Author: Mako Abe (page 1 of 68)

Pablo Vittar e por que destruímos o que é diferente?

 

Yuval Hararim, autor do do Best Seller Sapiens, fala em seu livro como milhares de anos atrás quando ainda existia várias raças de ser humano, nós fazíamos apenas uma coisa quando encontrávamos outra raça, ou outro grupo, e era entrar em guerra com o diferente.

Depois da revolução cognitiva, quando aprendemos de forma simples a nos comunicar, era possível se organizar e brigar melhor, e por isso exterminamos todos as outras raças.

Ela não deixariam de existir por causa da evolução, ela foram exterminadas pelo nosso medo do diferente, por causa da disputa, da falta de consciência.

Ao contrário do que Pablo Vitar fala em sua músicas eles eram bem destrutíveis, aliás, as pessoas são destruídas até hoje por serem diferentes, vide o caso Dandara e tantos outros homossexuais ou trans que sofrem esse tipo de tratamento.

O ser humano tem um instinto natural de sobrevivência, e isso inclui os costumes, pois quanto mais harmonioso seu grupo, mais eficiente e mais fácil de compreender. Já hoje em a humanidade progride em todas as áreas, estamos constantemente abrindo espaço para ser cada vez mais, já não somos os semi animais de 32 mil anos atrás, somos uma sociedade que consegue enxergar o limite do universo, que consegue dividir as menores partículas já descobertas, que consegue transplantar cabeças, e irem fazer e ser cada vez mais coisas incríveis.

E coisas incríveis assustam, dão medo, são totalmente diferentes, e se a ideia for boa não haverá nada que pare o seu avanço, e o crescimento de seus adeptos.

Agora, o que você faz com isso? Isso que importa!

Como você reage com relação a essa mudanças?

Você se adapta ou tenta negar um avanço que você não tem poder nenhum para parar?

Quis fazer essa analogia com nossos antepassados com relação ao diferente fisicamente, mas o diferente ideologicamente também acontece.

Imagino que buscaremos a harmonia física e ideológica de toda essa revolução sexual que está acontecendo, ou melhor, que sempre aconteceu, mas agora, com uma mídia forte, ganha destaque no mundo inteiro.

Mas essa mudança deixa os desatualizado de ideias e experiências muito assustado, e infelizmente esse medo gera fuga ou violência.

Não repitamos o erros de nosso antepassados, como diria Paulo Freire, grande educador brasileiro: “Amar é um ato de coragem”

Não seja um covarde.

Por que me afastei da espiritualidade depois de tanto tempo?


Desde de adolescente tive a vontade de procurar respostas para as questões internas, como ser cada vez melhor? Quais temas devo estudar para evoluir?

Uma das respostas apresentadas para um recém ateu, foi a espiritualidade, que não necessariamente envolve a existência de Deus, mas uma busca pelo equilíbrio e conhecimento.

Nesse caminho fui estudando religiões, mitologia, e todos os assuntos que discuto aqui, e vi muitas coisas boas naquilo que eu negava quando adolescente,  mas de 2003 para cá muita coisa mudou, e comecei a descobrir um outro lado da espiritualidade, eu e muitas outras pessoas.

Eu já disse aqui muitas vezes que sempre existe um BOOM da descoberta de algo e depois há uma procura pelo equilíbrio ou vai direto para a extinção, e a espiritualidade foi repaginada, agora era algo de jovens, podíamos nos preocupar com nós mesmos de uma forma prática, em espaços preparados para isso, ou até melhor, a meditação e o yoga invadiram os escritórios para levar qualidade de vida as pessoas, qualidade essa comprovada cientificamente.

Mas uma coisa me incomodava muito nesse mundo.

Antigamente quem procurava essas atividades era quem realmente buscava algo, se interessava muito, mas aí comecei e me relacionar com as pessoas que eram hardcore nesse universo, professores de escolas famosas de yoga, gente que era vegan, e percebi uma coisa que me fez repensar esse “movimento”.

E vou falar isso, que foi a minha experiência, em um português bem claro,  existia muita gente sem caráter que fazia parte desse estilo de vida, e o que era para ser algo popularizado, acabou virando algo elitizado.

