Quem vê economia antes da vida não precisa pegar o vírus, pois já está morto por dentro


A civilização se encontra em um frágil equilíbrio, abalado por uma doença até então sem cura e  ela nos tem causado muito sofrimento .

Na crise o verdadeiro homem/mulher se revela, vemos pessoas que éramos totalmente contra apoiando atitudes que valorizassem a vida, afinal, entre escolher um saco de dinheiro e salvar alguém quantas pessoas irão pensar duas vezes? E que tipo de pessoa escolhe o dinheiro?

Há uma corrida para salvar as empresas, mas não há pressa para salvar as pessoas.

É “efeito colateral” como muitos boçais falam, só morrem os doentes, como se a doença viesse pro bem, uma eugenia natural para deixar a raça mais forte.

Quanta maldade baboseira.

Se o governo não possibilita dignidade em vida, que pelo menos não deixe morrer quem jura proteger.

E podemos observar hoje em dia nas pessoas ao nosso redor e nas lideranças do país quem falhou como ser humano, em ser um ser social, quem entende o lugar do outro e tem preocupação genuína pelo grupo.

No livro “Artimanhas da Exclusão”  Heller  fala sobre dor e sofrimento, dor é próprio da vida, um aspecto inevitável, enquanto sofrimento é a dor mediada pelas injustiças sociais, o que vemos com frequência no Brasil, país que a desigualdade social só bate recorde a cada ano.

Em outra parte do livro ele comenta que a Exclusão perde a sua ingenuidade e vira estratégia (necro política), algo intencional, um projeto de exclusão de pessoas, a criação de verdadeiras castas com plano de ser perpetuado, e fica muito claro quem no poder tem esse plano, basta ver quem apoia Ciência, quem apoia faculdades/pesquisas, professores, profissionais da saúde e, do outro lado, quem é concorda com Olavo de Carvalho e outras pessoas pequenas, um grupo venenoso de pessoas no Brasil, além de serem totalmente descolados da realidade assim como seus seguidores incentiva o movimento anti-ciência.

Já é difícil um país passar pelo isolamento social, deixar de ganhar dinheiro, angústias novas aparecem e as antigas se potencializam, e ainda há esse grupo de pessoas que desvaloriza a vida, a ciência, e o sofrimento, querendo deixar o povo a própria sorte. Um governo apenas para quem concorda com ele, o resto pode apodrecer em casa em seu próprio isolamento.


Bolsonaro
deve sim ser interditado, se não preso, um discurso violento e ilusório desse não pode guiar um país, já vemos o que essa visão causou em seus filhos, e o que a falta de terapia fez com eles.

E o isolamento dói, há uma pressão social em fazer coisas, mas não precisa ser assim, você deve fazer precisamente o que pode, o que está disposto, e o que tem energia/interesse em fazer.

O ser humano usava o exílio como ferramenta substituta da condenação a morte, pois não é possível ser alguém sozinho, sem grupo, mas pelo contrário, ao se afastar do ruído você consegue se ouvir, e talvez nesse momento iremos repensar nossas relações de amizade, família, nossas relações com o consumo, e o jeito que encontrarmos amigos, que agora não estamos atrelados ao mercado para nos relacionar, podemos sim viver vida com mais qualidade e menos necessidade de gastar.

E não quero dizer que a economia não é importante, afinal, a escrita nasceu por causa dos comerciantes, devemos muito a ela e é parte essencial da nossa civilização, porém, antes a vida do que a economia, hoje podemos escolher assim, antigamente não, como fala Confúcio 500 anos antes de Cristo: Se tivesse que escolher entre educação e comida, ele sempre escolheria a educação, pois pessoas morrem todos os dias de fome, mas a educação evitará que mais pessoas morram.

Hoje em dia escolhemos entre a vida e a economia, mas a economia não vai morrer, mas tomará um golpe assim como a vida está tomando consequentemente desde o início da nossa civilização.

Podemos reviver a economia, mas não as vidas que perderemos.

 

Por que você quer sempre estar certo?

