Qual será a economia em Marte?

Na próxima década já está marcado que iremos para Marte, colonizar o planeta vermelha nomeado com o nome do Deus da Guerra, centenas ou milhares de pessoas irão ter o trabalho árduo de lentamente terraformar o planeta, podendo ficar apenas alguns anos por causa da radiação e gravidade muito menor que a Terra.

E como Philip k. Dick prevê em seus livros, e eu concordo, haverá de alguma maneira contrabando, ou, no melhor dos casos, apenas comércio, mesmo que as pessoas tenham tudo nas mãos, como é na estação internacional, mas com tantas pessoas acredito que haverá desejo por coisas, seja para passar tempo ou para gerar prazer/interesse.

E como precisarão disso num mundo de tédio e atividade repetitivas.

Mas que tipo de economia será implantada mesmo que não oficial?

Será que começará com o escambo e a partir daí surgirá a necessidade de uma moeda marciana?

Talvez.

Ou será que criarão uma moeda desde o início e transportaremos o capitalismo para o lugar mais distante de sua origem?

Imagino que nenhuma dessas opções seja a ideal.

Muitos falam que no planeta Terra o melhor seria começar do Zero, alguns países mostraram que é possível uma grande revolução e ascensão de uma sociedade através de planejamento.

Mas começar do zero dá uma oportunidade jamais vista na humanidade.

Finalmente será possível como sociedade sem dinheiro? Se há um primeiro bom momento para isso será agora em alguns anos.

Mas talvez o investimento de países diferentes na colonização impeça esse sonho.

Afinal de contas, Marte precisará de uma constante e enorme necessidade de suprimentos que serão mandados pelos terráqueos.

Caso realmente aconteça como Marcianos e terráqueos se sentirão com essa grande diferença de estilo de vida?

Talvez um inicie a mudança no outro, estou sendo bem otimista aqui.

Não tem como dar previsões, mas com certeza seria incrível a humanidade dar esse passo nesse momento, não seria?

Comente abaixo o que acha que acontecerá ao colonizarmos Marte.

O futuro sem dinheiro de Star Trek

Alguns anos atrás, Manu Saadia, um fã de longa data de Star Trek, foi à procura de um livro sobre a economia de Star Trek. Quando ele não conseguiu encontrar um, ele decidiu escrever o seu próprio. O resultado, Trekonomics, atraiu elogios de economistas como Brad DeLong e Joshua Gans. Saadia diz que Star Trek é um dos poucos universos de ficção científica que lidam com a ideia de que o dinheiro pode algum dia se tornar obsoleto.

“É claro e enfatizado várias vezes no decorrer do programa que a Federação não tem dinheiro”, diz Saadia no episódio 205 do podcast do Guia do Geek para a Galáxia. “Você tem o capitão Picard dizendo: ‘Nós superamos a fome e a ganância, e não estamos mais interessados ​​no acúmulo de coisas’“.

Saadia é fascinada pela ideia de uma sociedade na qual a riqueza material tornou-se tão abundante que possuí-la não tem mais apelo. Em tal mundo, a única maneira de ganhar status seria cultivando talento e intelecto.

“O que realmente faz sentido no universo de Star Trek e na sociedade Star Trek é competir por reputação”, diz ele. “O que não é abundante no universo de Star Trek é a cadeira do capitão.”

Ele aponta para tecnologias como GPS e internet como modelos de como podemos nos estabelecer no caminho para um futuro de Jornada nas Estrelas.

“Se decidirmos, como sociedade, disponibilizar mais dessas coisas cruciais para todos como bens públicos, provavelmente estaremos indo bem para melhorar as condições de todos na Terra”, diz ele.

Mas ele também adverte que a tecnologia por si só não criará um futuro pós-escassez. Se não tivermos cuidado, poderemos acabar como o ganancioso Ferengi, que cobra dinheiro pelo uso de seus replicadores em vez de disponibilizá-los para todos.

“Isso não é algo que será resolvido por mais aparelhos ou mais iPhones”, diz Saadia. “Isso é algo que tem que ser tratado em um nível político, e nós temos que enfrentar isso.”

Ouça nossa entrevista completa com Manu Saadia no episódio 205 do Geek’s Guide to the Galaxy (acima). E confira alguns destaques da discussão abaixo.

