-sofre-bullying-durante-30-dias-e-os-resultados-sao-inacreditaveis/

É possível ter amizade com quem não te oferece nada?

Com o passar dos anos os clubinhos que formamos na escola, faculdade, e cursos vão se desfazendo, e nos vemos cada vez mais passando tempo com nossos companheiros(as) ou namorados (as), cada pessoa começa a focar em outras coisas que não a amizade, e acabam procurando pessoas que facilitem coisas para elas, portanto se você muitas vezes perde a função que você representa na vida do seu amigo, ele acaba se afastando.

Como por exemplo, se você vê um amigo tomando decisões erradas e você começa a dar conselhos ou a criticar essa pessoa, ela uma hora vai perder o desejo de andar com você, pois você agora simboliza um momento de reflexão e autocrítica que essa pessoa não quer ter, ela queria você para se divertir ou apenas ouvir seus problemas.

Outro exemplo clássico que gosto de falar é sobre o amigo(a) que está atrás de “acasalamento”, e no momento exato que ele acha alguém ele some com essa pessoa, e quando termina volta falando que não deveria ter sumido e tal, mas logo em seguida faz a mesma coisa. Esse tipo de pessoa tem um vazio interno que é preenchido pelo companheiro, e não pela amizade, infelizmente demora um pouco para o amigo perceber que faz isso.

Um dado interessante é que somos capazes de ter até 150 amigos no dia a dia, os macacos fazem grupos de no máximo 60, se passar disso o grupo se divide em dois, pois cada um tem um objetivo, uma expectativa e um desejo, a sincronia disso tudo é que torna as amizades interessantes, muitas vezes ocorrem atritos, mas as diferenças são as melhores coisas sobre a amizade, pois sair com gente igual a você não rende muito tempo e nem muitas experiências, é preciso sair da bolha e ver novas perspectivas.

Netflix e semelhantes é algo que desperta a preguiça nas pessoas também, e acho difícil de acreditar que uma série pode ser mais valiosa que duas horas em um bar, ou almoçando com um amigo, mas  passar a noite no Netflix é visto como se fosse, e hoje em dia é até algo que se tem orgulho de falar.

Estamos cada vez mais evitando experiências reais, e perdendo o tato social, evitando conflitos, ou simplesmente bloqueando nas mídias sociais quando a relação ficou difícil.

Você já deve ter visto ou feito isso, bloquear alguém quando essa pessoa te irritou, ou excluir, é engraçado como fazemos isso com apenas um botão, muitas vezes nem nos esforçamos para tentar achar um terreno em comum, assim como o divórcio hoje em dia, é mais fácil começar de novo do que tentar entender e sincronizar a relação de volta.

Muitas vezes falamos sobre a situação que não tem volta mais, mas será que não tem? Ou é você que não enxerga? Ou é você que fez um cálculo de esforço e acha que não vale a pena? Quem valeria? Será que a outra pessoa também não pensa que você também não vale a pena, por isso a situação se tornou insustentável?

Amizade é uma via dupla, é preciso doar para receber.

Conte seus amigos nos dedos e veja o quanto de tempo e disposição você tem para eles.

A conta fecha?

 

Pablo Vittar e por que destruímos o que é diferente?

Yuval Hararim, autor do do Best Seller Sapiens, fala em seu livro como milhares de anos atrás quando ainda existia várias raças de ser humano, nós fazíamos apenas uma coisa quando encontrávamos outra raça, ou outro grupo, e era entrar em guerra com o diferente.

Depois da revolução cognitiva, quando aprendemos de forma simples a nos comunicar, era possível se organizar e brigar melhor, e por isso exterminamos todos as outras raças.

Ela não deixariam de existir por causa da evolução, ela foram exterminadas pelo nosso medo do diferente, por causa da disputa, da falta de consciência.

Ao contrário do que Pablo Vitar fala em sua músicas eles eram bem destrutíveis, aliás, as pessoas são destruídas até hoje por serem diferentes, vide o caso Dandara e tantos outros homossexuais ou trans que sofrem esse tipo de tratamento.