E aí a frase “faz yoga e não dá bom dia pro porteiro” fez muito sentido, era um modismo, uma pseudo busca, para muitos, não para todos, de autoconhecimento, mas que não alcançava nada, se existia gente desonesta (como qualquer outro lugar) que fazia meditação, e foi nesse momento que me perguntei:

– O que procuram essas pessoas então?

Para mim era difícil separar a vida espiritualizada dos valores humanos, da honra, honestidade, coragem, justiça, e para muitas dessas pessoas uma coisa não se conecta com a outra, aliás, muito pelo contrário, basta apenas participar de aulas que você já estaria no clã deRose ou qualquer outro grupo de espiritualistas que isso o elevaria socialmente e espiritualmente.

Realmente achava uma pena.

Tive experiências boas também, não conheci só gente ruim, mas com certeza eu tiro algo negativo desse universo.

E até em outra categoria desse universo, a dos gurus do espiritismo, das pessoas que ensinam os “poderes” da alma tive experiências negativas, como viagem astral e psicografia.

Essa comercialização da espiritualidade me incomoda bastante, e não preciso nem dizer o porquê, você leitor sabe, conhece Chico Xavier, João de Deus, Jesus Cristo, citaria até Confúcio nesse meio.

Coloquei até essa sátira do youtube como foto desse post, que eu acho bem engraçado, dos espiritualistas hardcore, o Ultra Spiritual, e certas coisas ele nem muda muita coisa, a piada é a realidade mesmo.

Como disse no começo desse texto, acredito que estamos passando pelo boom, ou talvez estejamos no início de seu equilíbrio , acredito que tudo isso se tornará ainda mais popular e poderá ajudar ainda mais as pessoas, e principalmente abrir a cabeça delas, pois infelizmente não é possível crescer de olhos fechados, é preciso conhecer lugares e pessoas novas, viver experiências, e principalmente, aprender com tudo isso, não adianta viajar o mundo e continuar a mesma pessoa, fazendo as mesmas coisas, não saindo da própria bolha.

E acredite, muita gente viaja o mundo e não tem o mínimo de caráter.

Eu sempre tive uma máxima na vida que é: Se você faz o certo não tem como errar, seja no seu trabalho, no seu relacionamento com os outros, em questão de liderança e organização, a questão é quando não se faz o certo, e quando falo certo você deve se perguntar “Como posso fazer isso de forma eficiente e ao mesmo tempo ajudar as pessoas que estão envolvidas?”.

Consciência muda qualquer ambiente de trabalho ou de amigos

E caráter muda a sua vida inteira.

Por que trabalhar é sofrido? Existe solução?

A palavra trabalho tem origem no latim tripalium, que significa “três madeiras” e era o nome dado a um instrumento de tortura constituído por três estacas de madeira afiadas.

Na Europa antiga, escravos e pessoas que não podiam pagar impostos eram torturados no tripalium. Assim, a palavra trabalhar
significava “ser torturado”.

A ideia de trabalho como tortura acabou sendo estendida para além do tripalium: a atividade física exaustiva de camponeses, artesãos e construtores era vista como torturante. O termo passou para o francês travailler, que significa “sentir dor” ou “sofrer” e, com o passar do tempo, o sentido da palavra passou a ser “realizar uma atividade exaustiva, dura”.

De acordo com o autor do livro ‘Sapiens’, gastávamos muito menos energia e vivíamos muito mais livremente quando éramos coletores-caçadores. A ideia de que plantar era um avanço acabou nos dando ainda mais trabalho – e não iríamos obter energia suficiente para repor esse desgaste. Isso foi evoluindo até os dias de hoje. Cada vez trabalhamos mais, por menos.

Em algumas civilizações, porém, foi possível não trabalhar – e, por isso, muitas delas floresceram.

Platão: “o cidadão deveria ser poupado do trabalho”

Aristóteles refere-se ao trabalho como atividade inferior que impedia as pessoas de terem virtude. Era algo degradante, inferior e desgastante.

Claro que eles viviam em uma era em que havia outro tipo de trabalho, o escravo, e quando você tem pessoas para fazer o trabalho braçal por você, você vai fazer coisas que te preenchem a alma, como a filosofia, artes, ou qualquer outra coisa.