Manu Saadia em Isaac Asimov:

“Em 1941, ele publica sua primeira história sobre robôs e sua grande ideia e insight é que os robôs não serão nossos inimigos ou nossa desgraça como uma sociedade, como os robôs geralmente eram retratados, como Frankensteins. Os robôs nos libertarão, e assim Asimov está tentando descobrir um mundo onde o trabalho humano não seja mais necessário para a sobrevivência. E isso é algo que você vê ao longo de Star Trek, muito mais em The Next Generation do que na série original. Em The Next Generation, você tem essas máquinas incríveis que farão qualquer coisa para você no local e sob demanda – os replicadores – e, de certa forma, o replicador é uma metáfora para a automação universal da maneira descrita nas histórias dos robôs de Asimov. ”

Manu Saadia em personagens de Star Trek:

“Eles são consistentes com as circunstâncias econômicas em que vivem. Imagine-se crescendo em uma sociedade onde nunca há necessidade ou insegurança financeira de qualquer espécie. Você será uma pessoa muito diferente. Você estará absolutamente desinteressado em consumo conspícuo. … Você provavelmente estará interessado em coisas de natureza superior – o cultivo da mente, educação, amor, arte e descoberta. E assim, essas pessoas são muito estóicas nesse sentido, porque não têm interesses mundanos com os quais nos relacionamos hoje. Eu costumo dizer que eles são todos alienígenas, de certa forma. Meu amigo Chris [Black], que escreveu no programa, disse que foi muito difícil para os roteiristas, porque é um drama no ambiente de trabalho, mas não há drama. ”

Manu Saadia no Ferengi:

“Eu amo os Ferengi porque eles são uma espécie de paródia dos anos 90 ou dos anos 2000 do empresário aquisitivo americano. … Os Ferengi são realmente ignóbeis, pessoas realmente terríveis, e eles são muito engraçados como resultado. Mas eles mudam com o tempo. Quando você assiste a todo o arco dos Ferengi em Deep Space Nine, os Ferengi, apenas por contato com a Federação, se tornam mais parecidos com a Federação, eles se tornam social-democratas Keynesianos, no final. De repente você tem o direito de ter sindicatos e greves, e há cuidados de saúde para todos. … Eu sempre achei que essa história do Ferengi se tornando mais humanitária apenas pelo contato com a Federação era uma metáfora para todos nós nos tornarmos melhores assistindo Star Trek. ”

Manu Saadia no Borg:

“Os borgs são ótimos vilões porque são muito parecidos com a federação, quando você pensa sobre isso. Os borgs têm perfeita alocação de bens, e oferta e demanda, e todos estão conectados a todos na colmeia, e eles parecem ser extremamente eficientes. Eles também são a outra sociedade em Star Trek que poderia ser caracterizada como “pós-escassez”. Qualquer drone Borg nunca quer ou precisa de nada, é sempre fornecido pelo Coletivo. Assim, é a imagem espelhada – e quase a imagem perigosa – de como uma sociedade redistributiva e saciada poderia parecer. É quase como se os escritores tentassem incorporar as críticas à sociedade que propuseram. ”

Fonte: www.wired.com

 

A aceitação budista e o quanto não somos especiais

Faça esse teste comigo.

Perceba o seguinte, nós fazemos parte do universo, universo esse que foi criado bilhões de anos atrás, tudo perfeitamente alinhado e organizado, e isso demorou uma grande quantidade de tempo, mas agora há equilíbrio.

Somos consequência desse movimento inicial que foi ficando cada vez mais complexo, ao ponto de acharmos que tudo é caos de tão difícil que é compreender a escala do espaço em que vivemos.

Nessa equação nasceu a vida, somos o que há de mais complexo em centenas de milhões de anos de vida na Terra, e assim como outros animais nos organizamos para criar um equilíbrio, garantir sobrevivência, e depois que ela foi mais ou menos garantida começamos a nos comunicar, criar regras, vilas, cidades, comércio e aí o ser humano começou a ficar bem complexo, assim como o universo já o é.

Agora vamos lá, imagine os eventos da sua vida, tudo que aconteceu na sua vida, os momentos bons e ruins que a marcaram, eles aconteceram, muitos deles tinha uma alta chance de acontecer, não havia como evitá-los, faziam parte desse movimento inicial que começou bilhões de anos atrás, também fazemos parte desse universo, apesar de sempre queremos ser diferentes, a mais.

Tudo que acontece conosco deve ser aceito, pois é preciso viver com tudo, quem disse para você que a vida deve ser só felicidade? A vida nunca fui só felicidade, essa afirmação é irreal assim como as fotos das pessoas do instagram.