O ser humano tem um instinto natural de sobrevivência, e isso inclui os costumes, pois quanto mais harmonioso seu grupo, mais eficiente e mais fácil de compreender. Já hoje em a humanidade progride em todas as áreas, estamos constantemente abrindo espaço para ser cada vez mais, já não somos os semi animais de 32 mil anos atrás, somos uma sociedade que consegue enxergar o limite do universo, que consegue dividir as menores partículas já descobertas, que consegue transplantar cabeças, e irem fazer e ser cada vez mais coisas incríveis.

E coisas incríveis assustam, dão medo, são totalmente diferentes, e se a ideia for boa não haverá nada que pare o seu avanço, e o crescimento de seus adeptos.

Agora, o que você faz com isso? Isso que importa!

Como você reage com relação a essa mudanças?

Você se adapta ou tenta negar um avanço que você não tem poder nenhum para parar?

Quis fazer essa analogia com nossos antepassados com relação ao diferente fisicamente, mas o diferente ideologicamente também acontece.

Imagino que buscaremos a harmonia física e ideológica de toda essa revolução sexual que está acontecendo, ou melhor, que sempre aconteceu, mas agora, com uma mídia forte, ganha destaque no mundo inteiro.

Mas essa mudança deixa os desatualizado de ideias e experiências muito assustado, e infelizmente esse medo gera fuga ou violência.

Não repitamos o erros de nosso antepassados, como diria Paulo Freire, grande educador brasileiro: “Amar é um ato de coragem”

Não seja um covarde.

Por que me afastei da espiritualidade depois de tanto tempo?


Desde de adolescente tive a vontade de procurar respostas para as questões internas, como ser cada vez melhor? Quais temas devo estudar para evoluir?

Uma das respostas apresentadas para um recém ateu, foi a espiritualidade, que não necessariamente envolve a existência de Deus, mas uma busca pelo equilíbrio e conhecimento.

Nesse caminho fui estudando religiões, mitologia, e todos os assuntos que discuto aqui, e vi muitas coisas boas naquilo que eu negava quando adolescente,  mas de 2003 para cá muita coisa mudou, e comecei a descobrir um outro lado da espiritualidade, eu e muitas outras pessoas.

Eu já disse aqui muitas vezes que sempre existe um BOOM da descoberta de algo e depois há uma procura pelo equilíbrio ou vai direto para a extinção, e a espiritualidade foi repaginada, agora era algo de jovens, podíamos nos preocupar com nós mesmos de uma forma prática, em espaços preparados para isso, ou até melhor, a meditação e o yoga invadiram os escritórios para levar qualidade de vida as pessoas, qualidade essa comprovada cientificamente.

Mas uma coisa me incomodava muito nesse mundo.

Antigamente quem procurava essas atividades era quem realmente buscava algo, se interessava muito, mas aí comecei e me relacionar com as pessoas que eram hardcore nesse universo, professores de escolas famosas de yoga, gente que era vegan, e percebi uma coisa que me fez repensar esse “movimento”.

E vou falar isso, que foi a minha experiência, em um português bem claro,  existia muita gente sem caráter que fazia parte desse estilo de vida, e o que era para ser algo popularizado, acabou virando algo elitizado.

E aí a frase “faz yoga e não dá bom dia pro porteiro” fez muito sentido, era um modismo, uma pseudo busca, para muitos, não para todos, de autoconhecimento, mas que não alcançava nada, se existia gente desonesta (como qualquer outro lugar) que fazia meditação, e foi nesse momento que me perguntei:

– O que procuram essas pessoas então?

Para mim era difícil separar a vida espiritualizada dos valores humanos, da honra, honestidade, coragem, justiça, e para muitas dessas pessoas uma coisa não se conecta com a outra, aliás, muito pelo contrário, basta apenas participar de aulas que você já estaria no clã deRose ou qualquer outro grupo de espiritualistas que isso o elevaria socialmente e espiritualmente.

Realmente achava uma pena.

Tive experiências boas também, não conheci só gente ruim, mas com certeza eu tiro algo negativo desse universo.

E até em outra categoria desse universo, a dos gurus do espiritismo, das pessoas que ensinam os “poderes” da alma tive experiências negativas, como viagem astral e psicografia.

Essa comercialização da espiritualidade me incomoda bastante, e não preciso nem dizer o porquê, você leitor sabe, conhece Chico Xavier, João de Deus, Jesus Cristo, citaria até Confúcio nesse meio.

