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A comida que você come, não é o que você acha, ela tem imperfeições, toda carne tem fezes, gelatina tem osso, fanta uva usa uvas estragadas, mas quem liga?!

Tudo isso parece muito bom nos comerciais, engolimos imagens, tocamos imagens, compramos imagens, sentimos imagens, somos línguas gigantes experimentando o valor do artificial e agradecendo por não sentir a diferença do real sabor.

Somos enjaulados por fora de caixas luminosas aprisionadoras, nos mandam correntes via wireless, via cabo ou satélite, somos controlados por sinais invísiveis, postos em nós sem nos conscientizarem.

É a prisão outorgada, implatada por cirurgiões fantasmas.

Sentimos que há algo errado, mas nunca percebemos o que.

Andamos nessa desconfiança, sobre um gelo fino que se não acreditarmos que ele vai ficar firme, ele estourará.
Olhamos para frente com medo de ver aonde vai dar se cairmos, estamos todos assustados.

Queremos viver sempre vidas que não são as nossas, há uma coisa incomodando debaixo dos 100 colchões, mas não sabemos que é uma ervilha.

Como escapar?! os pintores da realidade contidiana não se iludem com seus proprios quadros disfarçados de paredes?!
Como construir uma realidade se ao construir você acaba entrando nela? São realidades criadas de realidades, ou seja a farsa da farsa.
Quadros pintandos com quadros dentro, ad infinitum.

Como fazer nós, bonecos de madeira, virarmos meninos de verdade?!

Onde está a fada azul?

Será ela algo que tirei de minha imaginação para tomar lugar a situação desconfortável que qualquer vida respirante se encontra nesse segundo?!

Mas espero um pouco, se é algo imaginário, se a saída está na minha imaginação, dentro de mim…

Vou iluminar essa escuridão externa de objetos luminosos atraentes ligando o interruptor dentro de mim.

Click!