No futuro próximo, a automação vai nos possibilitar não fazer o trabalho braçal, mas ainda não se sabe se ganharíamos ou não com isso, pois pensadores precisam trabalhar também, pelo menos alguns poucos, como Spinoza. Ele trabalhava com lentes e óculos. Já muitos outros nunca sentiram uma gota de suor pingando.

No futuro, teremos outro foco: não esse que simula a selva na cidade, que precisamos sofrer com o trabalho para sobreviver. No futuro, criaremos. A criatividade será nossa maior arma e maior valor.

Resta saber quão bem e quão rápido os governos mundiais perceberão isso.

Pois muita gente já está chegando a exaustão já, ou adquirindo a chamada síndrome de burnout, um sinal da escravidão moderna.

Mas a geração humanware já está chegando.

Como entender as pessoas melhor?

Esse é um exercício diário que posso te dizer que você nunca irá parar de praticar, ou pelo menos não deveria.

Tenho me especializado cada vez mais em ler e entender pessoas, seja através de seu comportamento, história ou expressões. Isso me ajuda no meu trabalho como entrevistador, também no ambiente de trabalho e social.

Existem algumas coisas que posso falar sobre como conhecer alguém através de dicas silenciosas, e devo dizer a princípio que nunca tome uma observação como fato, guarde ela na gaveta de sua mente analítica como uma possibilidade, assim como no Sudoku que chegamos em uma parte que não conseguimos ter certeza de algo, supomos qual número irá lá. Assim quando termos 3 suposições ou algo do gênero poderemos chegar um pouco mais perto de uma análise mais precisa.

Vou citar alguns exemplos rápidos que não representam uma análise completa, mas servirá como exemplo.

Um homem sente uma tristeza grande quando se fala de família, pois ele era o último filho do pai, ou seja, ele fica triste ao lembrar que teve pouco tempo para passar com o pai.

Perguntei para um mulher que me relatou que naquele dia ela sentiu amor, finalmente, senti que esse “finalmente” guardava um significado profundo, e perguntei quando foi a última vez que ela sentiu esse amor, e de que ela havia provavelmente sentido na infância. Ao ouvir o que falei ela respira fundo com as narinas abertas e responde como se isso fosse motivo de vergonha, que nunca realmente havia sentido amor, pois os pais nunca deram bola pra ela, e pude observar que o motivo dela sorrir tanto era uma forma de conquistar, de receber alguém, de transmitir um amor nunca sentido.

Um outro exemplo que posso citar que alguém não teve ajuda nenhuma dos pais financeiramente, e isso levou ela a querer conquistar cada vez mais, mas ao mesmo tempo dando um insegurança enorme, pois nunca teve uma aprovação e apoio de quem mais queria, do próprio pai.

Uma mulher desde criança nunca foi suficiente para sua mãe, sempre estava incompleta, não podia ser alguém que desse orgulho para a mãe, apenas se se casasse com alguém que a mãe respeitasse, ela era conservadora, do interior, queria que a filha se “ajeitasse na vida”, e ela ficou até mais velha se sujeitando para homens buscando uma aprovação da mãe que nunca viria.

Somos seres emocionais, guiados por escolhas emotivas, que por mais que podemos criar uma lógica nelas, no fundo não é ela que dirá o que vai ser feito.

Saber disso possibilita você montar um perfil das pessoas, e assim fazer uma espécie de arquivo mental delas, criar teorias com elas que expliquem um mal humor, uma reação ácida a algum tema específico, e ao treinar essa mecânica você vai começar a entender melhor as pessoas, é um exercício, e como todo exercício deve ser praticado pra se ficar bom.

Essa é com certeza minha área de maior interesse nos últimos anos, entender melhor os outros e conseguir ser entendido melhor, não por ser falho nesse quesito, muito pelo contrário, acho que tenho grande facilidade nisso, pois sempre trabalhei essa mente investigativa desde muito jovem.

Mas claro, só é possível isso ao meu ver quando você se importa, pois é preciso interesse seu e determinação nesse trabalho arqueológico mental.

