A Segunda Vinda, e a Função do Sonho de Que tudo vai Melhorar

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Cristo um ser iluminado que por ser o professor da vida naquela época para seu povo era mal visto pelos poderosos, pois ele simboliza algo muito maior do que ele próprio, sendo ele ou não filho de Deus (no sentido Deus com personalidade como temos no cristianismo), seus seguidores abusaram ao pedir provas de sua divindidade e Jesus raramente se negava a demonstrar sabedoria ou a curar as pessoas, aliás, ele estava alí para “salvar” o povo, sendo da escuridão da ignorância ou de alguma forma de perdição que poderíamos enfrentar sem seus ensinamento que seguem a linha budista em muitos pontos, não preciso nem citar o diabo eu acho.

A sua segunda vinda foi profetizada nos ultimos anos de sua vida, fazendo assim a idéia que seus seguidores tinham dele ainda maior, um ser divino, um deus na terra, e me atrevo a citar algumas palavras de Wilhelm Reich, “ele gostava das pessoas ao seu redor, gostava das mulheres e dos homens que conheceu”, pois esse fato fez com que qualquer pessoa que quisesse seguisse seus passos e ouvisse seus ensinamentos, mas infelizmente esse foi um dos seus erros, se tomarmos a história da bíblia como um livro de história.

E é aqui que cruzamos as frases do título do post. Na nossa sociedade temos a idéia silenciosa de que as coisas tendem a melhorar e que no final se seguirmos nossas vidas honestamente tudo dará certo, o que infelizmente não é realidade, esse pensamento é implantado em nós por todos os lados, nas propagandas, nas novelas, nos filmes, nos livros, o que a maioria das pessoas esquecem de perceber é que o esforço e sacríficio é essencial na jornada para o objetivo de nossas vidas, sendo esse objetivo inteiramente mutável durante o percorrer do curso pó ao pó.

Os humanos hoje como são educados não conseguem aproveitar uma chance ao saber do resultado ou da probabilidade de tal, acabam tomando-se de emoções e ansiedade que apenas irão atrapalhar suas chances de concretizar o provável. Isso é muito bem demonstrado na trilogia da Fundação, um dos livros do grande Isaac Asimov (escritor de “Eu, robô”, “O Homem bicentenário”, e o romance sci-fi mais genial que li até o momento, “O Fim da Eternidade”), a história gira em torno de um psico-historiador, que inventou uma ciência baseada em probabilidades de como as massas de comportam, e ele acaba virando um profeta, chegando até a gravar mensagens em video dele mesmo para ajudar a nossa galáxia de ir para um lado ruim, ou ser dominada por ditadores.

Deixando a coincidência entre a ficção e realidade de lado, a moral é que as pessoas não sabem como agir, como reagir, mesmo em situações em que foram treinadas, a essência de seu ser é na maioria das vezes fraca e frágil, é como se a mente fosse uma fazenda, mas só se cuida da região que é perto da casa, a parte que é perto da floresta é deixada aos lobos.

Há urgência em um auto-didatismo para a vida,  procurar saber como, procurar saber onde, procurar experienciar situações, sejam elas no mundo real ou no mundo literário, a partir dessa projeção/vivência da vida é que iremos saber nos comportar diante da tal. Ser apenas alheio a ela se mostra hoje em dia um modo inefetivo de enfrentar acontecimentos inesperados. Quem não lê, ou procura formas de experiênciar outras coisas além de sua vida tem menor chance de aprender, ou de tirar algum proveito de algo.

Portanto, Experiencie independente da mídia.

Experiencie.

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