Inventaram uma torneira geradora de energia através do movimento da água

Duas coisas que são fundamentais para vida moderna – água e energia elétrica – ainda são artigos de luxo em algumas partes do mundo. Sabendo disso, o coreano Ryan Jongwood criou uma torneira que gera eletricidade com o movimento da água no encanamento. Dá pra acreditar?

Chamada de ES Pipe Waterwheel, o conceito é semelhante ao aproveitamento de energia cinética dos moinhos de água, por exemplo. A eletricidade fica armazenada em lâmpadas específicas e, quando estão carregadas, são utilizadas para iluminação ambiente.

ES Pipe Waterwheel foi finalista no Prêmio IDEA, uma das principais competições de design do planeta. Além de muitos benefícios, o sistema é fácil de usar e instalar no encanamento já existente. Assista ao vídeo ilustrativo, logo abaixo:

Fonte: http://engenhariae.com.br/

Não há só uma pessoa pra você no mundo

Todo mundo quer seguir o sonho infantil de achar a alma gêmea, mas será que existe realmente só uma cara metade por aí sua?

Acho que não.

Continue reading

Ajude alguém, mas não espere gratidão

Ajudar as pessoas é algo raro, não é atoa que honestidade vira notícia de jornal, realmente é algo difícil de se ver.

Todos nós sentimos tão injustiçados que sempre queremos nos beneficiar de alguma maneira. Precisamos recuperar o que a sociedade não nos dá, pensa o homem médio. A corrupção nasce do mesmo pensamento.

Quando se ajuda alguém se sai de uma série de movimento comportamentais automaticos. Você deixa de olhar pro umbigo e olha pro outro, para de desviar o olhar do morador de rua, se preocupa com quem não tem nada a te dar em troca.

Ajudar o próximo é um ato lindo de auto percepção e empatia. Saber entender o próximo, ou melhor, tentar entender o próximo é outra coisa raríssima no mundo.

Algumas pessoas conseguem se libertar da automaticidade e sentir a necessidade do outro, e não digo apenas de pessoas que passam fome ou não tem onde morar, esses casos devemos sempre dar atenção, pois essas pessoas batalham para ter o mínimo da sobrevivência.

Falo das ocasiões mais simples como dar uma dica de uma oportunidade ,  falar com um amigo que precisa, as vezes bastante apenas tomar uma cerveja com alguém.

Sair da zona de conforto exige mudança, e toda mudança na humanidade encontra atrito, e mesmo assim alguns de vocês ainda assim ajudaram  pensando: “vamos ver no que vai dar”.

E isso é uma grande vitória já, olha quantos níveis já passamos só para chegar aqui!

Agora é só deixar a inércia fazer seu trabalho.

Mas calma, e a pessoal que eu ajudei, não vai me agradecer?

Tenho que te dar as más notícias, mais uma: ela não vai te agradecer.

Sabe por quê?

Porque exigir ou esperar gratidão dos outros é a única e última coisa que vai destruir toda essa experiência.

Você pode ter acordado, pode ter ajudado, pode ter adquirido empatia, pode ter saído da bolha, mas a maioria das pessoas ainda não.

Lembre-se, você precisa entender os outros, como eles recebem as suas ações.

A pessoal que você ajudou não sabe do processo de ajudar os outros que falamos aqui provavelmente, não sabe da jornada e o quanto significa para você sair da zona de conforto e fazer algo que você acha que deveria ser feito por alguém.

Ela nem se questionou.

Então digo, deixa pra lá. Simples assim

Falo isso por experiência própria, não adianta se remoer não dá pra mudar as pessoas da noite pro dia.

Você deve fazer as coisas porque sentiu vontade e achava necessário, e pronto.

Falta de agradecimento vai tirar a sua tranquilidade se for isso que você espera.

Você chegou tão longe, não deixe a inatividade de alguém te fazer retroceder.

 

Conheça os 10 maiores Impérios da África

A África é o berço da humanidade. Foi lá que evoluiu o homem moderno, que depois se espalhou pelo globo.

Centenas de pequenos reinos surgiram ao longo da história do continente, com alguns eventualmente se transformando em impérios poderosos. Estas vastas civilizações africanas cheias de riqueza e cultura são pouco conhecidas para a maioria de nós. Está na hora de mudar isso:

10. Império de Axum

civilizacoes africanas antigas 10
Enquanto uma revolução cristã estava ocorrendo na Europa, um poderoso reino surgiu no continente africano. Na atual Etiópia, o Império de Axum se tornou um dos maiores mercados do nordeste da África, com grande força naval.

Axum dominou a costa do Mar Vermelho até o século VII. Além de influenciar outras superpotências na África, Europa e Ásia, este império criou o Ge’ez, única língua escrita com um conjunto de sinais utilizados para representar fonemas original da África.

O império tinha uma multidão de visitantes estrangeiros. Um escritor persa saudou Axum como “uma das quatro maiores potências do mundo”. Ainda assim, pouco se sabe sobre esta impressionante civilização africana.

9. Império do Benin

civilizacoes africanas antigas 9
No que é hoje a Nigéria, o Império do Benin começou quando o povo Edo cortou árvores na floresta tropical do Oeste Africano. Por volta de 1400, o pequeno povoado se desenvolveu em um poderoso reino.

Com um gosto incomum para bronze nos seus palácios deslumbrantes, Benin também utilizava cobre em suas obras de arte, estátuas e placas que descrevem cenas de batalha sangrentas. Quanto à negociação, Benin encontrou sua riqueza no comércio com reinos africanos do norte devido à sua localização próxima ao rio Níger. No extremo sul do império ficava o Oceano Atlântico, o que permitiu que seus navios trocassem mercadorias com outros povos, tais como pedras de coral, pimenta e pele de leopardo.