A vida, assim como o universo é cheio de nuances, e pode haver momentos de caos, como na explosão de uma supernova (a morte de uma estrela), outras situações são lentas e acabam com a gente pouco a pouco, como um buraco negro, ao ponto de nem saber que nos perdemos até desaparecer.

A vida  contemporânea quer que nos vejamos como especiais, únicos, somos únicos, mas nem de perto especiais, somos pó estelar, como diria Carl Sagan, e somos parte do universo, pois somos composto pela exata proporção de matéria que existe no universo.

Agora lembra dos acontecimentos da sua vida?

Aceite eles, já aconteceram, alguns ruins vão acontecer de novo, você não se livrou deles, mas saiba que é libertador saber que você não é especial, sua vida talvez não chegue nesses sonhos absurdos que nos vendem, e com isso com certeza você tirará o peso que não te deixa ser todo o seu potencial.

Não ser especial é libertador.

Por que mesmo pessoas que são ameaçadas pelo Bolsonaro votam nele?

Durante todos os milênios que a humanidade viveu ela teve que ter apenas algumas coisas para garantir a sua segurança no dia a dia, comida, moradia, água e não confiar em estranhos, outros grupos de humanos, sua família era o núcleo, sua cultura estava ali e sua ética também, um estrangeiro que se aproximasse seria abalar tudo isso, não era atoa que comerciantes eram os poucos que viajavam.

Era preciso ser minimalista, seguir poucas regras que garantiriam sua sobrevivência.

O incesto era uma delas, procriar dentro da mesma família criava humanos com deficiência, diminuindo as chances de sobrevivência, muitas vezes até exterminando o grupo de dentro pra fora.

Apesar de ter passado milhares de anos desde que morávamos nas cavernas ou que éramos caçadores coletores, antes da revolução agrícola, ainda temos isso dentro de nós .

Ainda queremos sobreviver.

Claro, o desejo de sobreviver mudou enormemente de escala, mas ainda existe bem forte em nós, e é fortalecido durante a vida dependendo das suas experiências.

As emoções tem grande responsabilidade na sobrevivência também, a empatia permitia cuidar das crianças, idosos e feridos, mas isso só acontecia quando realmente pudesse acontecer.

Na natureza a raiva e o medo tem um maior poder defensivo e agressivo, essas emoções liberam altas quantidades de adrenalina e prepara o indivíduo para lutar ou fugir.

É possível observar o discurso de ódio no candidato Bolsonaro, ele mesmo falou que irá governar para as maiorias, ou seja, excluindo os fracos, algo muito semelhante ao o que o nazismo fazia o mesmo.

O seu grupo deve sobreviver, deve florescer, e isso aconteceu em vários momentos da humanidade, um dos primeiros que se sabe foi quando o ser humano atual aprendeu a se comunicar, a chamada Revolução Cognitiva, isso deu a ele um poder estratégico para derrotar as outras raças irmãs da humanidade, hoje em dia elas não existem mais, o último morreu a mais de 10 mil anos atrás.

Tudo isso era pra sobrevivência claro, na época não tinham uma mente afiada como a nossa hoje em dia.

E isso pode parecer chocante para muitos, mas somos animais, nos comportamos com um ainda, apesar de sabermos fazer coisas incríveis, ainda nos comportamos como animais, temos medo, ansiedade, fome, sentimos carinho pelos outros e ódio também, tudo depende do ambiente, da cultura e das experiências dadas.

Por exemplo, os cachorros viraram amigos do homem, pois o homem domesticou o lobo, um animal feroz, que ataca quando sua matilha está em perigo e para caçar, mas o humano começou a domesticar só os que eram mais calmos, e foi fazendo uma espécie de seleção inteligente das espécies, que fazemos até hoje, cachorro que morde muitas vezes é morto, e isso se fazia antigamente também, até termos hoje em dia apenas bolas de pelo felizes.

Não necessidade de ser feroz mais.

Mas hoje em dia há uma onda de querer voltar a ser lobo de novo, de tratar o outro como inimigo, de querer sobreviver quando sua sobrevivência nem está em risco.

E para resolver tudo isso o candidato quer dar possibilidade das pessoas terem armas.

“Com um martelo na mão se enxerga tudo como prego, com um arma na mão, se enxerga tudo como inimigo.”

Não é preciso ter inteligência aguçada para ver que liberar armas só cria mais crimes e satisfaz o ego dos homens que querem se defender de criminosos que não vêem, de golpes comunistas que não existe, e de tudo que ameace sua masculinidade.