 

Entramos em debates todos os dias, alguns mais difíceis e outros mais fáceis, alguns de uma posição nada vantajosa, outras de uma posição de poder, com pessoas amadas e colegas que não gostamos muito ou que nos odeiam.

Supostamente a prática leva a perfeição, mas por termos humores constantes e geralmente escolhermos as mesmas saídas sempre não conseguimos melhorar nessa arte.

A arte de estar certo.

É uma faca de dois gumes, apesar de ser ótimo estar certo e sentir aquela sensação de vitória intelectual, ninguém gosta de quem está certo o tempo todo, ainda mais se você piora o processo de declarar que teve uma ideia melhor.

Todos podemos estar certos um dia, tomara que sejam muitos dias, mas esmagar o concorrente por isso demonstra falha de caráter e necessidade de engrandecimento, essa declaração pode trazer medo ao ambiente, ninguém vai querer debater com você.

E as pessoas gostam de estar certas, então se você se encontrar em grupos em que sempre está certo talvez essas pessoas não se sintam tão bem ao seu lado. Poderiam se sentir melhor, em uma democracia da certitude e não em uma ditadura.

Não me interprete errado, você deve pensar e agir certo, mas no processo tente preservar a dignidade das outras partes, isso demonstra empatia e que você constrói algo junto e não sozinho, sinais ótimos para um ambiente saudável.

Somos programados para estar certos, ou pelo menos pensar que estamos, seja por causa social, pois demonstra um valor de análise e liderança, até porque ninguém quer seguir alguém está está certo apenas metade das vezes, e outro motivo para demonstrarmos estar certos é por causa que o líder, ou a pessoas que tem mais costume de acertar é bem visto, e ganha vantagens com isso.

Estar certo se conectar com sobrevivência, errar não muito tempo atrás era igual a morrer.

O felino caçado mais eficiente do mundo é menor que o gato normal e só acerta 60% das vezes. Imagine animais que precisam atacar 10 vezes para acertar uma vez, ou mais ainda, o acerto garante a perpetuação da espécie.

Tente acertar com empatia e não sangue nos olhos.

Perceba os sutis posicionamentos que você e as outras pessoas tomam e com isso seja uma pessoa querida e confiável ao mesmo tempo.

Pesadelo na Cozinha e o comportamento humano

Depois de ter assistido esse programa que ficou famoso com o meme do congelador eu vi algo não tão óbvio sobre o Jacquim.

Para quem não sabe o programa se trata de restaurantes que estão indo muito ruim, ou querem aumentar seus lucros, e para melhorarem eles chamam o cozinheiro francês Jacquim para resolver a situação.

Ele acaba identificando erros de gestão de cardápio, conservação de alimentos, cozinha mal preparada, e o que eu gostaria de falar aqui nesse post, a gestão de pessoas.

O restaurante geralmente é um grande investimento, um sonho, algo que virou concreto do desejo de uma ou mais pessoas, as vezes uma família inteira, e isso gera stress, o empreendedor brasileiro abre o negócio para depois aprender sobre ele e isso acaba criando uma pressão sobre si, e sem ferramentas para gerir seu negócio com qualidade acaba virando o tema central de suas vidas, ou melhor, acaba virando o sofrimento central de suas vidas.

No programa Pesadelo na Cozinha é possível observar que as pessoas que trabalham em um restaurante passam muito tempo junto, dependem muito um do outro, e se essa pessoa não satisfaz as necessidades dos outros atritos são criados e qualidade do restaurante cai.

E como todo ser social atritos não vem só de um lugar, a vida não é separada em rounds, as vezes recebemos 3 golpes diferentes de 3 lugares diferentes em tempos muito próximos.

Empreender é um grande sonho, mas não é só sonho, como o nome fala, tem muito pesadelo até chegar no sonho e esse momento em que os funcionários ou o dono do restaurante sente essas pressões ele vai deixando de ser ele, vai criando um novo eu, ou melhor, descobrindo um novo eu, um eu no meio de pressões, um animal que se sente ameaçado.

E todo animal ameaçado é arisco, não é empático, todos podem ser inimigos.

Vou citar alguns Episódios como exemplo.

