Além do bem e do Mal

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”Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal”  – F. Nietzsche

Danielle Sleiman. uma amiga minha pergunta pra mim: “Mas como ter certeza de que estamos fazendo o melhor ao outro? Como alguém sabe o que é o melhor para o outro? Que certeza temos de que nossos planos para aquela pessoa realmente terão um bom efeito, de que trará uma mudança positiva? Temos esse controle sobre o “bulliyng do bem”? É certo agir a favor de uma pessoa sem que ela saiba? Questões a se pensar meu caro e grandioso amigo pensante.”

O Bullying do bem foi um termo que inventei para descrever a intervenção que você ao ter absolutamente certeza de que a pessoa está indo no caminho errado faz, mas não de uma maneira que é levada de forma agradável as vezes, pois é preciso intervir, ou seja, causar uma situação que não seja o habitual, incômoda para a pessoa que está tratando mal alguém, ou sendo arrogante, ou mesmo sendo desonesto com um amigo. Isso poderá ser brusco, pois realmente você estará parando uma onda de ações ruins.

Cito aqui um pedaço do livro O Mensageiro, do nosso Colaborador aqui no site, Paulo Ferreira:

“”Existe um ditado do velho oeste americano que diz: ” Você pode levar um cavalo à água, mas não pode obrigá-lo a beber.” Este ditado resume de um bom modo o compromisso que devemos ter com o conhecimento e a verdade em relação aos nossos semelhantes. Este é um aspecto de grande importância, porque qualque ratitude que tente forçar um outro ser na direção do conhecimento está essencialmente errada. Mas vamos primeiro examinar nosso próprio compromisso com o conhecimento e a evolução para depois incluir os outros. “” 

“”Evite os impositivos, evite o conselho sobas variações da forma “eu sei o que você deve fazer; eu sei o que você precisa.”””

Essa parte do livro a princípio eu pensei que batia de frente com o que eu pensava, mas depois fui pensando no assunto bastante, pois é realmente uma coisa que faço há muito tempo, e vi que não, são situações diferentes, pessoas diferentes envolvidas, tem que saber sondar a situação para decidir agir ou não.

Intervir na vida de uma pessoa quando você sabe que há algo errado não é simplesmente certo, mas uma responsabilidade. Quem tem o conhecimento e poder deveria sim prezar pelos outros, e prever situações ruins se possível, como diria o Uncle Ben: “Grandes poderes dão grandes responsabilidades”, MAS muitas pessoas não estão preparadas para ouvir algo extremamente sincero, ou simplesmente elas não querem ouvir daquela forma.

Vou citar um exemplo desse tipo de pessoa que é muito comum na minha vida, e imagino que na vida de muitos.

Todos conhecemos alguém que começa a namorar e comete o suicídio social, geralmente esse tipo de pessoa não tem muitos amigos naturalmente, os que tem é porque é um grupo de pessoas que fazem questão dele ser inclusa. Essa pessoa quando está em um relacionamento ela se doa inteiramente, nada é mais importante, porém não há esforço para fazer dele interessante, apenas a rotina vampírica, estar junto da pessoa que gosta já é suficiente, ela preenche o vazio em sua vida, e a falta de interesse em todas as coisas do Universo (e olha, não são poucas). Ela vive num mundo quase ilusório, sem cores, mas se sentindo completa, pois nunca reconheceu a grandeza do universo, e nunca vai saber talvez, muitas vezes esse tipo de relação e pessoa são destrutivos.

Essa pessoa nunca vai ouvir conselhos como Paulo Ferreira fala, nunca vai ouvir alguém falando pra ela ser assim ou assado. Até por causa desse tipo de consciência com o comportamento de uma pessoa com relação ao aprendizado prático eu acho que os índios deixam seus filhos queimarem a mão quando chegam perto do fogo, ou algo quente, em vez de alertá-los e criar um terror inútil e não educativo eles fazem os próprios filhos chegarem na conclusão. Nada melhor do que a experiência prática.

Mas o que eu quero falar é que não se preocupe com o tempo de aprendizado de cada pessoa, o importante é você praticar seu altruísmo, a pessoa pode não ouvir o que você falou, mas aí você repensa o que fez, a forma, o jeito, o tempo.

As vezes mesmo assim pode dar errado, então realmente não chegou a hora dela aprender aquilo.

Não fique triste por isso, se tem um motivo que estamos vivos aqui é para aprender, e cada um aprender/percebe de um jeito diferente. Só não obrigue o cavalo a beber água.

E respondendo a questão da minha amiga se isso não é estar acima do bem e do mal. Eu realmente acho que não tem nada a ver com bem ou mal, Nietzsche até já responder essa por mim.

”Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal”

E não há nada mais a acrescentar nessa frase, só que as vezes o melhor conselho que você dá não é através de palavras, mas se melhorando, buscando ser alguém sempre mais completo e com mais experiências, inexoravelmente você vai afetar as pessoas ao seu redor.

2 Comments

  1. Muito boa a construção do texto. Excelentes ideias.

  2. Mako, dimaix muito interessante!

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