Claro, já existiu muitas vezes na história da humanidade momentos em que todos andavam armados, e até mulheres tiveram que assumir posições militares, como no Japão feudal, Dinamarca antiga, Armênia, mas esses povos estavam em risco direto, podendo ser mortos a qualquer ataque, o que não é o caso do Brasil, felizmente.

O nacionalismo também se trata desse protecionismo com o grupo em que você se identifica, mudar significa abalar, gera fragilidade, por isso o militarismo é tão atraente, deve seguir regras, nada de inovar, discutir gênero na escola ou mesmo abortar, assumir feminicidio, essas coisas já acontecem a anos, não há porque discutir eles.

Aprendemos tantas coisas com os nossos milênios de existência, conseguimos de certa maneira deixar o modo animal para trás e sermos humanos, criar uma sociedade que funciona, e infelizmente esse candidato simboliza a nossa volta aos desejos mais primitivos, um retrocesso.

Antigamente tudo era simples, tinha poucas opções para resolver problemas, a violência era uma delas, talvez a mais recorrente, mas não somos mais animais selvagens, não precisamos nos render ao sentimento de sobrevivência, de medo e raiva, somos seres humanos, podemos ter empatia pelo próximo, podemos abraçar nossos irmão, não disputamos comida, água, moradia, e nem território (a não ser no caso dos índios e do MST).

Há soluções inteligentes que não precisam de violência, e toda decisão tomada com raiva é uma decisão ruim.

Existe até uma história de samurais antiga que fala que o samurai que ataca com raiva é um samurai que perdeu a batalha.


“Agarrar-se à raiva é como segurar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em alguém; você mesmo se queima”.
– Buda –


E queria finalizar dizendo que essas pessoas que votaram no Bolsonaro, não são pessoas ruins muitas vezes, vemos hoje que nossa família vota, amigos, namorados, gays, negros, não é uma questão de ética muitas vezes, apesar que muitas vezes é, e sim uma questão mais intrínseca, se deixaram levar pelo seu lado animal, ainda está forte neles, mas ainda podem ter controle de suas percepções e reflexões, mas para isso é preciso ter experiências e mudanças de perspectivas.

Não excluam essas pessoas de suas vidas, elas são as que mais precisam de vocês, e talvez vocês delas.

Ninguém sai perdendo com a riqueza de olhares e percepções, por isso é tão bom viajar.

E ter Bolsonaro como presidente seria um retrocesso, justamente por voltar milênios de avanço civilizatório e ameaçar muitas das pessoas que você ama, e como falei, só há espaço para empatia quando deixamos o medo e a raiva de lado.

Os psicólogos identificaram o tipo de inteligência emocional que faz com que os trolls da Internet sejam maus


O que há com o comportamento das pessoas online? Por que a prontidão para atacar, o tom sarcástico, a falta de cortesia inerente a tantos comentários? 
A internet pode trazer à tona o pior das pessoas, que quando levado a extremos se transforma em trolling - aquele bizarro hábito impulsivo de prejudicar os outros na internet, sem serem punidos.

Pesquisadores na Austrália começaram a descobrir quais características em pessoas “normais” (usuários de mídias sociais acima de 18 anos que não pareciam ser trolls) poderiam torná-las suscetíveis ao comportamento de trollagem. 
Usando um questionário online, os pesquisadores da Escola de Ciências da Saúde e Psicologia da Federation University em Mount Helen testaram 415 homens e mulheres para uma série de traços de personalidade, bem como para comportamento online que indicava uma propensão ao troll - como concordar com a declaração, "Embora algumas pessoas pensem que minhas postagens / comentários são ofensivos, eu acho que eles são engraçados".

Os pesquisadores estavam procurando características particulares, incluindo habilidades sociais, psicopatia, sadismo e dois tipos de empatia: afetiva e cognitiva. Ter alta empatia cognitiva significa simplesmente que eles podem entender as emoções dos outros. Ter alta empatia afetiva significa que uma pessoa pode experimentar, internalizar e responder a essas emoções. Os “trolls” no estudo pontuaram acima da média em dois traços: psicopatia e empatia cognitiva.

Assim, mesmo que os “trolls” exibam um tipo de empatia, acoplá-lo à psicopatia acaba por torná-los desagradáveis, sugeriram os pesquisadores. A psicopatia, que inclui a falta de cuidado com os sentimentos dos outros, foi medida usando uma escala em que os participantes foram solicitados a concordar ou discordar com um conjunto de declarações como “o retorno precisa ser rápido e desagradável”.