Há um cozinheiro muito arrogante em uma hamburgueria, ele culpa os equipamentos com razão, a dona do restaurante é passiva, e ele tem 2 filhos novinhos, veio para São Paulo realizar seu grande sonho de virar chefe, mas não vê seus filhos por causa disso, e por estar em um restaurante que não satisfaz suas expectativas + o fato de ter que pagar contas + cuidar dos filhos+ ver seu sonho se diluindo + sua ligeira autoimagem alterada para melhor, como se já fosse um ótimo chef, isso tudo junto fez com que ele fosse o respondão, o autoritário, entrega coisa ruim porque o restaurante não o possibilita para tal. Uma vez entendida essa dinâmica e resolvida a parte técnica ele amoleceu e mostrou o seu verdadeiro eu, um eu sem pressões externas que o incomodasse, um ser dócil . Parece mágica.

Outro Episódio interessante é no Bar com temática de esporte, o dono gastou dono o dinheiro em algo que não ficou satisfeito, perdia dinheiro e não tinha economias, tratava todos bem mal, faltava com respeito com os funcionários, e ao ser perguntado o porquê dele ser tão assim, ele fala que perdeu a sobrinha no prédio que caiu no Rio de Janeiro esse ano de 2019. Além da falência anunciada de seu restaurante ele levou um golpe muito forte de onde não esperava, a perda de uma criança/parente querida, isso abalada qualquer um. E o chef francês o fez valorizar a família de novo e procurar momentos felizes com ela, o que mudou sua perspectiva, e de novo, temos um homem dócil aparecendo.

Jacquim em seu programa não só renova restaurantes, mas faz uma terapia intensa ali com seus participantes, mudando a vida deles com empatia e autoridade, que muitos deles precisam, para encontrar um estado de humildade em que possam esvaziar seus copos para preencher de novo com conhecimento e vontade.

Precisamos entender o que nos pressiona, anote em um papel, e se pergunte: Você está você mesmo? Você é quem você acha que deveria ser ou que já foi?

O que impede você disso?

Crie um plano e volte a ser sua totalidade, as pessoas ao seu redor agradecerão, e o seu eu futuro também.

O poder da coincidência

O ser humano deu significado a tudo que não entendia, sua compreensão do mundo era baseado nas lacunas que sua imaginação teve que preencher.

A estações, colheitas, eventos astronômicos, morte, vida e todas as grandes questões foram pensadas por nossos antepassados que ainda não tinham as respostas, e ainda não temos, para muitas dessas questões.

O universo é feito das consequências de eventos passados, esses eventos se iniciaram no Big Bang ou ainda antes disso, tudo de forma lento e buscando um equilíbrio.

Nas vidas humanas temos diferentes acontecimentos que buscamos significado neles, como se eles tivessem sido programados por alguém,  como no espiritismo ou na ideia de karma, a ideia de presságio ou de eventos que irão nos guiar está na nossa história há muito tempo, e esse entendimento da dinâmica do universo cria um outro entendimento: O de que as coisas acontecem para gente, ou que não acontecem para gente.

E essa visão vai inspirar nossas ações, como por exemplo, alguém que nasceu em família rica, não vai entender ou vai ter grande dificuldade de entender as peculiaridades de alguém que nasceu numa família pobre, as questões de racismo e etc.

Uma pessoa que passou nas 3 entrevistas de emprego que fez pode acreditar que é fácil arranjar emprego, e que não entende o desemprego a não ser por existir pessoas preguiçosas.

Um discurso violento que causa falta de empatia e consciência de classe, por apenas ter dado significado a alguns eventos de sua vida.

Outras pessoas acreditam em um Deus por ter acontecido algo específico em suas vidas que fosse raro ou difícil de acontecer, como ser curado de uma doença.

Antigamente o nascer do sol tinha um motivo divino, para os romanos era Apolo andando com a sua carruagem  e isso determinou a visão de milhões de pessoas sobre como entendiam o mundo.

Passamos como damos significado para as pessoas ao nosso redor, e isso irá determinar como elas agem no mundo, e como tratam o próximo.

Ainda não há na humanidade uma linha de como entender o universo, a ciência vem perdendo força com governos de extrema direita e isso afasta para o realmente entendimento da realidade.

