O que é Poder? Quais são os tipos de poder?

Poder é definido por Moscovici (1997) como “a capacidade que uma pessoa tem de fazer com que outra pessoa ou grupo aja da forma desejada por ela. A pessoa com poder modifica o comportamento dos outros, manipula os outros à sua vontade”.

De acordo com French e Raven a classificação de poder indica seis categorias principais:

1. Poder Legítimo – esta categoria é também conhecida como o poder de autoridade, ou seja, é o poder escolhido formalmente através de um representante fazendo parte de uma estrutura hierárquica de uma organização ou de grupos sociais formais. “A relação chefe-subordinado é uma relação de poder inquestionável” (MOSCOVICI, 1997:136).

2. Poder de Coerção – Este se define pela capacidade de aplicar punições, fazer ameaças. O poder de coerção pode estar ligado ou não ao poder de autoridade. Ameaças de retirada de afeto, reconhecimento, atenção, ameaças de censura ou afastamento também podem estar presentes no poder de coerção, e podem ser aplicada tanto por um chefe (poder legítimo) como por um amigo ou irmão (desvinculados do poder de autoridade).

3. Poder de recompensa – pode ser definido como a capacidade de atribuir recompensas ou acenar com elas através de promessas. Bem como o poder de recompensa, este também pode estar ou não relacionado ao poder legítimo.

4. Poder de referência – expresso em uma relação psicológica de identificação com um modelo social. Este tipo de poder está relacionado ao carisma que alguns ídolos exercem sob algumas pessoas. Atualmente podemos perceber muitos ídolos que possuem este poder de referência no âmbito religioso, social, político, artístico e que podem provocar profundas mudanças na sociedade.

5. Poder do conhecimento – como o próprio nome designa, este poder refere-se à ascendência de conhecimento que uma pessoa tem a respeito de determinado assunto. Neste campo de poder podemos encontrar o especialista, o perito ou qualquer pessoa que é respeitada por dominar campos específicos de conhecimento.

6. Poder de informação – este poder refere-se à retenção de informações às quais outras pessoas não podem ter acesso.

Fontes e Formas de Poder

A fonte do poder pode ter duas origens: a posição na estrutura organizacional ou social, definida pela posição que o indivíduo ocupa na hierarquia social ou de sua organização, e as características pessoais, relacionada aos atributos de personalidade e identidade que definem o poder pessoal.

O poder organizacional ou social, estando ligado ao posto ocupado pelo indivíduo dentro de uma hierarquia preestabelecida possibilita a atribuição de recompensa e a utilização de punição. Este poder possui caraterísticas próprias como a unidirecionalidade, ou seja, dirigido a uma pessoa apenas. Este é ainda um poder delegável e distribuível, o que significa que o indivíduo pode obter este poder por delegação de um superior na hierarquia organizacional, e pode também distribuir atribuições que lhe foram dadas. O poder organizacional é expresso em atividades.

O poder pessoal é exercido através de características pessoais como carisma, poder de referência ou de conhecimento. Este tipo de poder, ao contrário do poder organizacional ou social, é multidirecional, isto é, não pode ser direcionado a apenas uma pessoa, mas sim a várias pessoas de acordo com suas características pessoais. Em se tratando de características pessoais, este é um poder não delegável e não distribuível. Podemos considerar a força superior deste poder em relação ao poder organizacional, por ser expresso não em atividades, mas em atitudes.

No poder organizacional ou social podemos encontrar um líder de tarefas e no poder pessoal podemos encontrar um líder de relacionamento. Dentro de um organização ou empresa esses dois líderes podem não necessariamente ser a mesma pessoa. Podemos perceber dentro de um mesmo setor um líder de tarefas, o líder formal (poder organizacional) e o líder de relacionamento, informal (poder pessoal).

Fonte: Prime

Psicanálise e o “para além” do individualismo

Desde a faculdade, uma questão que nos incomodava a respeito da natureza era se a bondade ou a maldade humana é somente uma questão social ou se está impregnada em sua estrutura biológica e/ou psicológica. Sobre isso, muitas vezes nos questionávamos se o ser humano poderia ser genuinamente altruísta. Veja por esse ângulo: eu faço o bem a outrem somente pelo amor que tenho pelo outro, ou pelo ganho pessoal que isso pode me trazer, nem que seja status, ou aquele sentimento de estar fazendo o certo. Se for devido a essas últimas opções, então o altruísmo não passa de um egoísmo adaptado à nossa realidade social.

Com o tempo, pudemos perceber que essas questões são capciosas e não levam a lugar algum. Como definir que a ajuda que ofereço é puro sacrifício pessoal ou apenas uma forma de auto-afirmação? Será que as ações não valem mais do que o que elas significam para nós? Importa se eu faço uma doação porque sinto a necessidade de ajudar ou se é para ganhar um like no Facebook?

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“Eu sou o que eu sou…mas o que eu era antes?” – Carl Gustav Jung

Gostaria de pegar esse gancho do caro Jung para fazer você se questionar.

Quando foi a primeira vez que você se tornou consciente de você mesmo?