Altos níveis de empatia cognitiva tornam essas pessoas acostumadas a reconhecer o que vai aborrecer alguém e saber quando pressionaram os botões certos. A falta de empatia afetiva permite que os trolls não experimentem ou internalizem a experiência emocional de suas vítimas.

“Os resultados indicam que, quando se trata de psicopatia de alto traço, os trolls empregam uma estratégia empática de prever e reconhecer o sofrimento emocional de suas vítimas, enquanto se abstêm da experiência dessas emoções negativas”, escreveram os pesquisadores. Eles acrescentaram que, como a psicopatia está associada à busca de adrenalina e à impulsividade, é possível que “criar o caos on-line seja um motivador central para trollar”. Eles também descobriram que os trolls provavelmente eram ricos em sadismo – a vontade de ferir os outros – e mais provável que seja do sexo masculino.

O estudo é publicado na revista Personality and Individual Differences. Ele não oferece conselhos sobre como interromper o comportamento de pesca esportiva, mas adiciona uma ruga ao nosso conhecimento de por que as pessoas agem on-line. Em pesquisas anteriores, pessoas que exibem traços psicopáticos mostraram um desequilíbrio de empatia similar: falta de empatia afetiva, mas níveis normais de empatia cognitiva. Este estudo ligou os traços psicopáticos e os níveis mais altos de empatia cognitiva às pessoas que provavelmente trilham.

Explorar a ligação entre psicopatia, alta empatia cognitiva e trolling poderia ajudar a aprofundar nossa compreensão dos tipos de personalidade que gravitam em torno desse comportamento e potencialmente ajudar a detê-los.

Fonte: Quartz
tradução Destruidordedogmas

 

A Física da Felicidade

Você com certeza já conheceu aquela pessoa que está sempre animada e sorridente, e outra que é difícil você ver dançando de felicidade pois, na maior parte do tempo, a pessoa não demonstra emoções de felicidade genuínas.

Esses são casos padrões no seu humano. Temos dentro de nós níveis de liberação de serotonina e outros neurotransmissores como a dopamina, oxitocina e endorfina, e eles têm certo grau de variação, por exemplo: alguém que ganhou uma promoção que fará ele ganhar 20 mil por mês pode ficar feliz com isso. Se ela tiver uma variação de 4 a 8 (em uma escala ilustrativa que vai até 10), com certeza ele irá liberar 7 ou 8. Agora, se uma pessoa com o mesmo perfil no séc. XIV conseguir vender seus porcos por um ótimo preço, garantindo seu sustento por meses, ela também terá sua liberação de serotonina no nível 7 e 8, não importando o que exatamente o fará feliz, mas sim o quanto de felicidade essa pessoal é capaz de gerar dentro de si mesma.

Alguns estudos mostram também que ser casado leva você a ser mais feliz, mas será mesmo?

Muitas vezes o que essas pesquisas deixam de mencionar é que pessoas mais felizes tem mais facilidade de encontrar outras pessoas, e que, juntas, conseguem se manter em um nível alto de serotonina, evitando com mais frequência os baixos momentos de infelicidade, aliás, muitas vezes a pessoa tem uma escala tão alta, você já deve ter visto, que alguém querido pode morrer que essa pessoa não encontra o nível baixo que todos esperavam.


Felicidade gera felicidade?

Você já percebeu que quando está com certo tipo de pessoa você está mais feliz, ou tem menos momentos tristes com ela, enquanto outras sempre te deixam pra baixo? Alguns relacionamentos podem elevar ou abaixar essa média da serotonina, mas sempre mantendo o nível máximo e mínimo fixos.

E na depressão?

Muita gente toma alguns remédios, como o Prozac. Ele eleva nossos níveis de forma artificial, fazendo com que a pessoa mais depressiva não experiencie tanto seus baixos de serotonina.

Outra dica que psicólogos dão para depressão é tentar fazer alguma atividade física, que consequentemente vai alterar a quantidade de serotonina também. Existem várias maneiras para aumenta-la .

Respondendo a pergunta do título, não é possível ser mais feliz, mas com certeza é possível ter mais momentos felizes do que tristes.

Não achei pesquisas que demonstram mudanças na escala do indivíduo na liberação dessas substâncias, mas acredito que seja possível.