O dever da morte e dos que ficaram

O que se deve fazer?

A morte para muitos é um tema distante, ficcional até, só existe nas telas e nas notícias, mas quando ela se torna presente na maioria das vezes é instantâneo, e apesar de ser meteórico ele não faz barulho, muito pelo contrário, sua presença traz o silêncio.

Após a ausência de som, assim como a calmaria antes da tempestade, vem o caos, a falta de ordem, um choro e sofrimento que nos pega além da forma racional, é um som que nos alerta, desorganizado, fora do tom, o som do muito, do demasiado, uma represa abrindo as comportas de tanto sofrimento que esse momento acumulou e tudo o que a ausência do ente representa.

E como disse, a ausência nos desconcerta, cria um vácuo, e ninguém sabe como preencher, pouca gente sentiu a gravidade forte desse buraco negro, não se sabe o que há lá, e nada o escapa.

A morte é assim.

E para ela não há remédio, pelo menos até agora, apesar de procurarmos ele desde que adquirimos consciência.

Mas há remédio para o buraco negro, não que seja possível evitá-lo, mas com certeza é possível evitar mais sofrimento criado por ele.

A morte é algo que é sentido de várias formas, e todas diferentes, envolve relações, tempo e significado.

Mas quando ela acontece é preciso estar lá, por você, pelo outro, não é preciso dizer nada, até porque ninguém está escutando direito, é preciso estar presente, apesar de sua inconveniência, pois ela não escolhe hora para acontecer, não esperava as você terminar a jornada de trabalho.

A morte não avisa, ela é como uma visita indesejada, mas que nunca mais vai embora, deixa seu rastro, e quem sofre vai determinar se esse rastro vai fazer doer mais que o necessário, pois não existe morte não doída, existe morte não sentida agora, mas sua presença será percebida.

E a presença de amigos traz um conforto, não para o morto, é claro, mas para quem sofre, quem se importa, quem está perto do evento do horizonte desse buraco negro, e isso, é importante, você direciona os olhos dessas pessoas para todo o universo, as estrelas que o falecido tocou, em vez do abismo que uma ausência criou.

Hipnotizante escuridão.

Por isso fale tudo que precisar, não há tempo como o agora para expressar o que é preciso.

Não pude confortar do jeito que gostaria algumas ausências da minha vida, mas talvez seja assim para todos, mesmo pensando estar fazendo o bem, não temos a perspectiva de quem mais sente a escuridão.

Ter uma boa vida com a pessoa nos garante uma tranquilidade, uma sensação de existência completa, e de que fizemos tudo o que era necessário, o que podia ser feito.

Garante uma recuperação rápida também, e a lembrança de bons momentos em vez de arrependimentos.

A morte não é culpa de ninguém, não há justiça divina e nem porquê dela acontecer.

Tudo é passageiro na vida até ela própria.

Damos significado a esse sopro e a sua inexistência, assim nos impulsionamos , e como o vento não tem controle de onde vai apenas aceita seu movimento e perpetua a ideia de que tudo continua e vai continuar apesar de tudo.

A ideia de inexistência surgiu e é dever dos que ficam relembrar que existe um grupo em que os que sofrem fazem parte e o que deixou de existir deixou sua marca, ela ainda vive e é nosso dever continuar o movimento que um dia ela criou.

O covarde só se revela quando exigido coragem

Esse texto é sobre todos os seres vivos que sentem medo.

Por vivermos em uma sociedade estável muitas vezes não sentimos o medo como ele é de verdade. Estamos acostumados a aquele medo tímido sempre presente, que questiona nosso futuro e nossas decisões, nada entre a vida e a morte, esse medo, inunda o nosso corpo de stress, nos tensiona para o abate como última forma de defesa. Claro, existem também condições psicológicas que simulam tamanho stress.

O medo é uma sensação biológica, evolutiva, tem sua função de avisar o corpo do perigo eminente e assim perpetuar nossos genes, que no final das contas é o objetivo da nossa existência biologicamente falando.

E muitas pessoas tem um grande desejo de sobrevivência dentro de si, claro, existe um elemento social também que pode potencializar o medo.