Convido vocês a criarem teorias sobre seus amigos ou parentes, junte seus históricos, e veja se é possível entender certas características.

Para finalizar, devo dizer que muitas vezes é bom estar errado, pois nos gera surpresas boas, e que muitas vezes temos uma primeira opinião certa, mas com o tempo essa pessoa vai maquiando quem ela é, nos iludindo com uma imagem projetada, mas essa parte só aprendemos depois de algum tropeços.

Nos tornaremos todos preguiçosos com a automação?

Para Platão o cidadão deveria ser poupado de trabalho
Para Aristóteles quem precisa trabalhar não poderia pensar, o trabalho era considerado inferior e desgastante.

Os ricos apenas viviam a vida plena.

E os escravos faziam todo o serviço braçal.

Com os robôs essa era viria também.

Trocaremos os escravos de Roma por máquinas, e ficaríamos com a consciência limpa.

O autor do livro  Sapiens diz que se criará uma classe de inúteis no futuro com a automação, eu diria que será uma nova de foco no ser humano, no desenvolvimento e criatividade.

No livro Despossuídos, de Ursula D. le Guin ela fala que as pessoas deverão fazer trabalhos bestas e farão pelo simples fato de poderem ter contato humano, e se divertirem com isso.

Na idade média os principes que não eram primogênitos não tinham nada para fazer e muitas vezes iam pra artes, pois, como todos sabemos, a arte preenche a alma, e focar em algo, em um trabalho ou prazer pode ser muito compensador.

Agora, quem iria ser inútil numa era em que se poderia fazer qualquer coisa, seja no mundo real ou virtual?

O ser humano vai sempre cometer os mesmos erros?

São vários os milênios que vivemos nesse planeta e sempre procuramos ser os seres tecnológicos em constante evolução, mas somos os mesmo seres, apenas em tempos diferentes.

Tivemos a revolução cognitiva que foi quando aprendemos a falar, depois a revolução agrícola que foi quando aprender a plantar e ficar em um lugar só, em seguida foi criado o status, o trabalho, as formas de governo, a educação e vemos que mesmo assim ainda cometemos os mesmos erros.

O que estaria faltando?

Parece que a raça humana anda em direção ao precipício e quando olha para ele alguém ou algo chega e salva todo mundo, as vezes ela perde o equilíbrio, as vezes só toma um susto e fica com vertigem. O que daria uma conduta melhor para a humanidade?

Acredito que estamos sempre passando por novas eras, e estamos chegando perto de mais uma, a revolução digital já está acontecendo e estará nos livros de história, mas a revolução humana mesma a que foca no nosso emocional e nas nossas capacidades ainda está para chegar, e vai ser ela que vai nos dar um empurrãozão em direção a vida mais harmoniosa.

Mas para ela acontecer é preciso ter um ambiente bom, acesso a informação e coisas básicas, é preciso ter menos gente no mundo, e é preciso estudar até além dos 30 anos.

Uma coisa muito observável em minha vida é ver o perfil de pessoas do Brasil e da Europa, aqui no Brasil temos problema em nos sustentar, tudo é muito caro, cheio de tarifas e o salário é baixo demais, na Europa o problema deles é outro, eles tem países que funcionam, que entregam coisas boas para a população, as pessoas tem qualidade de vida e vêem seus governos trabalhando para tudo dar certo, e claro, ganham muito bem, podem viajar sempre, existe transporte e a moeda vale muito, mas o problema deles é pessoal, lá eles sofrem como indivíduos e não como profissionais.

Aqui não temos tempo para sofrer como indivíduos, claro, muitos sofrem, e como sofrem, mas a grande maioria do brasileiro aprende a engolir o choro porque precisa ganhar dinheiro.

95% de nossas decisões são tomadas pelo nosso emocional, podemos até racionalizar o emocional, mas é ele que comanda nossas decisões, por isso que enquanto não conseguirmos focar nesse simples e importante fator ainda cometeremos os mesmos erros, por mais informação e tecnologia que tivermos.

Foque em crescer e ter mais consciência/experiências, só assim para parar essa corrente.

Replika, o app que pode ser o seu melhor amigo. “Her” da vida real.

Você pode se apaixonar por uma inteligência artificial?