Muitas vezes a pessoa tem uma média 3 a 7 e não sai do 3 e 4 – ela esqueceu que existe um 7, ela está tão distante, faz tanto tempo, que não o experiencia. Alcançá-lo pode ser uma experiência catártica, mas para isso é preciso sair da bolha do 3 e 4, e para isso é preciso fazer coisas novas, mudar sua rotina, sua vida e repensar amizades.

Não é fácil, mas ninguém disse que seria.


Melanie Klein, uma das discípulas mais famosas de Freud, escreve sobre um dos fatores que podem criar infelicidade, a inveja.

Para Klein, seria impossível alguém com inveja gozar da vida, pois o desejo dela não seria apenas ter o que o outro tem, mas também tirar do outro e o ver na miséria. Ela faz essa observação analisando muitos bebês e, claro, sua teoria aprofunda bastante o tema, mas não vou conseguir entrar muito nesse assunto.

Não se tem o desejo de conquistar apenas, mas de derrotar o outro. Ela explica que o objetivo maior para sair desse ciclo seria introjetar um objeto bom (no caso do bebê, a atenção e carinho da mãe) e assim encontrar gratidão na vida.

No budismo, a prática da gratidão é muito comum, e há muitos anos atrás, milhares, buda e seus seguidores descobriram a importância de tal sentimento em nossas vidas.

“Se você nunca encontra razões para agradecer. A falha está em você.” – Buda

Como diz a Dhammapada: “Ódios nunca cessam pelo ódio nesse mundo; através somente do não-ódio eles cessam. Essa é uma lei eterna.”

Não é pela raiva que cessa a raiva – é somente pela não-raiva que a raiva cessa. E a Gratidão é um grande remédio para a “raiva” e “ódio” – uma grande parte da prática da “não-raiva”, do “não-ódio”.

Existe até uma área da psicologia que estuda a gratidão e a felicidade, chamada Psicologia positiva.

Na bíblia também é possível identificar trechos que falam sobre gratidão:
Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.
Colossenses 3:15

Nos livros sagrados indianos também é de grande importância essa conduta do agradecer.

Uma Lista das Qualidades Demoníacas que se deve
Abrir Mão Antes de Podermos Iniciar a Jornada Espiritual

Ó Arjuna, o sinal daqueles que nascem com qualidade demoníacas são: hipocrisia, arrogância, orgulho, ira, perversidade e ignorância (16.04).

Uma pessoa mal agradecida é uma pessoa perversa.

 

Devemos abandonar semelhante pessoa (MB 12.168.26).
Não há reparo para aqueles que não sentem gratidão neste mundo (MB 12.172.25).
Diz-se que mesmo os carnívoros não comem a carne de uma pessoa mal agradecida (MB 5.36.42).
Deve-se sentir e expressar autêntica gratidão se alguém aceita alguma coisa de outra pessoa.

Para finalizar, devemos primeiro saber o que nos deixa feliz exatamente, e isso pode ser uma tarefa difícil nos dias de hoje com o incrível número de demandas e desejos que supostamente deveríamos ter para ser felizes.

“Não se pode escapar do consumo: faz parte do seu metabolismo! O problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo… Desde o paleolítico os humanos perseguem a felicidade… Mas os desejos são infinitos. As relações humanas são sequestradas por essa mania de apropriar-se do máximo possível de coisas.” (Bauman em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia)

A felicidade Ocidental é pontuada: acontece quando eventos ocorrem em nossas vidas, e depois passam, e esperamos pelo próximo evento. No oriente, felicidade é algo constante, muito mais semelhante ao equilíbrio e harmonia do que o conceito de felicidade ocidental.

Faz você pensar, né?

Ser feliz parece complicado, mas na verdade é mais simples do que pensamos. Já traçamos muitos caminhos para encontrá-la, mas a sociedade tem um grande papel em confundir esse caminho, e todos temos uma parte dessa culpa.

Pergunte a você mesmo, você é agradecido pela vida que tem? Faz algo para mudar? Esse algo que você faz realmente gerará felicidade, seja ele pontual ou harmonia em sua vida?

Sempre questione! Eu mesmo fui pego uma época por um momento de não agradecer, e as coisas não estavam se encaixando, mas recuperei o meu estado mental, encontrei minha harmonia, apesar de tudo. A vida acontece – e como lidamos com ela é que determina nossa felicidade.

Seja feliz!

O que chegar em Marte fará com o planeta Terra?