A civilização chegou ao fim quando os britânicos invadiram a região, tomaram os recursos de Benin e queimaram o império até o chão.

8. Império do Gana


Na Gana antiga, assentada sobre uma imensa mina de ouro, havia um reino tão rico que até mesmo seus cães usavam colares feitos de metal precioso.

Com planejamento estratégico, líderes poderosos e uma abundância de recursos naturais, o Império do Gana tinha grande influência. Negociava com europeus e norte-africanos, importando livros, tecidos e cavalos em troca de ouro e marfim. Comerciantes árabes muitas vezes passavam meses tentando chegar ao reino para fazer negócios.

Se alguém fosse acusado de violar a lei no Gana, essa pessoa era forçada a beber uma mistura acre de madeira e água. Se vomitasse a mistura, era considerada inocente. Caso contrário, era considerada culpada e punida pelo rei.

Apesar de impedir muitas invasões, o império eventualmente entrou em colapso em 1240. Isolado do comércio e enfraquecido por seus rivais, Gana foi absorvido pelo crescimento do Império do Mali.

7. Império do Mali


O Império do Mali foi uma grande civilização africana que prosperou entre os séculos 13 e 16. Fundado por um homem chamado Sundiata Keita (também conhecido como Rei Leão), o império estava localizado na região do atual Oeste Africano.

Enquanto o Rei Leão foi um governante impressionante, o império floresceu mais sob o comando de Mansa Musa, que detém o título de homem mais rico da história. Sua fortuna era estimada em gritantes US$ 400 bilhões, um montante que envergonha até Bill Gates.

Musa criou Timbuktu, a capital do Mali, e principal centro de educação e cultura da África, permitindo que estudiosos de todo o continente aprendessem ali.

Como Benin, Mali foi bem-sucedida no comércio devido à sua localização junto ao rio Níger. No entanto, foi saqueado por invasores do Marrocos em 1593. Isso enfraqueceu o império, e Mali logo deixou de ser uma entidade política importante.

6. Cultura Nok

civilizacoes africanas antigas 6
Os primeiros vestígios dessa misteriosa civilização foram descobertos em 1928 por um grupo de mineiros de estanho nigerianos. Conforme os arqueólogos descobriram fragmentos de cerâmica, pinturas e ferramentas, ficaram chocados ao perceber quão avançada esta cultura previamente desconhecida era.

Durante sua existência, de 900 aC até 200 dC, a cultura Nok criou um complexo sistema judicial séculos antes dos modernos serem inventados. Usando várias classes diferentes de tribunais, eles tratavam de assuntos como roubo, assassinato, adultério e disputas familiares.

O povo Nok também foi o primeiro fabricante de estátuas de terracota em tamanho real. Suas obras representavam pessoas com cabeças longas, olhos amendoados e lábios separados.

Os Nok também eram avançados no manuseio de metais, forjando pequenas facas, pontas de lança e braceletes.

No ano 200, a população diminuiu rapidamente, sem motivo aparente. Fome, dependência excessiva de recursos e mudanças climáticas foram propostas como explicações para seu desaparecimento.

5. Reino de Cuche


Relativamente desconhecido fora da África, o Reino de Cuche ficava localizado no atual Sudão. Esta civilização era muito semelhante ao Egito e governava como os faraós. Eles também mumificavam seus mortos, construíram pirâmides como cemitérios e adoravam vários deuses.

No entanto, havia várias diferenças importantes entre as duas culturas. Ferro havia se tornado um grande recurso para os cuches, enquanto os egípcios ainda estavam descobrindo as maravilhas deste metal. As mulheres também desempenhavam um papel muito maior na sociedade Cuche – rainhas muitas vezes sucediam os reis. Na verdade, uma das maiores pirâmides do reino foi construído para honrar uma governante mulher.

Cuche era famoso por seus arqueiros, muitas vezes representados nas obras de arte. Teoriza-se que o reino tenha enfraquecido após ser invadido pelo povo de Axum e, em seguida, tomado por uma nova sociedade chamada de Grupo-X ou cultura Ballana.

4. Império Songai


O Império Songai ocupava milhares de quilômetros em grande parte da África Ocidental. Com duração de quase 800 anos, foi considerado um dos maiores impérios do mundo nos séculos 15 a 16.

Tal como acontecia com outras civilizações africanas, Songai derivava a maior parte de sua riqueza a partir da negociação com outros povos, assegurada por seu exército de 200.000 pessoas posicionadas ao longo de suas províncias.

Milhares de culturas estavam sob seu controle, mantidas juntas pela burocracia de um governo centralizado. Uma nova moeda também foi criada, o que permitiu que as diversas culturas se misturassem e unissem.

O tamanho deste império foi sua queda, com o seu enorme território se provando muito difícil de controlar. Songai passou por uma guerra civil e, lá pelo final do século 16, o império outrora poderoso se fraturou em pequenos reinos.

3. Reino de Punt

civilizacoes africanas antigas 3
Provavelmente localizado na atual Somália, o Reino de Punt foi considerado a “Atlantis” da África. Ao contrário da maioria das civilizações africanas, as pessoas desta “terra dos deuses” eram descritas como tendo tez vermelha escura e cabelos longos, e seus cidadãos viviam em cabanas de junco suspensas sobre palafitas acima da água.