A falta de medo pode nos colocar em situações frágeis,  e delicadas, o medo nos alerta pelo o que está por vir, e isso é ótimo para nos sairmos bem de qualquer situação.

O medo na natureza serve como defesa, animais fingem de mortos, porcos espinhos se fecham, assim como as tartarugas e se protegem, gatos acionam um reflexo tão grande que pulam de forma desajeitada apenas para sair do mesmo local que estavam e assim continuar a jornada de sobrevivência.

Um dos personagens mais medrosos que apareceu nesses últimos anos é Arthurito, de La Casa de Papel, uma pessoa que abusa de seu poder, e visa apenas proteger o seu lado, essa atitude covarde visa garantir a sua sobrevivência e assim perpetuar seus genes futuramente. Pensa em abandonar a todos para sobreviver sozinho, e são inúmeras as vezes que isso teve sucesso no curso da história Humana.

Vamos dizer que é uma estratégia válida para sobreviver, não que eu concorde, ou que eu incentive, mas ela tem sua chance de dar certo caso todos estejam condenados.

Por isso a coragem é algo incrível, pois quando se tem coragem se tem medo, mas há movimento e impulso apesar do medo estar ali, o medo não o paralisa.

E estamos em constante medo, são tantas as pressões em nossas vidas, para dar certo na carreira, nos romances, nos projetos pessoais, família, autoestima e por aí vai.

Estamos sobrecarregados de medos.

Bene Brown, uma psicóloga que estuda a coragem e vulnerabilidade (tem vídeo no netflix) fala muito bem sobre como é preciso se deixar vulnerável para ter coragem, vocês acaba se expondo, não é atoa que em assaltos eles falam:  – Não banque o herói.

O herói fica sempre em perigo, quem tem coragem se expõe pelo bem dos outros, ele tem outra lógica, não é a mesma que a do covarde que pensa apenas em perpetuar seus genes, ficar vivo, ele pensa no grupo, sua preocupação está no meio social, nas pessoas que quer proteger.

Temos umas palavra até para o herói que morre nesse ato de coragem, o mártir.

Resta saber que tipo de pessoa você é, ou que tipo de pessoa você pretende ser.

Não há vergonha em ser covarde, é uma resposta natural do corpo, ter medo.

Mas, como o título desse post diz, é preciso o momento exato em que vai ser exigido que tipo de pessoa você é de verdade.

Não quer dizer que você não possa mudar.

Por que ir em eventos motivacionais?

Todo mundo quer dar uma guinada na vida, esperamos o momento certo que muitas vezes demora demais para chegar e acabamos nos desanimando com a vida, com as oportunidades, e aí surge um amigo seu que indica um evento motivacional, com mestres do coach, programação neurolingüística ou hipnose, todos tendo o seu foco específico para se destacar no mercado, e você aceita ir, afinal, o que pode piorar?

Mas realmente funciona?

Primeiro devemos entender o seu público.

As pessoas que buscam um evento ou curso desse gênero pelo o que pude observar em um ano é: pessoas depressivas ou frustradas com a vida, adultos acima dos 35 anos já bem de vida e carreira que tem um pé de meia bom para mudar de carreira e dar “propósito” em sua vida,  porém muitas vezes falham, pois gastaram anos da vida trabalhando e deixaram de ter experiências, são muitas vezes imaturos emocionalmente e não possuem bagagem cultural. Outro grupo é o de psicólogos que querem se reinventar usando técnicas não cientificamente comprovadas para se atualizarem. Existe também o grupo de pastores, pois esses líderes religiosos descobrem que os pastores famosos usam sugestão e oratória para terem mais sucesso e consequentemente ganharem mais.

E claro, há o falidos financeiramente também.

É um grupo variado, e posso dizer que buscam mudança, pois muitos estão fragilizados e querem o pulo do gato.

Pode parecer unilateral essa observação, mas foi exatamente isso que encontrei.

Lembra daquela frase do Arquivo X?

– Eu quero acreditar.

E essa frase é uma constante nesse universo, as pessoas na maioria das vezes não se questionam sobre a veracidade das técnicas, muitos já chegam idolatrando o professor, que muitas vezes sabe menos que o aluno.