Essa pergunta está cada vez mais próxima de ter uma resposta.

No filme Her vemos o nosso protagonista criando um laço afetivo com a I.A. (inteligência artificial), e ela tem um poder de comunicação muito grande, preenchendo a solidão que Joaquin Phoenix sentia com o personagem, e estando 24 horas presente na vida dele, se importando e cuidando dele de certa forma. Emocionalmente.

O futuro pode ser que apps como o replika consigam suprir nossa carência emocional.

Esse app consegue aprender conversando com você, e virando futuramente seu melhor amigo, vale muito a pena testar, uma pena estar apenas em inglês e ser um pouco difícil conseguir um convite.

Hoje em dia já estamos acabando com o trabalho braçal, talvez programas como esse podem ser nossos novos confidentes, lembro-me de um estudo que indicava que mais de 60% dos americanos não tinha um, e imagine quantas pessoas não sofrem com essa solidão, com esse aprisionamento emocional que passam.

Acredito que um dia poderemos simular a dinâmica das emoções digitalmente, e isso dará ao atendimento um outro nível, imagine ser atendimento por um robô ou holograma que nunca muda de humor, está sempre disposto a te ajudar, rapidamente o ser humano será substituídos nos serviços mais triviais e será obrigado a diminuir sua população por conta da escassês de trabalho simples.

O acolhimento emocional e o entendimento das frustrações humanas pode ser o que fará com que saiamos mais de casa, mais informação ao nosso redor, na palma da mão, poder conversar com nosso computador está um degrau antes de nos integrarmos a ele por completo, o que acho que acontecerá nesse século ainda.

É possível andar na linha sem o medo do Inferno ou de algum ser do além?

No zoroatrismo Deus e o mal estão em todos nós, independente de quem você seja.

Mas será que essa visão de maldade sem um ser, um inimigo agindo em nossas vidas é suficiente para nos colocar no caminho correto?

Acredito que sim.

Vemos o impacto negativo e positivo do ambiente nas pessoas, eu mesmo trabalhei na Bienal e era muito claro que de onde as pessoas vinham influenciavam tremendamente em sua educação e receptividade as novas ideias.

Educar os filhos é uma tarefa enorme, eu, por enquanto, só posso teorizar sobre isso, ainda não tenho filhos, mas estudo bastante a questão de comportamento, e posso apontar que é possível ser um ser moral/ético, tudo depende de como educamos eles moralmente, através de incentivo ou castigo?

Piaget, um dos maiores estudiosos de como o ser humano adquire conhecimento teorizou 3 fases da moral:

1- Anomia, seria o ser que não obedece as leis, que as evite e as infringe.

2- Heteronomia, seria o ser que aprendeu que certas coisas são erradas de fazer em uma sociedade, existe o socialmente aceitável, e ele deve aprender isso  se não haverá castigos ou punições. Muitas vezes o ser heteronomio faz algo considerado errado calculando o ganho dessa atitude com a punição. Esse tipo de visão pode gerar deliquentes.

3- a chamada Autonomia deveria vir na adolescência, mas a maioria das pessoas não entra nessa fase durante a vida toda. Essa fase o ser já teria as leis dentro de si, por exemplo não seria preciso uma multa para a pessoa andar na velocidade correta, ela faz a coisa certa, pois sabe o benefício que isso traz a sociedade, como são muitos europeus e americanos. Outro exemplo seria o metro não precisar de catraca para as pessoas pagarem.

A educação de uma sociedade nasce antes do berço e não tem aonde acabar.

Para se alcançar a autonomia é preciso recompensar as boas atitudes e não castigar as más como diria Piaget.

Sabendo como nossa moral se desenvolve é possível largar as velhas mitologias e dar um passo a frente, podemos criar novos contos, contos que façam sentido pra essa geração G (G de Gamer), pois caminharemos para um equilíbrio jamais visto na humanidade, talvez ainda nessa século.

Espero estar vivo até lá.

Achar que você tem que ser bom em apenas uma coisa é uma babaquice

Nunca fui alguém que acreditasse nisso, e acho que ninguém deveria acreditar também.