O comércio entre Egito e Punt era comum, incluindo a primeira troca documentada de flora, quando a rainha Hatshepsut negociou árvores durante sua famosa expedição a Punt. Vários tipos de produtos eram trocados com Punt, de incenso a marfim a anões.

Embora a localização exata de Punt ainda seja debatida, o reino foi descrito como sendo exuberante e verde. Marinheiros supostamente podiam alcançá-lo viajando através do Mar Vermelho ou navegando o Nilo em pequenos barcos à vela.

Muitas pessoas acreditam que Punt tinha uma enorme influência sobre a cultura egípcia, da literatura à religião. Apesar disso, alguns historiadores questionam se Punt sequer existiu.

2. Império Zulu

civilizacoes africanas antigas 2
A ascensão do Império Zulu não teria acontecido sem uma pulada de cerca. O início do reino foi estimulado por Shaka Zulu, filho ilegítimo do chefe Senzanganoka. Após ter evitado várias tentativas de assassinato e disputas familiares sangrentas, Shaka se tornou chefe dos Zulus.

Usando suas inovadoras táticas militares, Shaka deixou o império rico e famoso, além de torná-lo uma das civilizações africanas mais temidas durante o período colonial. Ele treinou seus guerreiros tão bem que acabou derrotando a invasão britânica.

Depois de um período de poder e violência, por volta de 1900, os Zulus foram absorvidos pela Colônia do Cabo. Hoje, partes do império formam o país moderno da África do Sul.

1. Civilização cartaginesa

civilizacoes africanas antigas 1
Um assentamento fenício, a antiga cidade-estado de Cartago ficava localizada na atual Tunísia e cobria boa parte do Mediterrâneo. Sua colocação estratégica e abundância de comércio permitiram que fosse bastante rica.

A civilização cartaginesa era extremamente qualificada na elaboração de móveis, almofadas e colchões, e suas camas eram um luxo caro. Em um ponto da história, seus rivais romanos tentaram copiar seus designs sem sucesso.

Cartago também criou um intrincado sistema governamental, escreveu uma constituição e possuía uma extensa biblioteca. Infelizmente, a maioria de sua literatura foi destruída ou dada de presente aos reis da Numídia. Apenas um livro ainda existe – um manual sobre a técnica agrícola, traduzida para o grego.

Eventualmente, Cartago foi queimada e saqueada pela expansão do Império Romano. No entanto, a cidade-estado deixou uma marca indelével como um império comercial rico e uma força poderosa na África. [Listverse]

O Capitalismo é uma religião e o Shopping é sua igreja

Tatiana Carlotti

reprodução

Os aspectos religiosos do neoliberalismo e o proselitismo na comunicação foram temas debatidos pelos professores da Universidade Metodista, Jung Mo Sung (Ciências da Religião) e Magali Cunha (Comunicação). Eles participaram do seminário “A Metafísica do Neoliberalismo e a Crise de Valores no Mundo”, promovido pelo Fórum 21, no último dia 2 de julho (sábado), no auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP).

O evento é o primeiro de uma série de debates voltada à discussão do neoliberalismo hoje. A escolha do tema, explica Anivaldo Padilha, presidente do Fórum 21, deve-se ao caráter sagrado atribuído ao mercado que congrega os atributos da “onipotência, onipresença e onisciência”. Uma espécie de “deus Mercado” que vem fracassando, sistematicamente, “em termos de justiça social e de igualdade entre os homens”.

Daí a pergunta: por que o capitalismo atrai tanto?

Segundo o professor Jung Mo Sung, a compreensão dos aspectos religiosos do capitalismo é fundamental para o entendimento não apenas de sua atração, mas também do que se passa hoje no Brasil. Mostrando, a partir de imagens, os ícones (Ferrari, bolsas Louis Vuitton), templos (shopping centers), igrejas (institutos von Mises) e mitos do neoliberalismo, Sung destrinchou a narrativa religiosa – e sedutora – por trás do discurso neoliberal.

 

“Antes, quando as pessoas se sentiam pecadoras ou impuras, elas iam à Igreja para recuperar a humanidade e a pureza. Hoje, quando se sentem tristes, elas vão ao shopping. Verdadeiras catedrais modernas”, apontou. Não é de se estranhar, portanto, a forte semelhança arquitetônica entre as catedrais e os shopping centers (confiram a imagem acima).

Os mitos do desenvolvimento

Ao longo das décadas de 1960 e 1970, a teoria econômica (da esquerda e da direita) foi embalada por dois mitos principais. Primeiro, a crença de que o “bom da vida era aumentar o poder de consumo”. Sung destacou que, frente a essa ideia, a modernidade promoveu uma inversão: o “bom da vida” passou a ser possível dentro da história (via consumo) e não mais restrito ao pós-morte”.

O segundo mito era que “o padrão de consumo dos países ricos poderia ser universalizado”, fortalecendo “a ideia de que todos os seres humanos têm direitos”. Sung também mencionou que a discordância entre os economistas marxistas e liberais capitalistas se deu aos caminhos para se atingir essa universalização: o mercado ou a planificação estatal.

O exemplo é simples: “Quando se privilegia o ajuste econômico no Brasil e se corta o dinheiro da Educação e da Saúde, por exemplo, é preciso justificar essa decisão. Quando se corta o pagamento de juros aos bancos, para privilegiar programas sociais, também é preciso justificar. Essas duas justificativas, porém, são completamente diferentes porque trabalham com duas estruturas míticas diferentes”.