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Quão importante é a fé? O que ela muda em nossas vidas?

O que é Fé? Todos temos no fundo ou quem não acredita em Deus não tem fé?

Muitas pessoas confundem a palavra com muitas coisas, mas vamos esclarecendo o que ela é a priori, e vamos tirar um explicação do wikipedia;

“Fé (do Latim fide)[1] é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade[2] sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absolutaconfiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.”

Agora ficou um pouco mais fácil de entender. Então ter fé é acreditar em algo que não há provas para acreditar, apenas acreditamos.

Até o mais dos céticos pode ter um pouco de fé em si, ela pode ser algo fora do nosso controle. Muitas vezes as pessoas acreditam que algo vai acontecer com elas, sem base em nada, apenas um pressentimento, que pode ou não ter validade futura, e isso também é fé, otimismo as vezes pode se encaixar na fé.

O tempo não é linear, apenas experienciamos dessa maneira, o passado, presente e futuro são uma coisa só, e muitas vezes algumas pessoas pensam prever algumas coisas, e elas podem estar certas, mas não temos como provar isso hoje em dia.

Mas imagine o seguinte, se o tempo não é linear e nossas ações podem mudar o futuro porque não pensar que tudo vai dar certo?

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Documentário: Going Clear Scientology (Netflix) e a série The PATH

Esse com certeza é o melhor documentário e mais completo sobre o assunto.

A BBC tentou fazer  uns anos atrás, mas foi totalmente anulada pelo o trabalho sabotador da Cientologia, o que é citado nesse documentário também.

Um Resumo curto da história é, mas vale e muito a pena ver o doc:

1- Escritor de ficção científica está pobre e deseja criar uma religião para ficar rico

2- consegue criar uma ciência baseada em abobrinha e seu livro vende muito

3- depois de algum tempo ele cria a religião e seu sistema de hierarquia, as pessoas doam tudo para entrar, e tudo parece muito terapeutico

4- ele fica imensamente rico, mas as pessoas ficam presas no sistema praticamente perfeito que ele criou, ninguém fala com ninguém fora da bolha

5- seu sucessor leva a religião para outro nível

 

 

o Sucessor

Na Série The Path, que tem como personagens principais o cara que fez o Parceiro do Mr. White em Breaking bad, conta a história sobre essa religião que é muitíssima parecida com a Cientologia e como acontece os movimentos sociais lá dentro.

Como os adolescentem se sentem tendo que ignorar os não puros, como eles tratam de sentimentos negativos lá dentro com meditação e terapia, como resolvem seus problemas em casa.

Tudo tem um lado muito bom, mas o ritual e as regras são péssimas, mas servem para prender a pessoa que acha que achou a resposta certa alí.

Indico primeiro ver o documentário e depois a série para ter uma noção mais aprofundada e sacar as referências também.

Documentário: DEEP WEB (Netflix)

 

Esse documentário conta uma história muito recente do que a internet pode ser no futuro.

Uma pessoa, ou mais de uma, criaram o site na Deep Web chamado Silk Road, um site para venda de drogas de todos os tipos, apenas drogas, e o gorverno dos EUA não ficaram nada contente com isso.

Todas as agências de seguranças foram acionadas para achar os responsáveis, mas na Deep Web você usa o programa Tor para navegar e ele é impossível de se rastrear, e aí fica a pergunta de um milhão de dólares, como o FBI conseguiu rastrear o servidor aonde estava  o site?

O filme só achei no Netflix, infelizmente, mas traz muitas questões importantes sobre como nossas vidas poderias ser de uma nova perspectiva, como por exemplo:

  1. - A guerra contra as drogas não tem como objetivo acabar com a venda de drogas, e sim criar um sistema onde várias áreas lucrem ao mesmo, desde o produtor das drogas até a policia, investigadores, cadeias, juizes, cria-se um movimento do dinheiro, onde há necessidade de melhorias é algo constante. A melhor prova disso aqui no Brasil é ver o helicóptero com pasta base de cocaína do senador que foi apreendido há pouco tempo, e nada foi feito contra ele, apesar de ele ser claramente o FABRICANTE de COCAÍNA e senador.
  2. - O governo deve estar consciente de tudo que se passa na sociedade? Isso é algo tão comum em nossas vidas que nem questionamos, mas realmente não seria poder demais para o governo? Quais são os interesses do governo, eles combinam com a sociedade? Pelo visto não.
  3. - Até onde uma investigação pode quebrar leis para capturar um fora-da-lei? As agências de segurança podem ser hipócritas nesse sentido? Não temos mais a proteção da privacidade?

Na Deep Web acontece muita coisa ruim, mas acontece muita coisa útil também, como é descrito no documentário a Deep Web serve para trazer segurança para informações sigilosas de empresas e bancos.

Ross Ulbricht, um dos Dread Pirate Roberts (nome inspirado em um personagem das telinhas que passava seu nome para o sucessor), era um pessoa idealista, falava sobre liberdade da informação e controle de nossas vidas não pelo governo, mas para nós mesmo, e por causa disso eu acredito que tudo isso foi armado de forma ilegal e injusta principalmente para prender perpetuamente Ross.