E apesar disso devemos nos perguntar, funciona mesmo?

E tenho que dizer, sim e não.

Muitas vezes são operados “milagres” no palco, igual um culto evangélico mesmo, a pessoa acredita que foi curada, há uma comoção real, as pessoas sentem a mudança, o calor, igual evangélicos sentem o espírito santo.

O artifício áudio visual é usado a todo instante visando manipular a percepção do público, muitas vezes de forma efetiva, eles acham que descobriram uma mina de ouro, muitas vezes literalmente, pois realmente acham que vão ganhar dinheiro com isso.

E é nisso que os “profissionais” se apoiam, essa sensação de milagre, de mudança passa com o tempo e a pessoa sente um vazio, ou, muitas vezes , prevendo uma necessidade futura de mais sensações de mudanças eles caem no chamado Funil, a venda no final do evento de um curso muito caro.

A pessoa fragilizada está disposta a qualquer coisa para melhorar, para sentir-se viva de novo.

E ela vai comprar cada vez mais cursos, achando que assim se motivará, ou que mudará o rumo de sua vida, ou resolverá algum problema.

Confesso que existe uma porcentagem que sim, começa um nova fase da sua vida, a pessoa só precisava mudar seu humor, mentalidade para mudar sua rotina, e seu hábitos .

Mas a maioria das vezes se vende uma caixa vazia, e a pessoa compra outra caixa esperando ter algo, assim como na igreja evangélica acontece com as campanhas de fé.

Eu, eticamente não posso indicar a alguém ir em um evento desse, não acho que de longe é a melhor solução para a pessoa aflita, até porque o conhecimento dessas pessoas muitas vezes é muito raso, o que pode ser perigoso e se tornam vítima de um sistema de sequestro emocional que vai custar muito dinheiro a elas.

Eu já vi acontecer muita coisa ruim, e as próprias pessoas negam que aconteceu por vergonha ou pressão social.

Mas já vi coisas boas também, pude trabalhar com essas coisas boas algumas vezes, mas são raras, são mais emocionais. O problema delas como disse é que no evento você se sente no alto, voando, mas não há estrutura para te deixar lá, você acaba caindo de novo muitas vezes.

O melhor caminho para mudança é traçar um plano, mudar hábitos, procurar um terapeuta, e hackear o seu corpo com meditação, relaxamento, atividades físicas,

Tenha muito cuidado com gente que vende fórmula mágica.

Ela, infelizmente, não existe.

Uma nova visão de homem pode salvar o mundo.

Nossa sociedade cria pessoas para ficarem doentes, acho que isso todo mundo já está a par, mas por quê?

Se você não está agora, provavelmente já esteve ou vai ficar estatisticamente falando.

É muito difícil atingir um equilíbrio em nossas vidas, há muito o que  fazer, muita coisa pra pagar e pouco tempo para recuperar as energias.

São desejos implantados em nós toda nossa vida, vontades/necessidades essas que não buscam uma vida equilibrada, não pensaram nisso na sua criação, o que acontece é uma busca incansável por algo que muitas vezes não existe, ou é simplesmente impossível.

Na primeira palestra do curso de psicologia que participei um dos palestrantes mencionou estudar a psicologia positiva, que seria uma nova, mas na verdade esquecida visão do homem, ou melhor, de seu entendimento, ele focaria apenas em melhorar o indivíduo e não tratar a doença em si.

Depois de um tempo comecei a pensar que tipo de visão de homem deixaria a humanidade equilibrada, existem armadilhas que são óbvias para muitos, como por exemplo a busca do príncipe encantado, o corpo perfeito, uma vida materialista, mas mesmo assim, talvez pela falta de julgamento ou senso crítico, quase nunca trabalhada nas crianças, ainda temos uma grande porção da população que acredita nesse, vamos dizer assim, conto de fadas, nesse plano belo, porém irreal.

Na psicologia é chamado de Shouldism ou deverismo quando acreditamos no que deveríamos acreditar e não no que de fato nos satisfaz.