Em 1970, porém, esses mitos caíram por terra, quando da publicação de “Os Limites do Crescimento” (1972), pelo Clube de Roma. A obra reconhecia os limites do crescimento do sistema capitalista e a impossibilidade da universalização do padrão de consumo. “A primeira reação dos capitalistas foi dizer ´isso é bobagem´. Depois não deu mais para negar”, lembra.

A Fé no Mercado

A partir de então, novos mitos foram construídos. Em 1974, em plena crise do petróleo, F. von Hayek, um dos teóricos do capitalismo, ganhava o Prêmio Nobel de Economia com a obra “A Pretensão do Conhecimento”. Hayek sustentava que a crise do sistema tinha como principal causa a “pretensão dos economistas de saberem como o mercado funciona, porque toda intervenção pressupõe conhecimento”.

“A raiz de todas as crises”, explicou Sung, passou a ser a tentativa de compreensão do funcionamento do Mercado. Em termos míticos, “esse discurso neoliberal é uma reeleitura do mito da Gêneses”, que interditava a Adão e Eva os frutos da Árvore do Conhecimento. “Se não podemos conhecer as leis do Mercado, o que podemos fazer? Temos de ter fé no Mercado”.

Uma fé, destacou, de que “o mercado sempre vai produzir outros melhores resultados possíveis”. “Essa é a base epistemológica do neoliberalismo” que apresenta uma contradição lógica: “se você não pode intervir, porque não pode conhecer o mercado, como pode afirmar que ele sempre vai produzir melhores resultados possíveis? O salto lógico se tornou uma questão de fé”.

Anos depois, ou prêmio Nobel, Milton Friedman, afirmaria: “os que são contra, no fundo, têm um problema de falta de confiança na liberdade do mercado”. Uma narrativa, frisou Sung, disseminada em todos os cantos do mundo, a partir da mídia e, também, da proliferação de institutos, como os institutos von Mises.

Sobre a obra de L. von Mises, “A Mentalidade Capitalista”, o professor avaliou: “é uma maravilha de livro de teologia”. Nela se defende a ideia de que “todo adulto é livre para montar a sua vida de acordo com os seus próprios planos, a partir de um conceito de liberdade pelo qual não existe o outro: sou eu e o meu desejo. É puro indivíduo”.

Captura do desejo

Para L. von Mises, no sistema de mercado livre, “os consumidores são soberanos” e “desejam ser satisfeitos”. Mas, apontou Sung, “consumidor não é qualquer indivíduo” nesta lógica. “O nível é: todos somos humanos, mas nem todos os humanos são cidadãos, e nem todos os cidadãos são consumidores. O desejo soberano [se restringe] aos consumidores”.

Com base na impossibilidade de satisfação dos desejos – conforme alguns vão sendo satisfeitos, surgem novos desejos – von Mises chega a defender a avidez como “impulso que conduz o homem em direção ao aperfeiçoamento econômico”. Afirma, ainda, que “ manter alguém contente com o que já conseguiu ou pode facilmente conseguir, sem interesse por melhorar suas próprias condições materiais não é uma virtude”.  

“Essa é a tese teórica”, salientou Sung, lembrando que a sociedade vem criando mecanismos para, justamente, controlar a avidez do desejo individual.  “Nós somos seres infinitos na condição de finitude e o nosso desejo é infinito, mas, em uma economia escassa, não há satisfação para todos”.

E se não há satisfação para todos, então, como lidar com a frustração?  “A saída neoliberal é a criação de uma verdadeira teologia da culpa”. No capitalismo, todos somos alimentados pela frustração”, apontou.

Teologia da Culpa

“Se você não consegue ser o rei do chocolate, o campeão de boxe ou a estrela de cinema, você é o culpado. Essa é a teologia da culpa: o indivíduo passa a ser culpado pela sua própria frustração”, explicou. E trata-se de uma culpa que atinge a todos, começando pelos mais pobres.

“Por que pobre é pobre? Porque é culpado. Ele merece a sua pobreza”. Segundo essa lógica, “o pobre que não pode comprar brinquedo para o filho assume a culpa duas vezes: pela pobreza e por sentir culpa em ser pobre”. Enquanto isso, o Mercado se consolida enquanto juiz transcendental.

“Se a culpa é de todos, por conta da distribuição de riqueza, quem é o juiz que faz essa destruição? O Mercado. Mas, eu posso questionar o mercado? Não. Ele é inquestionável, está além do bem e do mal, do injusto e do justo”. Na medida em que não está sob o juízo humano, o Mercado se torna algo sagrado. “E o sagrado é aquilo que é separado do sistema profano, acima do juízo e do questionamento da justiça”, explicou.

Sung também alertou: para o capitalista e para o neoliberalismo, o verdadeiro o problema “está nas pessoas que acreditam que os seres humanos têm direitos”.

Direitos Humanos

Ele explicou que o pensamento liberal moderno foi fundado na tradição neotestamentária. Segundo essa tradição, primeiramente, “todos os homens são iguais perante a Deus. Depois, todos os homens passaram a ser iguais perante as leis; e, de acordo com a razão moderna, a essência humana traz consigo direitos implícitos”.

São justamente esses direitos implícitos, denunciou, que estão sendo rejeitados pela teoria pós-moderna ao defender que “tudo é cultural”, inclusive, “afirmar que a natureza humana dá direitos é cultural”. Sob essa ótica, “o grande erro das esquerdas e dos humanistas é acreditar que ser humano tem direito por natureza. Não tem. Quem não conseguiu direitos no contrato do mercado, não tem direito nenhum”.