Coloquei até essa sátira do youtube como foto desse post, que eu acho bem engraçado, dos espiritualistas hardcore, o Ultra Spiritual, e certas coisas ele nem muda muita coisa, a piada é a realidade mesmo.

Como disse no começo desse texto, acredito que estamos passando pelo boom, ou talvez estejamos no início de seu equilíbrio , acredito que tudo isso se tornará ainda mais popular e poderá ajudar ainda mais as pessoas, e principalmente abrir a cabeça delas, pois infelizmente não é possível crescer de olhos fechados, é preciso conhecer lugares e pessoas novas, viver experiências, e principalmente, aprender com tudo isso, não adianta viajar o mundo e continuar a mesma pessoa, fazendo as mesmas coisas, não saindo da própria bolha.

E acredite, muita gente viaja o mundo e não tem o mínimo de caráter.

Eu sempre tive uma máxima na vida que é: Se você faz o certo não tem como errar, seja no seu trabalho, no seu relacionamento com os outros, em questão de liderança e organização, a questão é quando não se faz o certo, e quando falo certo você deve se perguntar “Como posso fazer isso de forma eficiente e ao mesmo tempo ajudar as pessoas que estão envolvidas?”.

Consciência muda qualquer ambiente de trabalho ou de amigos

E caráter muda a sua vida inteira.

Por que trabalhar é sofrido? Existe solução?

A palavra trabalho tem origem no latim tripalium, que significa “três madeiras” e era o nome dado a um instrumento de tortura constituído por três estacas de madeira afiadas.

Na Europa antiga, escravos e pessoas que não podiam pagar impostos eram torturados no tripalium. Assim, a palavra trabalhar
significava “ser torturado”.

A ideia de trabalho como tortura acabou sendo estendida para além do tripalium: a atividade física exaustiva de camponeses, artesãos e construtores era vista como torturante. O termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer” e, com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a ser “realizar uma atividade exaustiva, dura”.

De acordo com o autor do livro ‘Sapiens’, gastávamos muito menos energia e vivíamos muito mais livremente quando éramos coletores-caçadores. A ideia de que plantar era um avanço acabou nos dando ainda mais trabalho – e não iríamos obter energia suficiente para repor esse desgaste. Isso foi evoluindo até os dias de hoje. Cada vez trabalhamos mais, por menos.

Em algumas civilizações, porém, foi possível não trabalhar – e, por isso, muitas delas floresceram.

Platão: “o cidadão deveria ser poupado do trabalho”

Aristóteles refere-se ao trabalho como atividade inferior que impedia as pessoas de terem virtude. Era algo degradante, inferior e desgastante.

Claro que eles viviam em uma era em que havia outro tipo de trabalho, o escravo, e quando você tem pessoas para fazer o trabalho braçal por você, você vai fazer coisas que te preenchem a alma, como a filosofia, artes, ou qualquer outra coisa.

No futuro próximo, a automação vai nos possibilitar não fazer o trabalho braçal, mas ainda não se sabe se ganharíamos ou não com isso, pois pensadores precisam trabalhar também, pelo menos alguns poucos, como Spinoza. Ele trabalhava com lentes e óculos. Já muitos outros nunca sentiram uma gota de suor pingando.

No futuro, teremos outro foco: não esse que simula a selva na cidade, que precisamos sofrer com o trabalho para sobreviver. No futuro, criaremos. A criatividade será nossa maior arma e maior valor.

Resta saber quão bem e quão rápido os governos mundiais perceberão isso.

Pois muita gente já está chegando a exaustão já, ou adquirindo a chamada síndrome de burnout, um sinal da escravidão moderna.

Mas a geração humanware já está chegando.

Como entender as pessoas melhor?

Esse é um exercício diário que posso te dizer que você nunca irá parar de praticar, ou pelo menos não deveria.

Tenho me especializado cada vez mais em ler e entender pessoas, seja através de seu comportamento, história ou expressões. Isso me ajuda no meu trabalho como entrevistador, também no ambiente de trabalho e social.

Existem algumas coisas que posso falar sobre como conhecer alguém através de dicas silenciosas, e devo dizer a princípio que nunca tome uma observação como fato, guarde ela na gaveta de sua mente analítica como uma possibilidade, assim como no Sudoku que chegamos em uma parte que não conseguimos ter certeza de algo, supomos qual número irá lá. Assim quando termos 3 suposições ou algo do gênero poderemos chegar um pouco mais perto de uma análise mais precisa.