Felizmente nesse caso vários outros sites foram criados, e citando uma frase do filme: “Os ratos vão vencer, mas quando eles vencerem os gatos já estarão bem satisfeitos”

E isso é verdade, o governo não quer perder as rédeas da sociedade, e a deep web mostra um real potencial de se criar um sociedade a parte.

DICA: Vejam também o Documentário Making a Murderer da Netflix que também fala sobre casos injustos, e o Anime Ghost in the Shell que dá uma amostra do que a deep web pode ser no futuro.

 

 

Google vai gastar 1 bilhão de dólares em satélites para espalhar wi-fi pelo planeta inteiro, e com isso poderá realizar o sonho de Nikola Tesla

 

O Wall Street Journal divulgou que o Google planeja gastar mais de 1 bilhão de dólares numa frota de satélites que serão usados para fornecer serviço de internet em partes do mundo que ainda não estão totalmente conectadas.

De acordo com “pessoas próximas ao projeto”, o Google usará 180 “pequenos satélites de alta capacidade” que orbitarão em torno da Terra em baixa altitude. A equipe responsável será liderada por Greg Wyler, que criou a startup O3b Networks Ltda., e o Google está contratando engenheiros de empresas que trabalham com satélites, como a Space Systems/Loral LCC, afirma o jornal.

Se a reportagem estiver correta, Wyler está liderando um time que tem “entre 10 e 20 pessoas” e tem se reportado diretamente a Larry Page. O objetivo do projeto é oferecer internet para áreas do planeta que tem pouca ou nenhuma conexão e custará entre 1 e 3 bilhões de dólares, a depender de como ele caminhar e do tamanho final das redes. O jornal também afirma que numa fase posterior, “o número de satélites poderá dobrar”.

Fora esses detalhes técnicos, ainda há poucas informações sobre o projeto, mas vamos nos lembrar de que esse não é o único projeto do Google que fará com que a internet venha do céu: a gigante da internet também está fazendo testes com balões com sinal de rede e, além disso,comprou uma empresa de drones com o objetivo de cobrir o planeta com sinal de Wi-Fi.

Embora as primeiras tentativas de espalhar a internet via satélite pelo mundo não tenham tido sucesso, é bom pontuar que o maior problema era a escalada de custos. Mas agora o Google está trabalhando em três projetos de alto nível que usam aparelhos aéreos para conectar o mundo e o preço claramente não é um problema para a companhia de Larry Page.

Por quê? Bom, além do óbvio — o Google é podre de rico —, disponibilizar internet para locais que ainda não são conectados pode contribuir para abrir uma vastidão de novos mercados e o Google claramente quer que seus produtos e serviços sejam a primeira opção para todas as pessoas do mundo. Todas mesmo. [Wall Street Journal]

Uma outra questão é saber se até lá o Google irá transmitir Wi-Fi ou Li-Fi, que é uma espécie de Wi-Fi mas  é 100 vezes mais rápida.

E outra coisa que pouca coisa sabe também é que hoje em dia já é possível extrair energia via wi-fi, pois ela está sempre no ar indenpendente de você estar usando ou não, e tudo isso pode ser convertido em eletricidade através de um aparelho, isso implicaria no Sonho de Nikola Tesla sendo realizado finalmente.

Uma vida sem jornada é uma vida sem conquista

Porque quem tem muito geralmente só quer saber de posses e prazeres?

Pra responder essa pergunta temos que perceber que todos temos conquistas e sonhos na vida, muitos deles nunca conseguiremos alcançar ou demorarão muito tempo.

E isso não quer dizer que seja algo ruim.

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Como funciona a reencarnação?

Muitas religiões falam da evolução espiritual: de que voltaremos a viver novas vidas, com corpos diferentes, sexo diferente e até orientação sexual diferente. Algumas falam que já vivemos como animais – outras até falam que a forma mais pura do ser é finalmente encarnar um animal.

Mas como escolher quem você vai ser na próxima vida? Como funciona a dinâmica complexa do voltar a viver num mundo totalmente diferente? Se o propósito é a evolução da nossa consciência, como sabermos que vida viver?

No espiritismo é explicado que planejamos nossa vida futura com outros seres divinos, mas como saber em que família nascer, que experiências teremos para evoluir e qual a melhor estratégia de eventos em nossa vida fará com que haja desafios não tão fáceis assim a ser conquistados em prol da evolução pessoal?

No outro mundo (céu), o espiritual – ou na outra dimensão, como alguns costumam dizer – teria que ter uma espécie de computador que praticamente tocasse o tecido do universo. Seus circuitos seriam o próprio mundo ou tudo seria feito a partir da própria consciência em contato com o todo, pois nenhuma máquina conseguiria calcular tantas coisas a não ser que ela   

Saberíamos dizer que tipo de família nos daria amor – ou traumas. Que tipo de família nos incentivaria ou, simplesmente, que tipo de família nos esqueceria.

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Documentário: Eu Maior – Higher Self

 

“Todos mundo quer renascer, mas ninguém quer morrer”

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