Essa é a narrativa dos que criticam programas sociais como o Bolsa Família ou o Mais Médicos. “Se pobre não tem direito a comer, porque não tem direito, o que é um programa social como o Bolsa Família? Um roubo. Você tira de quem tem direito – e o ganhou justamente via Mercado – e passa para quem não tem direito”.

Daí a inversão, situou Sung, já que “os defensores dos direitos dos pobres e dos programas sociais tornam-se os grandes malfeitores da humanidade”. A violência explode: “eu estou frustrado porque esse desgraçado de esquerda continua querendo o meu imposto para dar para esses pobres desgraçados. De quem é a culpa da minha frustração? Da esquerda e dos pobres. Aí eles colocam fogo no mendigo”, destacou.

Deveres

Quando o então ministro Alexandre Padilha (Saúde) comemorava o sucesso do Mais Médicos, ele estava reafirmando não apenas o direito das pessoas à Saúde, mas o dever do Estado para com elas. No entanto, muitas pessoas foram contra o programa e retrucaram: “eles não têm direitos e nós não temos deveres. Isso é um roubo”. “Tratam-se de duas estruturas de pensamento diferentes. Saber isso nos ajuda a compreender a agressividade”, explicou.

Em sua avaliação, sempre existiram egoístas exagerados, a diferença é que antes, “as pessoas tinham vergonha de ser publicamente egoístas, porque havia uma pressão cultural. Hoje, elas têm orgulho. Depois que passar a vergonha do Temer, vai continuar esse orgulho e ele vai continuar enquanto esse modelo civilizatório prevalecer”.

A lógica da Responsabilidade

Segundo Sung, “nós retornamos a um debate surgido no século XVIII: o ser humano tem direitos? Para os defensores do neoliberalismo, esses direitos são vistos como ´coisa de bandido´. O processo tecnológico chegou ao ponto de destruir as bases humanistas do mundo moderno”.

A saída, apontou, “está na luta social”. Uma luta que, em última instância, pressupõe “a descoberta dos direitos fundamentais de todos os seres humanos”. Sung também alertou: “culpa e humilhação não acabam quando você come. Quando você come, você mata a fome. Isso vai aparecer em violência familiar, em neuroses, loucuras. E quem se sente culpado não luta”.

Em sua avaliação, “para sair desse entrave é preciso lembrar que apenas um mito combate outro mito”. Citando a experiência do apóstolo Paulo de Tarso que, em pleno Império romano, conseguiu criar comunidades de resistência, Sung avaliou que “Paulo tem algo a nos ensinar”, sobretudo, quando afirma:

“Enquanto ainda éramos inimigos de Deus, Deus se reconciliou conosco” (Rom 5,10).

Essa citação, analisou, é uma “crítica radical à ideia de Deus norteadora das culturas de opressão, que pressupõem um Deus que culpa e pune. E não um Deus – não importa aqui se existe Deus ou não – que humaniza o ser humano e se reconcilia. Antes de qualquer articulação cultural, todos os seres humanos têm direito à vida”.

A proposta de Paulo, avaliou, abre uma fenda na “lógica da culpa” e nos permite entrar em outra lógica: a da responsabilidade. “É preciso responder aos problemas sociais. A lógica da responsabilidade nos chama à ação. A lógica da culpabilidade apenas aponta o culpado. E apontar culpados não resolve nada”, concluiu.

—–

Confiram abaixo o power point da apresentação do professor Jung Mo Sung, autor de diversos livros, entre os quais: “Mercado, religião e desejo: o mundo de hoje na perspectiva da Teologia da Libertação” (Suhae Munjip, 2014); “Para além do espírito do Império” (Paulinas, 2012) e “Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres” (Paulus, 2010).

Leia na próxima reportagem a análise da professora Magali Cunha sobre o discurso religioso do neoliberalismo.

Fonte: Carta Maior

 

Existem maneiras melhores de educar seu filho sem ser com a Bronca, conheça algumas

ANGRY CHILD

Seu filho pode ser alguém que demora para ficar furioso ou pode explodir como bombinha de festa junina diante da menor provocação. De um jeito ou de outro, toda criança e todo adolescente pode se beneficiar se aprender a controlar sua raiva. Nós, como pais, deitamos as bases para essa habilidade quando controlamos nossas próprias emoções quando nos confrontamos com uma explosão de raiva.

Da próxima vez que você enfrentar uma criancinha pequena tendo um acesso de raiva ou que seu filho adolescente lhe der um “gelo”, fazendo de conta que você não existe, experimente usar uma destas 26 frases:

1. Em vez de: Pare de jogar coisas por aí!

Experimente falar: Quando você joga seus brinquedos, fico achando que você não gosta de brincar com eles. É isso que está acontecendo?

Esta técnica de pessoa que fala/pessoa que ouve visa ajudar seu filho a transmitir seus sentimentos de uma maneira não hostil. Isso mantém o canal de comunicação entre você e ele aberto e ensina seu filho a expressar uma situação do modo como você a enxerga, o que, por sua vez, lhe dá a oportunidade de reformular os acontecimentos sob o ponto de vista dele.

2. Em vez de: Menino (ou menina) grande não faz isso!

Experimente falar: Crianças grandes e até adultos às vezes têm sentimentos grandes. Tudo bem, esses sentimentos vão passar.

Sejamos francos. Quanto mais seus filhos crescem, maiores são os problemas que eles encaram e maiores os seus sentimentos. Dizer a seu filho que criança grande não sente raiva, frustração ou ansiedade simplesmente não é verdade. Além disso, incentiva a criança a evitar ou sufocar emoções, não permitindo que as processem de maneira saudável.

