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Entramos em debates todos os dias, alguns mais difíceis e outros mais fáceis, alguns de uma posição nada vantajosa, outras de uma posição de poder, com pessoas amadas e colegas que não gostamos muito ou que nos odeiam.

Supostamente a prática leva a perfeição, mas por termos humores constantes e geralmente escolhermos as mesmas saídas sempre não conseguimos melhorar nessa arte.

A arte de estar certo.

É uma faca de dois gumes, apesar de ser ótimo estar certo e sentir aquela sensação de vitória intelectual, ninguém gosta de quem está certo o tempo todo, ainda mais se você piora o processo de declarar que teve uma ideia melhor.

Todos podemos estar certos um dia, tomara que sejam muitos dias, mas esmagar o concorrente por isso demonstra falha de caráter e necessidade de engrandecimento, essa declaração pode trazer medo ao ambiente, ninguém vai querer debater com você.

E as pessoas gostam de estar certas, então se você se encontrar em grupos em que sempre está certo talvez essas pessoas não se sintam tão bem ao seu lado. Poderiam se sentir melhor, em uma democracia da certitude e não em uma ditadura.

Não me interprete errado, você deve pensar e agir certo, mas no processo tente preservar a dignidade das outras partes, isso demonstra empatia e que você constrói algo junto e não sozinho, sinais ótimos para um ambiente saudável.

Somos programados para estar certos, ou pelo menos pensar que estamos, seja por causa social, pois demonstra um valor de análise e liderança, até porque ninguém quer seguir alguém está está certo apenas metade das vezes, e outro motivo para demonstrarmos estar certos é por causa que o líder, ou a pessoas que tem mais costume de acertar é bem visto, e ganha vantagens com isso.

Estar certo se conectar com sobrevivência, errar não muito tempo atrás era igual a morrer.

O felino caçado mais eficiente do mundo é menor que o gato normal e só acerta 60% das vezes. Imagine animais que precisam atacar 10 vezes para acertar uma vez, ou mais ainda, o acerto garante a perpetuação da espécie.

Tente acertar com empatia e não sangue nos olhos.

Perceba os sutis posicionamentos que você e as outras pessoas tomam e com isso seja uma pessoa querida e confiável ao mesmo tempo.