Marte é o nosso planeta vizinho, o mais próximo deles, tem um tamanho parecido e tudo indica que havia água no estado líquido por lá não se sabe quando, e a humanidade está trabalhando para colonizar esse planeta, antes da Lua que se encontra muito mais perto.

E para fazer isso vai ser uma verdadeira guerra, como o seu próprio nome sugere, o Deus da guerra, pois há muitos desafios a serem superados para se estabelecer uma colônia no planeta vermelho e percebi uma estratégia da empresa Tesla, ou melhor, das empresas do Elon Musk.

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O que é um “homem de verdade”? – Dica de documentário e websérie

O que é um homem de verdade?

São tantas as coisas que definiriam o que é um homem de verdade, e devo dizer que com certeza não seria uma só coisa que definiria o que é ser um homem, ou o que é a masculinidade.

Felizmente esse é um assunto muito abordado hoje em dia, mas ainda não o suficiente ainda, e podemos ver esse documentário sensacional que está na Netflix, The Mask you live inque aborda como o padrão de masculinidade sufoca e limita o homem, mostrando que muitos de nós, somos sensíveis e que não encaixamos nesse molde que a sociedade criou desde a antiguidade.

Devo também falar do porquê temos seguido esse padrão, e não só ele, temos seguidos milhões de padrões desde que o ser humano era macaco, ou até antes, e tudo isso serve para se organizar a sociedade, seguimos esse grupo de regras para podemos nos comunicar e nos entender, até hoje buscamos nos entender e buscar o que nos conecta como um todo, seguindo esse mapa invisível de comportamento, mas agora estamos recriando esse mapa, repensando suas formas e caminhos, e como sabemos, todo local novo ou situação nova assusta.

Devo citar aqui também outra feliz dica de um leitor, o Kaique Rezende, que é a websérie que está no Instagram chamada Homem de verdade, que também discute sobre as relações de gênero no mundo atual, em situações do dia a dia. Realmente muito rico.

Somos seres fluidos hoje em dia, como diria Bauman, estamos nos reinventando e isso causa certa perturbação dessa harmonia social.

E devemos saber que não há como frear isso, e mal sabemos o que está por vir, provavelmente essa será uma das muitas mudanças desse século, ainda teremos humanos com partes robóticas, manipulação de DNA, BODY HACK, e por aí vai.

Essa é só uma das primeiras, melhor ir se acostumando com mudança.

 

Planta Sofre Bullying Durante 30 Dias, veja o que mudou

Em um experimento, planta sofreu bullying durante 30 dias

Em uma campanha super inovadora e inteligente, a IKEA, empresa conhecida nos EUA e Canadá, resolveu disponibilizar duas de suas plantas para um teste contra bullying.

O experimento contou com duas plantas e centenas de crianças para ajudar a promover o esclarecimento sobre o Anti-Bullying Day – que ocorreu no dia 4 de Maio.

O Anti-Bullying Day surgiu no Canadá e é um dia onde as pessoas usam laranja, rosa, azul ou roxo para simbolizar a luta contra o bullying.

A ideia envolveu a empresa IKEA que levou duas de suas plantas para uma escola. Nessa escola, uma das plantas era alimentada com elogios e palavras de encorajamento; enquanto a outra era agredida verbalmente com palavras de ódio. Isso aconteceu por 30 dias consecutivos.

Os alunos poderiam ir pessoalmente ao local ou gravar suas vozes para serem usadas através de uma interação por mídias sociais. Dessa forma, os alunos podiam gravar as palavras de amor ou ódio e enviá-las para serem utilizadas com as plantas.

Após 30 dias, os resultados foram impressionantes e falavam por si mesmos. A planta que recebeu elogios continuava bem, enquanto que a planta que sofreu o bullying estava visivelmente mal. Confira a foto abaixo:

Ambas as plantas foram tratadas da mesma forma: receberam a mesma quantidade de água. Elas também foram expostas à luz do sol, água e fertilizantes. A única diferença entre o tratamento foram as palavras ditas às plantas.

Enquanto uma recebia palavras de encorajamento, a outra somente recebeu palavras de ódio durante os dias que se passaram.

bullying

Estudos na área

Esse experimento é muito importante para ajudar a esclarecer o quanto o bullying é prejudicial não só para humanos, mas também para o meio ambiente como um todo.

Além disso, esse teste mostra que as plantas são perfeitamente capazes de perceber agressões. Elas também parecem ter consciência do que acontece ao seu redor e até mesmo de intenções ocultas na mente humana.