3. Em vez de: Nem ouse bater!
Experimente falar: Tudo bem você ficar com raiva, mas não vou deixar você bater. Precisamos garantir a segurança de todo mundo.

Assim você transmite a mensagem de que a emoção – a raiva – não tem problema, mas a ação, sim. Separar as duas coisas vai ajudar seu filho a aprender a fazer a mesma coisa.

4. Em vez de: Você está complicando tanto minha vida!

Experimente falar: Problema difícil, não? Vamos descobrir juntos como resolver este impasse.

Quando as crianças teimam em fazer uma coisa, é importante entender o porquê. Essa frase reforça a ideia de que você e ela estão na mesma equipe, que estão buscando o mesmo objetivo.

5. Em vez de: Agora chega, você está de castigo!
Experimente falar: Vamos juntos para nosso cantinho da calma
.

Em lugar de castigo, ou isolamento, um momento juntos, para vocês se reconectarem.

6. Em vez de: Vá escovar os dentes já!
Experimente falar: Quer escovar seus dentes primeiro ou os do Elmo?

Para as criancinhas pequenas, os acessos de raiva são uma maneira de exercerem controle sobre o ambiente. Desta forma você oferece a seu filhinho pequeno uma opção e um tanto de controle.

7. Em vez de: Coma sua comida ou você vai para a cama com fome!
Experimente falar: O que podemos fazer para deixar esta comida gostosa?

A responsabilidade por encontrar uma solução é entregue de volta a seu filho.

8. Em vez de: Seu quarto está um caos! Ou você arruma já ou fica de castigo.
Experimente dizer: Que tal se a gente começar a arrumar este cantinho do seu quarto? Eu ajudo você.
Em vez de encarar a tarefa avassaladora de arrumar uma bagunça enorme, mude a meta, que passa a ser de simplesmente começar. Começar a fazer uma tarefa indesejável pode dar ao seu filho o ímpeto e pique de continuar.

9. Em vez de: Estamos saindo. Já!

Experimente falar: O que você precisa para ficar pronto para sair?

Deixe a criança repassar na cabeça os processos das transições em sua vida. Isso ajuda a evitar uma luta de poder entre vocês e lhes dá uma chance de indicar à mente dela que vocês estão fazendo uma transição para uma nova atividade. E é uma ótima rotina para repetir, trocando papéis, em momentos em que vocês não estão indo a lugar algum, na realidade.

10. Em vez de: Pare de gemer!

Experimente falar: Que tal falar isso de novo em sua voz normal?

Às vezes as crianças fazem reclamações em tom de gemido e nem sequer percebem. Quando você pede que elas digam de novo em sua voz normal, está ensinando que o modo como falamos as coisas tem importância.

11. Em vez de: Pare de reclamar!

Experimente falar: Ouvi. Você tem uma solução a propor?

Novamente você passa a responsabilidade para as mãos da criança. Da próxima vez que seu filho ficar reclamando sem parar sobre a escola/o jantar/seus irmãos, peça que ele proponha soluções. Lembre a ele que não existem respostas erradas.

12. Em vez de: Quantas vezes tenho que te dizer a mesma coisa?

Experimente falar: Estou vendo que você não me ouviu da primeira vez. Que tal eu falar para você e você repetir para mim, falando baixinho?

Quando seu filho repete o que você disse a ele, sua mensagem é reforçada. Se ele tiver que falar baixinho, fica mais divertido.

13. Em vez de: Pare de ficar frustrado!

Experimente dizer: Está muito difícil fazer isso agora? Vamos dar um time e voltar para fazer daqui a 17 minutos.

Parece um número aleatório, mas existe uma fórmula de produtividade que é baseada em pesquisas e que reza que se trabalhe por 52 minutos e tire 17 minutos de folga. Fazendo um intervalo no estresse relacionado à tarefa, você volta depois preparado para recomeçar, mais concentrado e produtivo que antes.

O mesmo conceito é válido para a lição de casa, estudar piano ou praticar um esporte.

14. Em vez de: Já para seu quarto!

Experimente dizer: Vou ficar aqui mesmo do seu lado até você estar pronto para receber um abraço.

O isolamento transmite a mensagem de que há algo de errado com seu filho. Quando você lhe dá espaço até ele se sentir pronto para se comunicar de novo, você lhe está mostrando que sempre estará ao seu lado.

15. Em vez de: Você me está fazendo passar vergonha!

Experimente falar: Vamos para algum lugar a sós para a gente resolver esta questão.

Lembre que o importante aqui não é você, é seu filho e os sentimentos dele. Ao tirar vocês dois da situação que está causando tensão, você reforça o trabalho em equipe, sem chamar a atenção para o comportamento dele.

16. Em vez de: suspirar e rolar os olhos

Experimente: fazer contato olho a olho, lembrar-se dos pontos fortes de seu filho e lhe dar um sorriso, mostrando que sente seu problema.

Treine manter as coisas na devida perspectiva, pensando nos pontos fortes de seu filho.

17. Em vez de: Você é insuportável!

Experimente falar: Está difícil para você, não? Vamos dar um jeito juntos.

Sempre diferencie o comportamento da criança, reforce a emoção e trabalhe junto com ele para vocês encontrarem uma solução.

18. Em vez de: Pare de gritar!

Experimente falar: Vou fazer de conta que estou apagando velinhas de aniversário. Topa apagar comigo?