Vou citar alguns exemplos rápidos que não representam uma análise completa, mas servirá como exemplo.

Um homem sente uma tristeza grande quando se fala de família, pois ele era o último filho do pai, ou seja, ele fica triste ao lembrar que teve pouco tempo para passar com o pai.

Perguntei para um mulher que me relatou que naquele dia ela sentiu amor, finalmente, senti que esse “finalmente” guardava um significado profundo, e perguntei quando foi a última vez que ela sentiu esse amor, e de que ela havia provavelmente sentido na infância. Ao ouvir o que falei ela respira fundo com as narinas abertas e responde como se isso fosse motivo de vergonha, que nunca realmente havia sentido amor, pois os pais nunca deram bola pra ela, e pude observar que o motivo dela sorrir tanto era uma forma de conquistar, de receber alguém, de transmitir um amor nunca sentido.

Um outro exemplo que posso citar que alguém não teve ajuda nenhuma dos pais financeiramente, e isso levou ela a querer conquistar cada vez mais, mas ao mesmo tempo dando um insegurança enorme, pois nunca teve uma aprovação e apoio de quem mais queria, do próprio pai.

Uma mulher desde criança nunca foi suficiente para sua mãe, sempre estava incompleta, não podia ser alguém que desse orgulho para a mãe, apenas se se casasse com alguém que a mãe respeitasse, ela era conservadora, do interior, queria que a filha se “ajeitasse na vida”, e ela ficou até mais velha se sujeitando para homens buscando uma aprovação da mãe que nunca viria.

Somos seres emocionais, guiados por escolhas emotivas, que por mais que podemos criar uma lógica nelas, no fundo não é ela que dirá o que vai ser feito.

Saber disso possibilita você montar um perfil das pessoas, e assim fazer uma espécie de arquivo mental delas, criar teorias com elas que expliquem um mal humor, uma reação ácida a algum tema específico, e ao treinar essa mecânica você vai começar a entender melhor as pessoas, é um exercício, e como todo exercício deve ser praticado pra se ficar bom.

Essa é com certeza minha área de maior interesse nos últimos anos, entender melhor os outros e conseguir ser entendido melhor, não por ser falho nesse quesito, muito pelo contrário, acho que tenho grande facilidade nisso, pois sempre trabalhei essa mente investigativa desde muito jovem.

Mas claro, só é possível isso ao meu ver quando você se importa, pois é preciso interesse seu e determinação nesse trabalho arqueológico mental.

Convido vocês a criarem teorias sobre seus amigos ou parentes, junte seus históricos, e veja se é possível entender certas características.

Para finalizar, devo dizer que muitas vezes é bom estar errado, pois nos gera surpresas boas, e que muitas vezes temos uma primeira opinião certa, mas com o tempo essa pessoa vai maquiando quem ela é, nos iludindo com uma imagem projetada, mas essa parte só aprendemos depois de algum tropeços.

Nos tornaremos todos preguiçosos com a automação?

Para Platão o cidadão deveria ser poupado de trabalho
Para Aristóteles quem precisa trabalhar não poderia pensar, o trabalho era considerado inferior e desgastante.

Os ricos apenas viviam a vida plena.

E os escravos faziam todo o serviço braçal.

Com os robôs essa era viria também.

Trocaremos os escravos de Roma por máquinas, e ficaríamos com a consciência limpa.

O autor do livro  Sapiens diz que se criará uma classe de inúteis no futuro com a automação, eu diria que será uma nova de foco no ser humano, no desenvolvimento e criatividade.

No livro Despossuídos, de Ursula D. le Guin ela fala que as pessoas deverão fazer trabalhos bestas e farão pelo simples fato de poderem ter contato humano, e se divertirem com isso.

Na idade média os principes que não eram primogênitos não tinham nada para fazer e muitas vezes iam pra artes, pois, como todos sabemos, a arte preenche a alma, e focar em algo, em um trabalho ou prazer pode ser muito compensador.

Agora, quem iria ser inútil numa era em que se poderia fazer qualquer coisa, seja no mundo real ou virtual?

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