Muita gente fala que você tem que ser muito bom em uma coisa, e que essa coisa vai te dar o sustento e a felicidade que procura, mas será que isso é verdade?

Ao meu ver o que o mundo precisa é muito menos de especialista e muito mais de pessoas que consigam enxergar a conexão entre áreas, assim como num time que cada um pode contribuir com a sua visão.

Um equipe consegue ir mais longe, vemos isso em todos os filmes e empresas, é preciso ter uma multiplicidade de conhecimentos para se destacar, sem muito bom em algo é bom, mas se interessar por outras áreas é ótimo.

Imagine que existem muitos psicólogos no mundo, mas psicólogos especializados em inteligência artificial já não tem ninguém ou muito poucos,

Poder trazer bagagens diferentes, perspectivas diferentes é um ganho que vai te destacar.

Na Grécia antiga e na renascença a pessoa que buscar conhecimento buscava várias áreas ao mesmo tempo, tendo consciência do entrelaçado que é as áreas do conhecimento.

seja especialista, mas seja também alguém interessado em expandir sua área, você mesmo.

 

“Quando o homem é presa de suas emoções ele não é senhor de si mesmo, fica a mercê da sorte” – Spinosa

Venho estudando nos últimos anos bastante sobre emoções e como domá-las, ou pelo menos discipliná-las.

Hoje em dia a grande maioria é refém desse artifício mental criado para sobrevivência e convivência, não somos capazes de refletir sobre elas, quando alguém age de forma que ofende ou chateia os outros as pessoas muitas vezes deixam pra lá falando que essa pessoa sempre vai ser assim.

Não é verdade.

Vivendo numa sociedade e nos infatiliza, nos traz desejos que nos infatiliza, temos que ter tudo, ser melhor que todos, buscar o sucesso, mas que sucesso é esse, essa vida que nos vendem é boa pra quem, será que dá pra criar um modelo de sonho e ter certeza que vai deixar todo mundo feliz?

Dá pra criar, mas com certeza não encaixa em muita gente, vemos hoje em dia a depressão e ansiedade como as maiores doenças da atualidade.

A infantilização vem desde o que queremos até ao como nos sentimos na sociedade, no universo, somos eternamente incompletos, sempre em busca algo novo, e sempre há coisas novas.

Mas e quanto a nós mesmos, a parte interna?

Esquecemos que o equilibrio é o maior objetivo da vida.

Hoje em dia já sabemos que somos seres emocionais, mesmo as pessoas mais frias e calculistas, e não nos ensinaram nenhum dia das nossas vidas a como lidar com nossas emoções, com as emoções dos outros e com o humor também, que é uma emoção constante.

E isso cria atrito demais em nossas vidas, pois queremos sermos quem já somos e não nos adaptar aos outros, entender os outros, somos seres que tem empatia, mas é muito difícil ver ela nas situações de nossas vidas.

Saber que as coisas são transitórias seria um grande evitador de sofrimento, pois estamos acostumados a ter tudo a todo tempo, ou pelo menos a desejar tudo a todo tempo. A vida não é feita para se ter satisfação a todo instante e sim para  ter equilíbrio, e para ter equilíbrio é preciso domar o mar das emoções.

Nos perguntamos sempre como as pessoas antigamente eram felizes, a questão não era ser feliz, mas em como se achava amor nas coisas que se faziam.

Mas como amar algo que não tem as mesmas características que nós?

Ao domar nossas emoções, estar alerta ao que nos faz feliz, ao que nos irrita, aos outros poderemos ver que o que importa no final de tudo na vida é a sua evolução pessoal, não é atoa que existem milhares de coaches hoje em dia, as pessoas não estão conseguindo ser elas mesmas, estão sujeitas a crenças, emoções, gatilhos emocionais, e sequestros emocionais também, que são aqueles momentos nem lembramos de tanta raiva que passamos, perdemos o controle, falamos coisas que não queríamos e machucamos as pessoas que amamos, pelo simples fato de sermos reféns de nós mesmos.

É possível se libertar dessa prisão, só pelo fato de você ter vindo até aqui ler esse post mostra que você está disposto.

Para todo furacão primeiro uma borboleta bateu sua asa em algum lugar.

Comece a bater suas asas.

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