Fazer respiração profunda ajuda o corpo a recuperar a calma. Se você fizer essa respiração como uma brincadeira, é mais provável que seu filho coopere. No caso de crianças mais velhas, peça que respirem com você como Darth Vader respira.

19. Em vez de: Não posso lidar com você agora!

Experimente dizer: Estou começando a ficar frustrado. Vou estar aqui mesmo, me acalmando.

Ensine as crianças a descrever e controlar suas emoções, dando um exemplo em tempo real.

20. Em vez de: Já cansei de falar!

Experimente dizer: Eu te amo. Preciso que você entenda que não é legal você fazer isso. Tem alguma coisa que você quer que eu entenda?

Assim o canal de comunicação entre vocês continua aberto, ao mesmo tempo em que você expressa a emoção de maneira sadia.

21. Em vez de: Não aguento mais! Cheguei ao meu limite!

Experimente falar: Se o verde é calmo, o amarelo é frustrado e o vermelho é raivoso, estou amarelo indo para vermelho. Que cor você está? Como podemos fazer para voltarmos ao verde?

Dê ao seu filho uma maneira visual de exprimir o que ele está sentindo. Você talvez se surpreenda com o que ele tem a dizer e o tipo de soluções que ele pode propor para mudar o rumo das coisas.

22. Em vez de: Não vou trocar!!!

Experimente dizer: Que pena que você não gostou do jeito que eu fiz ……. Como podemos fazer melhor da próxima vez?

Mudar o foco da atenção do acontecimento para a solução elimina a disputa pelo poder resultante de você se aferrar ao que fez.

23. Em vez de: Pare de dizer “não”!

Experimente falar: Eu ouvi que você disse “não”. Entendi que você não quer essa coisa. Vamos tentar pensar o que podemos fazer diferente.

Ao reconhecer o “não” de seu filho, você acalma os ânimos e a situação. Em vez de uma discussão do tipo sim ou não, mude o roteiro para que vocês pensem no futuro e na perspectiva de uma solução.

24. Em vez de: Não fique bravo!

Experimente falar: Eu também fico bravo de vez em quando. Vamos soltar nosso grito de guerreiro para conseguir controlar esses sentimentos de raiva.

Um estudo recente revela que gritar quando sentimos dor física pode realmente impedir que mensagens de dor sejam transmitidas ao cérebro. Seu filho pode não estar propriamente sentindo dor, mas um grito de guerra pode funcionar para ele soltar sua energia raivosa de um jeito divertido. Escolha com seu filho um grito de guerra ou mantra (por exemplo o grito de “Liberdaaaade!” de William Wallace, o herói do filme Coração Valente).

25. Em vez de: Pare com essas reações exageradas!

Experimente dizer: Você está tendo uma reação grande a uma emoção grande. Se sua emoção tivesse cara de monstro, como seria?

Quando as crianças estão cansadas, com fome ou superestimuladas, elas reagem exageradamente. Atribuir um rosto à emoção as ajuda a externar o problema e responder ao seu monólogo interno de raiva. Mais tarde, os ajuda a exercer controle sobre a emoção.

26. Em vez de: Pare com isso, já!

Experimente falar: Estou aqui do teu lado. Amo você. Você está em segurança. (Depois disso, fique sentado com seu filho, quietos, e deixe que a emoção saia para fora e se dissipe.)

Quando a criança tem um ataque de raiva ou pânico, muitas vezes seu corpo sente uma resposta de estresse que a faz literalmente se sentir em perigo. Mostrar a ela que ela está em segurança lhe dará apoio até o desconforto passar. Essa é uma habilidade crucial para a resiliência.

Este artigo foi postado originalmente no PsychCentral

Claro que na prática isso tudo pode mudar, mas a lição que fica aqui é a tentativa de dar reflexão emocional pro filho, ir treinando ele desde de pequena a entender o que sente e o que o outro.

 

Se você teve, ou tem, uma doença grave e não é otimista, seus dias podem estar contados

122 homens que tiveram um primeiro ataque cardíaco foram avaliados quanto ao grau de otimismo ou pessimismo. 8 anos depois, dos 25 mais pessimistas, 21 haviam morrido; dos 25 mais otimistas, apenas 6. A forma como encaravam a vida revelou-se um melhor previsto de sobrevivência do que qualquer outro fator clínico de risco, incluindo a extensão do dano causado ao coração no primeiro ataque.

Nosso sistema nervoso e imunológico são ligados às emoções.

Nosso corpo é uma máquina e nossas emoções fazem a manutenção de tudo no devido tempo. Mas as vezes podemos não estar animados e a máquina funcionará mal, causando assim doenças ou complicações.

Quando o paciente vai começar uma cirurgia é muito importante saber o estado emocional dele, pois caso ele esteja nervoso ou com medo as chances de criar infecções, ou o que acontece com mais frequência, a veias se dilatam por causa do stress e há perda considerável de sangue, muitas vezes levando a morte.

Os pessimistas já são descuidados com a saúde, eles fumam mais, bebem mais , e fazem menos ou não fazer exercícios.

A esperança é outro fator que ajuda muito na recuperação, principalmente em casos de danos da coluna que vai envolver longos períodos de tratamento para conseguir um pouco mais de mobilidade e melhorar o seu desempenho socialmente.

O isolamento social também é um grande problema para a saúde, representando umas das taxas de mortalidade tão importantes quanto o fumo, pressão alta,colesterol alto.

O cigarro aumenta a chance de morrer e contrairmos doença em 1,6%, o isolamento em 2%.