Acreditamos em muitas ilusões e muitas delas nos satisfazem por um tempo, mas a falta de enfrentamento e atrito com essas realidades nos causa angústia.

Vivemos em um mundo que nos adoece, que demanda tempo demais, esforço demais, e nos deixa em alerta o tempo inteiro, criando poucas oportunidades para sermos nós mesmos, de tirar todo o peso que colocam em nós e os que deixamos colocar também, até acrescentamos nós mesmos.

É peso demais.

 

Autoconhecimento é algo fundamental na vida de qualquer um, mas para isso é preciso pausar, desacelerar, olhar para dentro, mas hoje em dia trabalhamos mais para ganhar o mesmo que nossos pais, tudo ficou mais caro, principalmente no Brasil, e o custo da sobrevivência aumentou.

Quando se está encurralado você não pensar em resolver suas questões, há muitas preocupações, e o ciclo continua, e todos deixam a saúde mental de lado, o autoconhecimento e a satisfação de ser quem você gostaria de ser é deixado de lado e gradativamente esquecido.

Para o ser humano do futuro nascer, ou melhor, ser projetado, seria preciso criar uma sociedade, uma cultura em que a necessidade de se preocupar com a sobrevivência fosse vencida, e a partir daí outras questões e desafios entrariam na vida dessa pessoa, veja você, como é diferente a vida dos europeus e outros países de primeiro mundo, as prioridades são totalmente outras.

Viés otimista é o nome dado para quando imaginamos algo, um mundo, um homem, e tentamos construir essa ideia que não é realidade ainda e essa qualidade é encontrada em todos os líderes.

Essa mudança já começou, mas vai demorar bastante até alcançar metade da população, ela deve ser projeto, assim como os acordos ambientais, a humanidade deveria se juntar para criar o ser humano do futuro também, espalhando conhecimento e fórmulas que dão certo.

Talvez com a colonização de Marte e a Lua enxergaremos a noção de planeta, de raça humana, de que não dá pra colonizar Marte do jeito que fizemos na Terra. Temos que ser o melhor de nós lá e em tantas outros lugares que a humanidade ainda irá explorar.

Qual será a economia em Marte?

Na próxima década já está marcado que iremos para Marte, colonizar o planeta vermelha nomeado com o nome do Deus da Guerra, centenas ou milhares de pessoas irão ter o trabalho árduo de lentamente terraformar o planeta, podendo ficar apenas alguns anos por causa da radiação e gravidade muito menor que a Terra.

E como Philip k. Dick prevê em seus livros, e eu concordo, haverá de alguma maneira contrabando, ou, no melhor dos casos, apenas comércio, mesmo que as pessoas tenham tudo nas mãos, como é na estação internacional, mas com tantas pessoas acredito que haverá desejo por coisas, seja para passar tempo ou para gerar prazer/interesse.

E como precisarão disso num mundo de tédio e atividade repetitivas.

Mas que tipo de economia será implantada mesmo que não oficial?

Será que começará com o escambo e a partir daí surgirá a necessidade de uma moeda marciana?

Talvez.

Ou será que criarão uma moeda desde o início e transportaremos o capitalismo para o lugar mais distante de sua origem?

Imagino que nenhuma dessas opções seja a ideal.

Muitos falam que no planeta Terra o melhor seria começar do Zero, alguns países mostraram que é possível uma grande revolução e ascensão de uma sociedade através de planejamento.

Mas começar do zero dá uma oportunidade jamais vista na humanidade.

Finalmente será possível como sociedade sem dinheiro? Se há um primeiro bom momento para isso será agora em alguns anos.

Mas talvez o investimento de países diferentes na colonização impeça esse sonho.

Afinal de contas, Marte precisará de uma constante e enorme necessidade de suprimentos que serão mandados pelos terráqueos.

Caso realmente aconteça como Marcianos e terráqueos se sentirão com essa grande diferença de estilo de vida?

Talvez um inicie a mudança no outro, estou sendo bem otimista aqui.

Não tem como dar previsões, mas com certeza seria incrível a humanidade dar esse passo nesse momento, não seria?

Comente abaixo o que acha que acontecerá ao colonizarmos Marte.

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