O assunto já foi tema de importantes pesquisas e até de um livro: A Vida Secreta das Plantas, de Peter Tompkins e Christopher Bird.

Ao longo da história, a vida e sensibilidade das plantas foi sendo desvendada por diversas pessoas. Nas comunidades pré-históricas, os xamãs já sabiam que as plantas possuíam uma vida secreta. O místico alemão Jacob Boehme (1575-1624) também dizia ser capaz de penetrar na consciência das plantas.

Dessa forma, inúmeras pesquisas foram sendo conduzidas até que se tivesse uma percepção melhor sobre o assunto. O brasileiro Arlindo Tondin, mestre em eletrônica pela Universidade de Nova York, fez uma investigação para comprovar a tese da seiva. Ele fixou eletrodos próximo à raiz e num dos galhos de um limoeiro.

O engenheiro também averiguou se as agressões externas eram capazes de afetar a corrente elétrica que circulava na planta. Para saber mais sobre essa pesquisa, clique aqui.

Essa pesquisa faz parte de um conjunto de inúmeras descobertas que prometem revolucionar a visão que temos do mundo. É provável que haja um relacionamento mais harmonioso entre a natureza e o homem.

Fonte: http://somosverdes.com.br/planta-sofre-bullying-durante-30-dias-e-os-resultados-sao-inacreditaveis/

É possível ter amizade com quem não te oferece nada?

Com o passar dos anos os clubinhos que formamos na escola, faculdade, e cursos vão se desfazendo, e nos vemos cada vez mais passando tempo com nossos companheiros(as) ou namorados (as), cada pessoa começa a focar em outras coisas que não a amizade, e acabam procurando pessoas que facilitem coisas para elas, portanto se você muitas vezes perde a função que você representa na vida do seu amigo, ele acaba se afastando.

Como por exemplo, se você vê um amigo tomando decisões erradas e você começa a dar conselhos ou a criticar essa pessoa, ela uma hora vai perder o desejo de andar com você, pois você agora simboliza um momento de reflexão e autocrítica que essa pessoa não quer ter, ela queria você para se divertir ou apenas ouvir seus problemas.

Outro exemplo clássico que gosto de falar é sobre o amigo(a) que está atrás de “acasalamento”, e no momento exato que ele acha alguém ele some com essa pessoa, e quando termina volta falando que não deveria ter sumido e tal, mas logo em seguida faz a mesma coisa. Esse tipo de pessoa tem um vazio interno que é preenchido pelo companheiro, e não pela amizade, infelizmente demora um pouco para o amigo perceber que faz isso.

Um dado interessante é que somos capazes de ter até 150 amigos no dia a dia, os macacos fazem grupos de no máximo 60, se passar disso o grupo se divide em dois, pois cada um tem um objetivo, uma expectativa e um desejo, a sincronia disso tudo é que torna as amizades interessantes, muitas vezes ocorrem atritos, mas as diferenças são as melhores coisas sobre a amizade, pois sair com gente igual a você não rende muito tempo e nem muitas experiências, é preciso sair da bolha e ver novas perspectivas.

Netflix e semelhantes é algo que desperta a preguiça nas pessoas também, e acho difícil de acreditar que uma série pode ser mais valiosa que duas horas em um bar, ou almoçando com um amigo, mas  passar a noite no Netflix é visto como se fosse, e hoje em dia é até algo que se tem orgulho de falar.

Estamos cada vez mais evitando experiências reais, e perdendo o tato social, evitando conflitos, ou simplesmente bloqueando nas mídias sociais quando a relação ficou difícil.

Você já deve ter visto ou feito isso, bloquear alguém quando essa pessoa te irritou, ou excluir, é engraçado como fazemos isso com apenas um botão, muitas vezes nem nos esforçamos para tentar achar um terreno em comum, assim como o divórcio hoje em dia, é mais fácil começar de novo do que tentar entender e sincronizar a relação de volta.

Muitas vezes falamos sobre a situação que não tem volta mais, mas será que não tem? Ou é você que não enxerga? Ou é você que fez um cálculo de esforço e acha que não vale a pena? Quem valeria? Será que a outra pessoa também não pensa que você também não vale a pena, por isso a situação se tornou insustentável?

Amizade é uma via dupla, é preciso doar para receber.

Conte seus amigos nos dedos e veja o quanto de tempo e disposição você tem para eles.

A conta fecha?

 

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