São muitos os fatores para se ter uma vida saudável ou para recuperarmos a saúde , mas hoje temos pesquisar suficientes para apontarmos as mudanças necessárias se quisermos viver mais e melhor.

*Fica a pergunta: Se você tivesse uma doença agora quem você seria, o pessimista ou o otimista?

A resposta pode determinar o seu futuro, caso não goste da resposta, o que você pode fazer pra mudar?

O que é Poder? Quais são os tipos de poder?

Poder é definido por Moscovici (1997) como “a capacidade que uma pessoa tem de fazer com que outra pessoa ou grupo aja da forma desejada por ela. A pessoa com poder modifica o comportamento dos outros, manipula os outros à sua vontade”.

De acordo com French e Raven a classificação de poder indica seis categorias principais:

1. Poder Legítimo – esta categoria é também conhecida como o poder de autoridade, ou seja, é o poder escolhido formalmente através de um representante fazendo parte de uma estrutura hierárquica de uma organização ou de grupos sociais formais. “A relação chefe-subordinado é uma relação de poder inquestionável” (MOSCOVICI, 1997:136).

2. Poder de Coerção – Este se define pela capacidade de aplicar punições, fazer ameaças. O poder de coerção pode estar ligado ou não ao poder de autoridade. Ameaças de retirada de afeto, reconhecimento, atenção, ameaças de censura ou afastamento também podem estar presentes no poder de coerção, e podem ser aplicada tanto por um chefe (poder legítimo) como por um amigo ou irmão (desvinculados do poder de autoridade).

3. Poder de recompensa – pode ser definido como a capacidade de atribuir recompensas ou acenar com elas através de promessas. Bem como o poder de recompensa, este também pode estar ou não relacionado ao poder legítimo.

4. Poder de referência – expresso em uma relação psicológica de identificação com um modelo social. Este tipo de poder está relacionado ao carisma que alguns ídolos exercem sob algumas pessoas. Atualmente podemos perceber muitos ídolos que possuem este poder de referência no âmbito religioso, social, político, artístico e que podem provocar profundas mudanças na sociedade.

5. Poder do conhecimento – como o próprio nome designa, este poder refere-se à ascendência de conhecimento que uma pessoa tem a respeito de determinado assunto. Neste campo de poder podemos encontrar o especialista, o perito ou qualquer pessoa que é respeitada por dominar campos específicos de conhecimento.

6. Poder de informação – este poder refere-se à retenção de informações às quais outras pessoas não podem ter acesso.

Fontes e Formas de Poder

A fonte do poder pode ter duas origens: a posição na estrutura organizacional ou social, definida pela posição que o indivíduo ocupa na hierarquia social ou de sua organização, e as características pessoais, relacionada aos atributos de personalidade e identidade que definem o poder pessoal.

O poder organizacional ou social, estando ligado ao posto ocupado pelo indivíduo dentro de uma hierarquia preestabelecida possibilita a atribuição de recompensa e a utilização de punição. Este poder possui caraterísticas próprias como a unidirecionalidade, ou seja, dirigido a uma pessoa apenas. Este é ainda um poder delegável e distribuível, o que significa que o indivíduo pode obter este poder por delegação de um superior na hierarquia organizacional, e pode também distribuir atribuições que lhe foram dadas. O poder organizacional é expresso em atividades.

O poder pessoal é exercido através de características pessoais como carisma, poder de referência ou de conhecimento. Este tipo de poder, ao contrário do poder organizacional ou social, é multidirecional, isto é, não pode ser direcionado a apenas uma pessoa, mas sim a várias pessoas de acordo com suas características pessoais. Em se tratando de características pessoais, este é um poder não delegável e não distribuível. Podemos considerar a força superior deste poder em relação ao poder organizacional, por ser expresso não em atividades, mas em atitudes.

No poder organizacional ou social podemos encontrar um líder de tarefas e no poder pessoal podemos encontrar um líder de relacionamento. Dentro de um organização ou empresa esses dois líderes podem não necessariamente ser a mesma pessoa. Podemos perceber dentro de um mesmo setor um líder de tarefas, o líder formal (poder organizacional) e o líder de relacionamento, informal (poder pessoal).

Fonte: Prime

Psicanálise e o “para além” do individualismo

Desde a faculdade, uma questão que nos incomodava a respeito da natureza era se a bondade ou a maldade humana é somente uma questão social ou se está impregnada em sua estrutura biológica e/ou psicológica. Sobre isso, muitas vezes nos questionávamos se o ser humano poderia ser genuinamente altruísta. Veja por esse ângulo: eu faço o bem a outrem somente pelo amor que tenho pelo outro, ou pelo ganho pessoal que isso pode me trazer, nem que seja status, ou aquele sentimento de estar fazendo o certo. Se for devido a essas últimas opções, então o altruísmo não passa de um egoísmo adaptado à nossa realidade social.

Com o tempo, pudemos perceber que essas questões são capciosas e não levam a lugar algum. Como definir que a ajuda que ofereço é puro sacrifício pessoal ou apenas uma forma de auto-afirmação? Será que as ações não valem mais do que o que elas significam para nós? Importa se eu faço uma doação porque sinto a necessidade de ajudar ou se é para ganhar um like no Facebook?

Continue reading

“Eu sou o que eu sou…mas o que eu era antes?” – Carl Gustav Jung

Gostaria de pegar esse gancho do caro Jung para fazer você se questionar.

Quando foi a primeira vez que você se tornou consciente de você mesmo?

Continue reading

« Older posts